Blogue ou vala comum?


jmmcc,

Usar isto não é apenas distorção, porque prova coisa nenhuma sobre as obscuras intenções de um autor qualquer. É deformação, porque uma criança não é o mesmo que um soldado. Fica-se sem saber se naquele blogue os direitos das crianças da nossa rua devem ou não ser iguais aos das crianças lá longe.

Parece que não, porque naquele sítio também se cantam louvores reverentes a Estaline e Mao, que nunca foram de perder tempo com as crianças destinadas às valas comuns.

38 comentários em “Blogue ou vala comum?”

  1. Tive a mesma sensação de repulsa e nojo: raras vezes a blogosfera portuguesa desceu tão baixo. A brutal manipulação de sentimentos que a imagem de uma criança morta propicia, a pretexto da “indignação politica”, é populismo esquerdista do mais rasteiro. O autor desse ‘post’ execrável podia, aliás, fazer largos milhares de outros ‘posts’ com retratos das vítimas de Estaline, político tão venerado lá por casa.

      1. João concordo em absoluto com o sentimento que é manifestado neste post . Mas se as verdades têm que ser ditas, e bastas vezes causam-nos repulsa, a nossa memória é demasiado curta. Na guerra de África e testemunhos não faltam, era pondo as crianças na frente, armadas, que os chamados guerrilheiros faziam com que os nossos militares fossem apodados de insensíveis e outros nomes que ainda hoje me é difícil pronunciar. Foi o caso de Wiriamu . Era uma situação diferente ? Tratava-se de mortes de crianças ! A mesma situação em casos diferentes serão de admitir ?

          1. Não foi por falta de denuncia na altura. Lembro-me de Kaulza de Arriaga ter denunciado na altura própria , para ser levado a ONU, como defesa do massacre. Lembro-me também de um padre inglês ter levantado o problema e os portugueses terem sido condenados pelo mundo inteiro. Quem teria tido culpa ? Quem manda crianças armadas para a frente de uma guerra ? Quem as mata ? Ambas as atitudes serão condenáveis. Mas só foram falados e condenados os que mataram, não quem as mandou para a morte. Esses foram enaltecidos, daí eu ficar na duvida se a mesma atitude pode ter duas leituras. Quem manda para a morte inocentes, passam a herois. Quem os mata são assassinos.

          2. A justiça não é sempre o que devia, Zé. Mas a História costuma encarregar-se, tarde ou cedo, de fazê-la, dando razão a quem soube abrir os olhos e parar para pensar no momento dos acontecimentos.

  2. Credo!Pra próx. avise, p/ favor!Até o jantar se me deu 1 volta no estomago!
    Aquela coisa em forma bog é 1 nojo!Só tem direito a existir em nome da liberdade de expressão!

  3. Um nojo, se eu fosse uma rapariga desprevenida até era capaz de julgar que aquilo era um blog de esquerda, e não um ajuntamento de fanáticos anti-semitas.

  4. Fiquei com dor de cabeça. O meu marido diz-me que não devia, neste estado, tenho andado cansada, ouvir falar de Hitler, Estaline, Salazar e quejandos, mas é mais forte do que eu. Aquela raça nunca mais acaba, são tão asquerosos como neo-nazis, mas longe de alguém levantar a lebre.
    Estou convencida que aquele sr. o Carlos Vidal faz parte de algum grupo skinred.

  5. Já tinha assistido a “isto” (não tenho palavras). Contrariamente ao Pedro Correia não acho que este acto tenha a ver com a lateralidade de quem publica e da maneira como o faz. Tem a ver com a sua índole. Como já li um post que diz melhor o que eu seria capaz de dizer (e que é escrito por uma pessoa de esquerda, assim presumo) deixo aqui o link

    http://viasfacto.blogspot.com/2010/06/vergonha.html

  6. Estes tristes comentadores estão todos com dores de cabeça.

    Mas não ficam com dores de cabeça quando o Estado de Israel desenvolve programas nucleares fora da esfera da ONU; trafica armamento; armou guerrilheiros em África contra as tropas portuguesas; apoiou o regime de apartheid contra o povo de Mandela; fez e faz bombardeamentos indiscriminados sobre crianças e velhos; fazem lobby descarado contra a Igreja Católica e sua Santidade,etc,etc.

    Tenham vergonham, meus senhores e minhas senhoras!

    1. Comece por ser educado e aprenda a dizer “minhas senhoras e meus senhores”.

      Portanto, se bem entendi, todo o mal antes feito justifica todo o mal que se faz e que venha a fazer-se. Esse raciocínio é tão brilhante que permite entender o anonimato.

      1. “Portanto, se bem entendi, todo o mal antes feito justifica todo o mal que se faz e que venha a fazer-se”

        Essa parece ser a lógica do seu amigo P. Correia. No caso dele será o Holocausto que justifica/legitima tudo o que Israel possa fazer. Um raciocínio igualmente brilhante, sem dúvida.

        1. Fui ao seu blogue: está finalmente actualizado com um postezinho, 26 dias depois do anterior. De alguma coisa valeu o reparo que lhe fiz. À actual média, dá entre 12 e 13 postais por ano. Podia ser pior.
          A propósito de “lógica brilhante”: você coloca-se abertamente ao lado do estalinista injuriador, que transforma o insulto mais rasteiro em “argumento político”, o que me elucida definitivamente a seu respeito. Mas, vá lá, pelo menos deu uma prova de vida fora das caixas de comentários alheias. Valha ao menos isso.

          1. Vou dar-lhe uma novidade. Há mais redes sociais do que a blogosfera. A minha prova de vida faço-a vivendo. Não se preocupe.

            Apenas me interrogo se alguma vez lhe ocorreu usar um espelho. A facilidade com que julga outros contrasta com a complacência com que se trata a si mesmo, e à sua lógica e conduta.

          2. Recordo-lhe que você é que apareceu por cá, julgando expeditamente os outros. A primeira pedra foi você que a atirou, colocando-se abertamente do lado de quem confunde debate de ideias com insultos às mães dos outros. Espero sinceramente que a sua mãe ainda esteja viva, goze de boa saúde e não seja injuriada na blogosfera. Mas se assim acontecer estarei do seu lado e não de quem proferir a injúria.

          3. Recordo-lhe que apareci por cá, primeiro, alertando que responder a uma crítica política (coisa que não envolveu a mãe de ninguém), com a acusação de ódio racial era pouco pertinente (foi esse o termo que usei). E tentei explicar porque o considerava assim.

            É que nem é preciso ter memória, basta ir ler.

            Mas note que quando coloca a coisa nesses termos (“ódio velho”), já abandonou o debate de ideias há muito tempo, e arriscaria dizer que nem sequer nele queria entrar.

          4. Claro. Basta ler o que escrevo há anos na blogosfera: debate de ideias não é comigo. A não ser talvez que eu lhe chame filho da puta: aí já estou a debater ideias.

          5. Como seu leitor de anos, posso dizer que o que faz mais é odiar: palavras, expressões e comunistas.

            E também gosta muito de lembrar a todos como estava certo num post qualquer com meia duzia de meses. Só que normalmente nestes casos não se tratavam de ideias, mas desta ou daquela manobra politica de fulano ou sicrano.

            Por outro lado, parar por um momento nas vezes em que poderá estar errado (que é quando pode haver debate de ideias) não é de todo o seu estilo.
            Nessas alturas começa a assobiar e a fazer sapateado, e a dizer aos outros que se não postam desde Maio, não vale, e outros debates construtivos do género.

            Fico por aqui, e já fui demasiado longe com isto.

    2. Vergonha de quê, se não se importar de me explicar?
      Ao contrário de si, na guerra Israel-palestianianos, eu não sei dizer quem quem tem razão!Parece-me que têm ambos e deixam ambos de ter!Aqui da minha confortável posição só posso fazer votos pra que se entendam e consigam viver 1 dia em paz, porque me parece que é essa a unica solução possivel!Mas isso sou eu…

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