… eles andem aí? Pois é: um grupo de estudiosos e observadores portugueses concluiu que o nosso país está a ficar inundado deles e que o futuro pode mesmo ficar comprometido.
Segundo dizem esses entendidos, esta não é a primeira vez que tal acontece, mas nunca o fenómeno constituiu o perigo que agora se avizinha.
Acautele-se, portanto, uma vez que estes mestres do disfarce mudam de cor sem pré-aviso e infiltram-se sorrateiramente em tudo o que possa parecer-lhes um bom lugar.*
Em suma: Portugal fica cheio deles, nesta época. Não pelo clima meteorológico favorável, mas pelo clima político desfavorável.
* — Estas belas imagens só foram possíveis por eles terem sido atraídos com a promessa de bons lugares.




Admiro este animal: silencioso, disfarçando-se com facilidade, com boa pontaria à distância e que amedronta quem não o conhece.
Os outros camaleões não aprecio.
Maria
Os que não aprecia são os que proliferam, Maria.
Gostava muito de ter um lá em casa. Mas um camaleão a sério, como os da fotografia.
Nunca saberás se é um destes ou dos outros, porque são mestres do disfarce…
Saberei, pois. Eu sou moço do campo. E, verdade seja dita, sempre gostei muito de répteis – por isso posso dizer com segurança que conheço os verdadeiros. Aliás, hoje em dia pode-se dizer que nem tudo o que rasteja é réptil, não é?
Difícil hoje em dia é um encontrar um rastejante e réptil simultaneamente…
“está a ficar inundado deles”? João, Portugal é o país dos camaleões, o que se passa é que agora damos por eles dão nas vistas, a apanhar sol…, mas eles estão cá, sempre cá estiveram, ao lado de cada um de nós, deslizam furtivamente para o lado do poder, de quem manda, esteja o poder onde estiver, seja governo, empresas, associações,… é uma corja e peras.
Uma corja mesmo.
Que los hay, los hay. Y son muchos…
También creo que hay muchos ! Hem !? Até parece o espanholês do outro. Ah, Ah, Ah,Ah ! Pero creo que el mio és mejor ! Y esta hem !
Si, si, hay muchos camaliones.
Não me digas que estes dois também se vestem naquela exclusivíssima loja de Rodeo Drive, em Beverly Hills!? É que já ouvi dizer que ali, todos os clientes são atendidos com hora marcada e por cá há muitos camaleões que fazem gala de chegar sempre atrasados…
Os dois de que falas ainda vá lá. Mas, como são três, ficamos sem saber qual é o verdadeiro fingidor.
O verdadeiro fingidor? É o poeta, que «finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente», eheheh…
Agora escolhe lá tu, de entre estes três, qual é o «poeta»… Cá p’ra mim é aquele de bigodinho, cara afilada, óculos redondos e chapéu preto…
Esse não é o Sinónimo Pais?
e é cada um maior que o outro.
E cada outro menor que um.
E cada qual melhor que os piores.
Maior que o outro, menor que um e melhor que os piores…isto tudo junto só pode dar um resultado extremamente e negativamente colorido. Que chatice!
Consta que pelo menos dois deles estão prontos a entrar para o Governo na próxima remodelação.
Ah Pedro, assim não vale, tem nos contar aqui todos esses segredos…
:))
O segredo é que são dois em cada três…
Pois é, João, pois é, não há muito a esperar desta corja.
acredito que sim Pedro. É a crise.
João, o seu alerta é bastante útil! Quem anda por aí de boa fé tem de se precaver contra os perigos das mudanças de cor sem pré-aviso. É aborrecido…
Aborrecido? É chatérrimo.
Chatérrimo? Nenhum deles é…até que têm umas protuberâncias bem visíveis. Mas que é muito aborrecido, lá isso é.
Como sempre, os originais são muito superiores às imitações. Estes das fotografias até são giros.
É que estes são imitações feitas à mão, acho eu.