Que Sarkozy tenha resolvido reunir-se com o seleccionador Henry, como se a França não tivesse outros problemas para resolver e o governo francês não tivesse um ministro (por sinal, uma ministra) do Desporto, parece-me um disparate bem ao nível desta Europa actual, que bem pode limpar as mãos à parede com a elite (?) de políticos que tem arranjado. Daí a aproveitar para insultar o Presidente francês, endereçando-lhe epítetos do tipo «o sinistro vigarista», «a coisa imunda que ele representa», «o pequeno chui de pacotilha de menos de meio metro de altura» e outros assim, é que não me parece apenas de mau gosto. É estar a pedir um valente puxão de orelhas.
O alvo é Chefe de um dos Estados-membros da UE a que Portugal pertence e da crítica política ao insulto gratuito vai uma distância considerável. Eu sei que o Palácio do Eliseu está longe. Porém, é precisamente isso que me lembra aqueles meninos insuportáveis que chamam nomes feios aos outros, mas só aos que estão longe para poder ouvi-lo, não vá o diabo tecê-las.
Provavelmente, o Carlos Vidal seria corajoso o bastante para chamar o mesmo ou pior aos políticos de Lisboa, se fosse escrever uns desabafozecos para Paris. Só é pena que lhe faltem duas coisas: uma lista dos membros do PCP mais baixinhos e quem queira esticar-se todo para lha entregar cara a cara. O que não é fácil, porque se ele tivesse um relógio na testa acho que era o Big Ben chapado.















