Villa provoca convulsões perigosas


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Camacho, antiga estrela do Real Madrid e comentador de futebol, ficou tão excitado com o golo espanhol que garantiu a vitória face ao Paraguai que ia dando cabo do equipamento com que colaborava no relato. Veja aqui o momento em que pouco faltou para lhe dar alguma, além de andar com o microfone pelo ar. David Villa nem sonhava que o golo marcado podia ser mau para a saúde.

A arte do debate democrático


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Se estão aborrecidos em casa nesta tarde de domingo, deixo aqui uma sugestão para ocupar uns 20 minutos a ouvir e muito tempo a reflectir. Está aqui e é uma lição do politólogo Michael Sandel, um homem reconhecido que — como escreve a nossa estimada Nicolina Cabrita — é norte-americano, ensina Filosofia em Harvard e, no caso, pode ser ouvido a «falar sobre Ética, Justiça e Aristóteles, numa conferência sobre “The lost art of democratic debate”».

Se não estão aborrecidos em casa nesta tarde de domingo, tratem de arranjar um tempinho para ir ali ouvir.

 

ADENDA — Na minha deambulação, tentei um endereço que não abre (http://www.5dias.net/). Deve ser um problema temporário. Se não é, não era preciso tanto: bastava escovar uns quantos autores para o ar por aquelas bandas se tornar mais respirável.

Sabia que… (31)


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… pode preparar uns belos grelhados capazes de fazer a diferença? Pode, pode. Tem aqui uma data de dicas simples para isso. Só falta juntar os amigos e esperar que todos gabem o seu magnífico barbecue.

No final, se quiser rentabilizar as brasas da churrascada, não perca tempo com o governo: os ministros estão praticamente todos queimados.

Tschüss!


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Dalma Maradona teve de aproximar-se e conter a fúria palavrosa do pai, que estava cheio de razão: por que é que não deixaram a Argentina ganhar, não é verdade? Tiveram foi muita sorte, que o homem dos dois relógios de pulso não se despiu ali mesmo. Ainda por cima, se há coisa que chateia o mais pacífico dos mortais é sentir no ombro uma mão enluvada um bocado pidesca.

Já os alemães foram muito mais contidos. Sempre pragmáticos e com bons modos, apenas lhe apresentaram educadamente cumprimentos de despedida. Tschüssinho, pá!

Sabia que… (30)


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… proteger a camada de ozono e fechar o buraco do dito cujo pode ter efeitos negativos? De acordo com o que alguns cientistas agora dizem, pode mesmo. O caso é que as alterações climatéricas acarretam mudanças nos ventos, os quais, se sofrerem desvios e diferenças notáveis de comportamento nas diversas regiões do mundo, podem empurrar o ozono das camadas altas da atmosfera para perto da superfície terrestre, onde existe maior quantidade de nevoeiro de fumos (o chamado smog). Eis o que corre o risco de vir a alterar profundamente as condições de vida na Terra e a fazer de nós uns mutantes, se conseguirmos ir sobrevivendo.

O buraco de ozono foi anunciado por uma equipa de cientistas britânicos em 1985, que o descobriram por cima da Antártica, região onde parece que agora, em resultado de andarmos a salvar a atmosfera, já se detectam algumas mudanças relativamente sensíveis. Apesar de serem posteriores, temos de resolver primeiro as crises que afligem a nossa vida quotidiana, já se sabe. Mas não nos deixemos enganar: a crise do ozono já está alinhada na fila de espera, mesmo que o governo a negue.

É preciso ter lata


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Portugal tem mais de cinco milhões de pobres declarados e pobres envergonhados, o que corresponde a mais de metade da população, como assinalei aqui e aqui. Neste cenário miserável, o ministro das Finanças vem pedir aos portugueses para pouparem, como muito bem notou a Leonor Barros aqui. É preciso ter lata ou estar a fazer pouco da gente, quando se sabe que mais de metade dos portugueses nem irão sair de casa nas férias para ir de autocarro à praia mais próxima.

Ainda não satisfeito, vem o governo promover a aplicação das pequenas e médias poupanças em Títulos do Tesouro, com a garantia de uma boa retribuição. Garantia? Garantia de quem? Quem está desacreditado não pode dar garantias, não é? Ora, todos nos lembramos da partida inesperada e traiçoeira que o governo de Sócrates fez há não muito tempo com as poupanças em Certificados de Aforro. Sabem que mais? Como escrevi acima, é preciso ter lata ou estar a fazer pouco da gente.

Os sacrificados que paguem a crise


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Já recentemente assinalámos que «Portugal tem mais de cinco milhões de pobres declarados e pobres envergonhados, o que corresponde a mais de metade da escassa população». A partir de hoje, com a subida de impostos e o agravamento do custo de vida, o nosso país entra em nova fase de empobrecimento social e o número de portugueses pobres passa inevitavelmente a crescer mais depressa.

Em Portugal, onde o(s) governo(s) socialista(s) promete(m) sempre não aumentar impostos e criar melhores condições de vida, já todos sabemos o que isso significa: os impostos sobem, as promessas caem e os mais sacrificados são os primeiros a pagar as crises. Os portugueses viviam melhor há cinco anos.

Sabia que… (29)


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… o “garrafão” e a VCI, o IC19 e a Ponte da Arrábida, etc., não passam de quebra-cabeças de meninos, se comparados com o que acontece em torno de tantas e tantas cidades do mundo, como Pequim, Cidade do México e Joanesburgo? Pois pode acreditar que Lisboa e Porto estão muito longe da bagunça que se vive lá por fora. Um estudo recentemente realizado pela IBM junto de mais de oito mil condutores em vinte cidades permitiu concluir que 67 por cento deles acham que o problema do trânsito que envolve os grandes perímetros urbanos piorou drasticamente nestes três últimos anos. Mais: 65 por cento dos que conduzem diariamente para o trabalho queixam-se do stress e confessam andar sistematicamente zangados ou arreliados e com menos tempo para a família e para dormir.

De acordo com os resultados do mesmo estudo, Pequim pode ser uma excepção, pois a situação talvez tenha melhorado um pouco nos três anos recentes, depois de um período de crescimento descontrolado. Neste momento, as dez piores cidades em matéria de trânsito rodoviário considera-se que são Paris, Toronto, Amsterdam, Los Angeles, Berlim, Montreal, Nova Iorque, Houston, Melbourne e Estocolmo. Concluindo: até no caos instalado somos amadores.

Exemplos


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Seguindo sempre os melhores exemplos europeus, espera-se a todo o momento que José Sócrates anuncie que vai convocar Carlos Queiroz para uma reunião.

 

ADENDA — Aguarda-se que a Assembleia da República faça o mesmo, a exemplo do Parlamento francês.

«Em cima da mesa» do governo


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Portugal tem mais de dois milhões de pobres, como se sabe. Sabe-se agora também que tem mais de três milhões de pessoas que vivem ligeiramente acima da pobreza formal — agregados familiares em que os adultos muitas vezes são licenciados, trabalham precariamente, são mal pagos — e com dificuldades sérias (impossibilidade até) para fazer face às despesas fixas.

Sobre este quadro desolador, a ministra do Trabalho apareceu a explicar dois pontos:

— que esta realidade é um problema a que o governo está atento (o que tanto pode ser estar à janela de olhos arregalados como outra coisa qualquer);

— que o governo tem o problema «em cima da mesa» (o que permite desconfiar de que já não deve sobrar muito espaço no tampo da imensa mesa em que o governo pousa tudo e mais alguma coisa).

Em suma: Portugal tem mais de cinco milhões de pobres declarados e pobres envergonhados, o que corresponde a mais de metade da escassa população. Ora, como o primeiro-ministro anda há cinco anos a afirmar a pés juntos que a pobreza está a diminuir, haja quem tenha paciência para o fazer ver que os portugueses viviam melhor há cinco anos.

O comentário da semana


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«A gravidade das situações denunciadas na notícia é muito desigual, mete-se tudo no mesmo saco e isso parece-me muito mal. Desde logo o chamariz da notícia com a foto de Manuel Pinho. É, de entre todos e na minha opinião, o caso mais irrelevante. A foto devia ser de Castro Guerra, é a situação dele que motiva a notícia, mas como ninguém o conhece, colocam a foto do outro. Estas coisas irritam-me, até porque ao misturarem tudo no mesmo saco, acabam por retirar importância àquilo que realmente tem.

Não estou com esta posição a branquear as outras situações. O que estou a dizer é que, para acabar com este péssimo hábito enraizado em todos os partidos do arco governamental, as denúncias têm de ser feitas de forma criteriosa para que as pessoas percebam bem o que está em causa. Só assim se contribui para criar e formar a consciência crítica das pessoas e não alimentar aquele velho ditado do “eles lá se entendem, comem todos da mesma panela” e quejandos, que só serve para libertar frustrações mas não mobiliza ninguém para a acção.

Não se pode misturar o lugar de um presidente do conselho de administração de uma empresa como a Cimpor e um lugar não remunerado na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva. Eu também sei que, infelizmente, não compete hoje aos jornais formarem a consciência crítica das pessoas, mas tenho pena.

Dito isto, claro que estou de acordo, Teresa: como é que ninguém tinha reparado nisto?»

 

Da nossa leitora Ariel. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.

Sabia que… (extra)


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… o mau cheiro já chega à Madeira? Este instantâneo de Adriano Miranda (Público) confirma-o: Alberto João Jardim tapa o nariz e esconde o ar enjoado que por lá se espalhou desde que fez as pazes com José Sócrates. Os ambientalistas madeirenses andam preocupados com a atmosfera, embora não se atrevam a dizê-lo.

Ainda assim, no nosso território continental é pior: Sócrates e Jardim, cada qual do seu jeito, sempre contribuíram para o mau ambiente nacional.

Sabia que… (28)


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… estão a regressar os fatos-de-banho mais recatados? Assim parece. Entende-se o motivo: à custa de malhas mais elásticas e em maior quantidade escondem-se algumas misérias e disfarçam-se umas banhas excessivas.

Claro que são mais corpetes do que fatos-de-banho propriamente ditos e claro que o regresso desta moda representa um embuste: a gente vê o invólucro e não vê o enchido, não é? Mas, num país em que a mentira está institucionalizada e onde se vive de aparências, quem é que quer saber desta cabala?