«A gravidade das situações denunciadas na notícia é muito desigual, mete-se tudo no mesmo saco e isso parece-me muito mal. Desde logo o chamariz da notícia com a foto de Manuel Pinho. É, de entre todos e na minha opinião, o caso mais irrelevante. A foto devia ser de Castro Guerra, é a situação dele que motiva a notícia, mas como ninguém o conhece, colocam a foto do outro. Estas coisas irritam-me, até porque ao misturarem tudo no mesmo saco, acabam por retirar importância àquilo que realmente tem.
Não estou com esta posição a branquear as outras situações. O que estou a dizer é que, para acabar com este péssimo hábito enraizado em todos os partidos do arco governamental, as denúncias têm de ser feitas de forma criteriosa para que as pessoas percebam bem o que está em causa. Só assim se contribui para criar e formar a consciência crítica das pessoas e não alimentar aquele velho ditado do “eles lá se entendem, comem todos da mesma panela” e quejandos, que só serve para libertar frustrações mas não mobiliza ninguém para a acção.
Não se pode misturar o lugar de um presidente do conselho de administração de uma empresa como a Cimpor e um lugar não remunerado na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva. Eu também sei que, infelizmente, não compete hoje aos jornais formarem a consciência crítica das pessoas, mas tenho pena.
Dito isto, claro que estou de acordo, Teresa: como é que ninguém tinha reparado nisto?»
Da nossa leitora Ariel. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.


Oh my God, João, estou aqui que nem posso….
:))
Sim?
e não terá sido, ou aparentado, o que aconteceu ao moço dos chipes? om/2010/06/fish-and-chips-perdao-scutes-e-c hipes.html
http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.c
(e estou de acordo com o comentário – apesar da minha assumida embirração com o inovador da fotografia)
Falando em Manuel Pinho, cheira-me que anda por aí muito boa gente a confundir chip com chispe…
Ou com chifre…
Pois é.
Grande título, Ana Cristina. Fish & Chips já diz tudo, até porque é sempre o peixe miúdo que é apanhado na rede.
🙂
Mas que bem que está!
:)))
Está, não está?
Muito bem escolhido, João.
Também achei, Ana.
Ana, muito obrigada. Na realidade, o post quase se chamou Cabelo ao Vento sem Documento ou os Chipes do Assessor mas depois esqueci-me e ficou como está. Na realidade, só me lembrei do antigo título agora, enquanto escrevia este comentário de agradecimento.
Isto é com certeza falta de férias no Allgarve.