«Caso Portucale: Juiz manda todos os 11 arguidos para julgamento». Isto é o título de uma notícia divulgada pela Lusa há uma semana que me deixou seriamente revoltado. A coisa não é para menos e hoje decidi que preciso de desabafar convosco. Reparem primeiro no conteúdo dessa notícia (os sublinhados são meus).
«Lisboa, 31 mai (Lusa) – O juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, decidiu hoje enviar para julgamento os 11 arguidos do processo Portucale, relacionado com o abate de sobreiros, uma espécie florestal protegida por lei.
Assim, na fase de instrução do processo, o juiz confirmou na íntegra o despacho de acusação do Ministério Público (MP).
Os 11 arguidos são: Abel Pinheiro, Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa (estes três ligados ao Grupo Espírito Santo), António de Sousa Macedo (ex-diretor geral das Florestas), Manuel Rebelo (ex-membro da Direção Geral das Florestas), António Ferreira Gonçalves (ex-chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo), Eunice Tinta, João Carvalho, Teresa Godinho e José António Valadas.
O caso Portucale relaciona-se com o alegado abate ilegal de sobreiros numa herdade em Benavente, para o arranque de um projeto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo.»
É mentira. Estou inocente e a Lusa quer denegrir-me. Confesso que os Carvalhos não gostam dos Sobreiros (que ainda são nossos primos), mas isso são problemas familiares antigos. Nunca conheci de perto qualquer Sobreiro, excepto aquele que ajudou o Amorim a subir na vida, nunca abati um Sobreiro ou outro membro da família, a única Benavente que conheço é a ex-candidata ao Porto e o único Espírito Santo que conheço é o de orelha, que a Lusa até conhece melhor do que eu por emprenhar pelos ouvidos.
Em contrapartida, posso dizer-vos que arguida é a Lusa, num processo em que é acusada de ser uma alegada fêmea centauriforme proveniente de um alegado planeta distante, alegada militante da Nova Ordem de Jedi e alegada desertora da Aliança da Diversidade. A Lusa, essa maldizente filha de um alegado centauro com alegados cornos, sempre pronta a deixar uma aliança de concertação social para aderir a qualquer nova ordem que apareça, vejam bem. Tinha de ser ela, hem?! Conto com o vosso testemunho abonatório.
Logo da Diversity Alliance, logo da New Jedi Order
e alegado retrato da Lusa (in Star Wars Wikipedia)





Sou testemunha abonatória da veracidade de tais afirmações.
E de outras que venham a ser proferidas no mesmo contexto.
Eu sabia que contava consigo, Pedro.
Belíssimo naco de prosa, João, só por isso merece o meu testemunho abonatório, ehehe .
Que bom, Ema. Fico muito mais tranquilo. Eheh…
Não fiques atrapalhado, que eu sei que é tudo uma cabala. Além do mais, essa Lusa tem muito má pinta, a julgar pelo retrato junto. Olha, só te digo uma coisa: ela que não se meta comigo nem com a minha árvore, pois se assim for, temos o caldo entornado. E vai ser caso para dizer: “uns comem os figos, a outros rebenta-lhes a boca”. Ai rebenta, rebenta…
Ainda bem que o dizes, porque a Nova Ordem de Jedi vai virar-se para os(as) Figueiras.
Contas desde já comigo como testemunha. Pede à Lusa uma indemnização cível compatível com os danos irreparáveis ao teu bom nome, compadre.
Tens razão. Fiquei com as raízes muito afectadas.
:))
Gostou?
Gostei muito, João.
Só fiquei preocupada com uma coisa – por ser de valor incalculável – como indemnizar a afectação de raízes tão raras, João?
Nem vou pensar muito nisso, Ema. O nosso país não tem grande tradição no que respeita a indemnizações cíveis. Nem no que respeita a pagar…
E obrigado, compadre. Eheh…