Outra conquista de José Sócrates: um novo máximo histórico do desemprego em Portugal. Com os níveis europeus cada vez mais longe.
Recordo: este é o mesmo político que em Fevereiro de 2005, quando o PSD estava no governo e a taxa de desemprego era de 7,1%, se indignava com estas palavras veementes: “Este número é bem a marca de uma governação falhada, de uma economia mal conduzida”.
Agora, com mais 3,8% de desempregados, chegou a altura de parafrasear o líder socialista na campanha para as legislativas de há cinco anos: estamos perante uma governação falhada.

Aposto que Sócrates conseguiu ver algo de positivo na taxa. Se calhar nós é que não sabemos ver bem as coisas.
Sócrates perdeu há muito o contacto com a realidade, Daniel. Consequência de viver desde 2005 rodeado de propagandistas e bajuladores.
Crise ? Desemprego ? Fome ? José Sócrates ? Quem são ? Novos nomes ? Só tenho uma vaga ideia de Pinóquio. Este sim ! Era um nome de um menino que mentia muito e o nariz ia crescendo….crescendo…..
Histórias antigas. Destas já ninguém conta. Já sei, vão dizer que deixaram de ser histórias.
Este Pinóquio, tal como o outro, deixou de ouvir os sábios conselhos do Grilo Falante. E nem quer saber o que diz o Gepeto. Qualquer dia não pode ser fotografado de perfil.
Estarei enganado ou o governo já andou dois meses a dizer que o desemprego tinha atingido o máximo, estabilizara e estava a começar a descer?
Quando dizem que vai baixar, é certo e sabido que aumenta. Aliás não me admiro que alguns membros do próprio Governo acabem por ficar no desemprego a curto prazo.
Ó Pedro, dá-me ideia que em vez de «estarmos perante uma governação falhada», nós estamos é perante uma ‘desgovernação’ totalmente bem conseguida…
Aguardo pelo próximo comentário esfíngico do Presidente da República para tirar as teimas.
Pedro, pela enésima vez: acha mesmo (mas mesmo) que outro governante, de qualquer partido, conseguiria fazer melhor? Acha mesmo (mas mesmo) que os problemas iguais no resto do Mundo não condiciona a nossa economia e a nossa situação, em especial quando os nossos parceiros económicos europeus estão tão maus ou ainda piores? Acha mesmo?
Claro que me vai responder que sim, que, assim de repente, pode dizer 200 ou 300 nomes de governantes que teriam feito melhor, a começar por Passos Coelho. A sua fé é inabalável. Então como explica que a posição de Passos Coelho não tenha seguidores entre os especialistas na área? Ou a “broa” de Miguel Frasquilho, denunciada por João Galamba (recorda-se da contradição entre gestor do BES e deputado?) não retira credibilidade à posição da actual direcção em matéria económica?
Também estou ansiso que isto mude, mas o Pedro não se iluda. Vencendo Passos Coelho, a nossa economia e as finanças não melhorarão se, no resto da Europa, não melhorarem. É que convém não esquecer como foram os últimos governos PSD em matéria de finanças e economia, com todas as trapalhadas conhecidas…
Abraço.
Ricardo,
As contínuas trapalhadas de 2005 para cá definem, só por si, um estilo de governação. Com os resultados que estão bem à vista.
Admitir que todos são iguais levará, no limite, a que os eleitores deixem de votar. É um raciocínio perigoso para a democracia. Quem ainda não governou deve ter, no mínimo, uma oportunidade para governar. Sócrates já teve duas, Passos ainda não teve nenhuma.
Abraço.
Antes de Queiroz ser contratado para seleccionador, também fui contra, pois as ideias e as qualidades (ou falta delas) dele não serviam para o cargo. Não precisei de esperar pelos resultados dos últimos dois anos para perceber que não tinha qualidade para o cargo. Com Cavaco, por exemplo, também não precisei pelo Belémgate ou todas as “gaffes” para ter a opinião de que não serviria para o cargo.
Em Setembro, justifiquei o meu voto em Sócrates pelo simples factos de que entre o mau (Sócrates) e o péssimo (Ferreira Leite) sempre prefiro o mau. Esta minha justificação será usada para votar Passos Coelho. Mas, lá por ser menos mau do que Sócrates, não significa que tenha que me calar ou ignorar os seus erros ou fechar os olhos para as suas ideias, algumas polémicas (Saúde, alterações constitucionais, etc).
Abraço.
PS: quanto ao resultados, há que separar as águas. AC e DC. Antes da Crise e Depois da Crise. Bons AC e maus DC. Como em todo o Mundo, recordo. Como o Pedro insiste em esquecer-se deste pequeno grande pormenor…