«Apelo às crianças e famílias que aproveitem a necessidade de contenção para fazerem sopa em casa, por forma a não gastarem em fast-food, que, para além de fazer mal, é mais caro.»
(A ministra da Saúde, Ana Jorge, em mau português, à margem de uma reunião no Hospital da Prelada, no Porto, sobre a obesidade)

sempre prefiro os brioches à sopa da pedra om/2010/07/noticias-da-crise-quando-cois a-aperta.html
http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.c
Com uma vantagem: os brioches não engordam. Também, se a gente os come, como é que eles podiam engordar, não é?
Acontece o mesmo com os frangos: se a gente os come, não crescem e não chegam ao estado adulto.
Calha sempre aos outros ! AH! Mas assim as crianças vão fazer sopa e por outro lado aprender como falar português com……..mestra! O meu…. sempre vou aprendendo no DO, a Ministra se calhar não lê o Do ou não lhe interessa aprender nada, deve ser daqueles que já sabem tudo!!!!! Mas tudo isto para dizer, eu às vezes perco-me, que os governantes são incapazes de dizer……. ” Eu vou passar a fazer sopa em casa para a minha família ” ( porque tempo é coisa que não tem faltado a este governo )
Se fossem só fazer chá e distribuir pelos gabinetes já não seria mau de todo…
A Ministra da saúde expressa-se mal. Concordo. Mas se o João ouvisse as histórias que uma amiga minha conta, passadas numa Escola Básica dos arredores do Porto, sobre o modo como as famílias “desalimentam” as crianças com coca-cola e bolicaos (escreve-se assim?) ao pequeno almoço, pacotes de batatas fritas como merendinha para o meio da manhã… e por aí adiante… talvez não achasse tão descabida a intervenção da Ministra. E o grave é que, acabado o dinheiro antes do fim do mês, depois sim, havia uma corrida ao leite que a escola distribuía, até aí desdenhado. É óbvio que uma chávena de leite e um pão com manteiga são muito mais baratos do que um bolicão e um pacote de leite achocolatado …
Mas isto sou eu aqui a falar que nem a mInistra ouvi!
:))))
E fala com toda a propriedade. Eu sei que isso se passa e dou toda a razão a si e até à ministra. Apenas me irritou a alusão à sopa (que é essencial, sim, mas fica bem cara, se for boa) em lugar de recomendar leite e pão com manteiga às crianças. E irrita-me mais ainda que não tenhamos um só ministro que saiba falar português escorreito (já não digo perfeito e com qualidade).
Desculpe, Maria, mas é que estou farto deles todos.
Uma panela de sopa boa há-de ser sempre mais barata do que muito do que se come porque é mais fácil e está mais na moda. [Esta frase é para ser lida no contexto desta conversa …não me vão cair em cima a falar dos que não têm nada para comer].
O problema, além da expressão (e da impressão) dos ministros evidentemente, é que a pobreza não se resume à pobreza material. E, possivelmente, a nossa pobreza material resulta em muito da nossa outra pobreza.
[Estou tão dramática… :))) ]
Palavras sensatas a que me rendo.
:o)
Oh lá lá. Isso merece flores
Imagine-as em bouquet, tá bem?
:))))
Que bom!
Não bastava venderem banha da cobra e agora querem nos vender sopa.
É um bocado isso.
É a versão socretina do Qu’on leur donne de la brioche.
É impressionante a quantidade de disparates que se ouvem dizer a esta senhora num excerto de apenas 20 segundos da entrevista que deu à TSF.
Primeiro, começar por apelar às crianças que “façam sopa em casa” é de uma enorme irresponsabilidade; uma criança nunca se deve aproximar de um fogão a sério e, muito menos, confeccionar nele o que quer que seja (eheheh)… Segundo, a srª Ministra fala em “fats food” (e não em fast food) que deve ser a variante para gordos e obesos do “fast food”, não? Ou será que isto é tudo «inglês técnico» e a gente é que já não está a perceber do artigo?
Curiosamente, estava a ouvir a rádio quando se anunciou esta “pérola noticiosa” e veio-me logo à ideia isto: possivelmente, o que ela quereria dizer era que o melhor combate à obesidade é mesmo não comer absolutamente nada. Mas, esteja Vª Exa. perfeitamente descansada, Srª Ministra, que pelo andar da carruagem, daqui a muito pouco tempo é isso mesmo que vai acontecer e a obesidade vai ser uma doença perfeitamente erradicada entre nós, o que é muito bom, diga-se. E vão florescer, também, a indústria do vestuário só com tamanhos pequenos e para magrinhos, a da marroquinaria a fabricar cintos de 50 cm e com muitos furos e a do calçado com número 37 como máximo. O ‘Moda Lisboa’ vai mudar de nome e passa a chamar-se “Auschwitz Fashion” e, gordos, gordos, só meia dúzia de governantes e nada mais…
Ou seja: em termos de vestuário, vamos ter ‘fats’ e ‘blazers’ pequeninos…
Agora o lema voltou a ser sopinhas?
Quando é que vamos voltar ao pobretes mas alegretes?
Não tarda, não tarda.