Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Em 22 destaques feitos pelo Sapo em Novembro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO fez quase o pleno, recebendo 21 menções ao longo do mês. 

Incluindo quatro textos na primeira posição, oito na segunda e quatro na terceira.

 

Os postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Estranhos companheiros de caminho (42 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Devia ir a ministro das Finanças (30 comentários, segundo mais comentado do dia)

O operário que ousou quebrar as grilhetas (28 comentários) 

Notícias do pântano (46 comentários, segundo mais comentado do  fim de semana)

O regresso da Educação para a Cidadania (62 comentários, terceiro mais comentado do dia)

A mudança política em curso (47 comentários, o mais comentado do dia)

Há sempre alguém que diz não (26 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Rio & Rangel (51 comentários, o mais comentado do dia)   

Ponteiros trocados (54 comentários, terceiro mais comentado do fim de semana) 

Pensamentos à frente de uma bica (56 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Esquerda, direita (28 comentários)

Ser mulher na sociedade actual (20 comentários) 

Alta pressão em maré baixa para o Bloco (28 comentários)

Uma crise de ambição (51 comentários, segundo mais comentado do fim de semana)

Pensamento da semana (52 comentários, segundo mais comentado do dia)

Viana é “interior”? (26 comentários)

O criador da Geringonça (48 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Reconciliação histórica (51 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Esta gente ensandeceu de vez (86 comentários, o mais comentado do fim de semana)

As novas beatas (80 comentários, o mais comentado do dia)

A francesa a arranhar inglês em Portugal (56 comentários, segundo mais comentado do dia)

 

Com um total de 958 comentários nestes postais. Do Paulo Sousa, do JPT, da Joana Nave e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

16 comentários em “Entre os mais comentados”

  1. Os leitores é que agradecem, pela aceitação do contraditório e pelas certeiras pedradas no charco que vão mostrando muitos importantes a molhar os pés na suja ondulação.

  2. Parabéns pelas métricas.
    Têm e podem dar uma ideia da percentagem de vezes que o lápis azul é usado? Residualmente, 10%…

    1. Nunca saberemos, só os próprios sabem da não publicação.
      p.ex.: esta constatação se for azulada adeus adeus.

    2. Só posso falar por mim, que escrevo (e assim controlo os comentários) de um percentagem reduzida dos postais deste blog. Com toda a honestidade (palavra de honra, sabendo que este termo nada significa para quem opina publicamente sob a capa do anonimato num regime democrático) é muito raro apagar um comentário e apenas quando é explicitamente ofensivo (ou, o que não vem acontecendo no DO, calunia alguém). E para quem não queira acreditar nisso avanço que tenho um blog pessoal (no qual vou publicando também o que aqui escrevo) que nem sequer tem os comentários controlados (tal como não os tinha em blogs anteriores, um dos quais foi bastante visitado). Ou seja, aqui no DO devo apagar – sem ter feito cálculos anteriormente – para aí cerca de 0,2% ou 0,3% dos comentários recebidos.

      Mais adianto, repetindo o que já aqui várias vezes escrevi (tal como no por vezes fervilhante És a Nossa Fé, e tal como o havia botado quantas vezes combativo ma-schamba no qual escrevi durante mais uma década): só uma profunda e lamentável ignorância pode conduzir a que alguém se queixe de “censura” ou “lápis azul” no registo bloguístico. Pois este não abarca órgãos de comunicação social – publicações editadas, com responsabilidade social e empresarial e com deontologia. Isto é uma plataforma de registos voluntários, uma conversa, monólogo ou diálogo consoante os autores querem. Por definição não há censura, nem legal nem moral. Falo (falamos) com quem queremos – como eu digo sempre, é uma mesa de café, um balcão de bar, um ajuntamento de tasca, consoante o registo. E está-se com se quer, os que se mostram indesejáveis são mandos àquela parte. Isto não é censura. É educação.

      1. Mera curiosidade.
        Haverá aqueles que se limitam a um “vai pro ….”, os bots…
        Quanto mais tempo e seguidores se tem, maior a probabilidade.

        1. anonimus, nos meus postais aqui no DO insultos desses, com as letras todas, são raros (são – ou melhor eram em tempos mais abrasivos da vida do clube – mais comuns no sportinguista És a Nossa Fé). De quando em vez surgem – há algum tempo deixei passar um para demonstrar aos comentadores habituais o que por aqui vai acontecendo [https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-fim-da-geringonca-13254768#comentarios]. Mas as invectivas insultuosas não são apenas através da utilização do jargão, e nesse registo surgem de quando em vez comentários bem descabidos.

          Por princípio eu não sou contra o insulto, falo muitas vezes não só do direito ao insulto como do dever do insulto – lembro sempre de ter ido a um blog afamado, coordenado por um intelectual de muito prestígio e peso institucional, o qual há alguns anos republicou – sei lá a que propósito – o filme com actividades sexuais de uma conhecida figura pública, que lhe fora roubado e publicado três décadas anteriores. Eu era leitor habitual, vi aquilo, fui aos comentários e insultei-o bem como a todas as suas gerações ascendentes e descendentes, estendendo tais epítetos a todos os co-bloguisas que ali ombreavam com tamanha desfaçatez. Mas botei o meu nome e a ligação ao meu blog. É diferente.

          E a este propósito insisto no que já várias vezes aqui botei: o pior nos comentários que vou recebendo no DO – ainda que isso tenha muito amainado nos últimos largos meses (influência do acabrunhamento do covidoceno?) – e que me fez estar largo tempo sem responder a comentários, é o azedume, o fel, por vezes mesmo maldoso, de muitos comentários oriundos de comentadores habituais (nota-se devido às alcunhas que escolhem, ou ao estilo das prosas). E esse é um tom que se as pessoas assinassem não seria tão visível, dado o habitual auto-controlo que temos quando assinamos, o que não implica qualquer redução na discordância ou no debate – até potencia o debate. E francamente nem percebo (nem percebia) porque vão as pessoas regularmente (mesmo diariamente) a um sítio para contrapor com tamanha acidez, ainda para mais num blog sem agenda, gratuito e – nesse sentido – generoso. Terá a ver com o facto, ideológico, de que vários dos comentadores habituais mais activos situam-se ideologicamente bem mais À direita do que a maioria dos bloguistas e isso os acicate mas, insisto, não se trata de discordar dessa discordãncia mas sim do tom azedo com que tantas vezes surge a contraposição. E dou uma de sensível, por vezes isso até magoa, por mais que eu queira criar uma figura blogal prenhe de rusticidade.

          Dou-lhe dois exemplos disso: há anos, vivendo em Bruxelas, escrevi sobre uma manifestação nas imediações de minha casa, de nacionalistas flamengos. Eu fora avisado na véspera por vizinhos portugueses que conviria evitar aquela zona, pois eram esperados conflitos. Distraidamente esqueci-me de avisar a minha filha, adolescente. No dia seguinte ela saiu de casa e eu, sem saber onde ela estava e vendo notícias dos conflitos realmente existentes, assustei-me. Bloguei sobre essa minha dormente incompetÊncia paternal. Decerto que por serem os nacionalistas flamengos (flamões, como dizem os nossos patrícios por lá) da direita-profunda ou extrema-direita, associável a alguns dos nossos comentadores, tive de um desses anónimos um comentário venenoso, uma insensibilidade de homem para homem preocupado com a burrada que havia feito e que poderia ter sido grave para sua filha. “O que é isto?”, pensei. E no dia seguinte lá estava o mesmo alcunhado a botar faladuras críticas sobre o que eu aqui boto – e por cá continua, militantemente.,

          1. anonimus, continuo…
            No período pós-confinamento de 2020, ainda tudo muito reservado, a minha filha que é asmática, sentiu-se bastante mal em Azeitão, onde estava com a sua mãe, e eu nas imediações. Consultado as informaçóes do SNS acorremos ao hospital de Setúbal. Foi à triagem. Deram-lhe uma pulseira, indicativa da gravidade (não elevada, afinal, para nosso descanso) da situação. Telefonei a uma médica amiga que trabalha no SNS daquele distrito: sossegou-me e disse-me “com essa cor terás de esperar oito horas, mas está tudo sob controlo”. Regressámos a casa, ela bem tratada, observada, medicada, família aliviada. E depois bloguei sobre a situação, uma croniqueta: realçando os bons serviços recebidos e notando duas coisas, que julguei deficitárias: a) os doentes em espera não tinham condições nem eram de facto induzidos para manterem a então sacrossanta “distância social”; b) o hospital não cuidara de prover a um mínimo de condições aos acompanhantes – aos quais estava, como é consabido, o acesso ás instalações. Sendo que é óbvio que há doentes que têm de ser acompanhados por familiares. E notei ainda, ao fim de oito horas, o universo social dos que acorriam ao hospital – gente mais pobre (basta olhar para a roupa, nem é preciso olhar para os sapatos), imigrantes ou seus filhos. Sabendo que a classe média, em situações similares, acorre à medicina privada nem que seja devido aos superiores serviços de “hotelaria”.
            O chorrilho de comentários que recebi, de invectivas acusando-me de inimigo do SNS (eu que não tenho outro serviço de saúde) a irresponsável cidadão (por acorrer ao SNS), foi inenarável. As pessoas nem liam o que eu botara, apenas invectivavam. E naquela altura, em que todos estávamos sensíveis ás questões da sáude, familiar e própria, para além da geral. E havia ali um traço fundamental: as invectivas descabeladas vinham, sem excepção, de comentadores anónimos (com alcunha, dos habituais, ou mesmo “Anónimo”). E um tipo, nesses momentos, saído de uma (felizmente pequena e passageira) afliçao, pensa “mas para quem estou eu a escrever? quem é esta gente?”. Insisto, se o anónimo assinasse com o seu nome teria uma atitude diferente – perguntaria sobre o exacto sentido do texto em vez de o invectivar ou achincalhar, aconselharia em vez de criticar, teria outra onda conversacional. Por mais crítico que fosse. Há os patetas que dizem “ah, mas eu sou desconhecido, chamo-me “Rui Silva” e há muitos “Rui Silva”. Mas ser-se desconhecido na praça pública não é anonimato. Eu sou o Zé Teixeira, há imensos “José Teixeira”, ninguém me conhece na rua (a não ser nos Olivais-Sul [e em Maputo]) mas isso não me torna anónimo, mantém-me José Teixeira. Para ter nome não é preciso ser “anunciado na tv” como os produtos foleiros dos anos 1980s, a tralha publicitada pelo António Sala e Olga Cardoso, as colectâneas em vinil com Art Sullivan e Mort Schuman, esses produtos que surgiam com faixas “anunciados na tv”.

            Francamente, continuo sem perceber isto, este apego pelo anonimato. Ainda para mais sendo este quantas vezes viperino.

    1. Anonimus, só posso falar por mim: como posso eu agradecer a alguém que não tem a decência de se me apresentar? Sendo um pouco flexível, como é exigível, em termos de um comentário rápido e ocasional (“gostei muito do que escreve”, “V. não tem razão, enganou-se”, etc.), tudo bem. Agora quem tem o hábito de argumentar e/ou contra-argumentar (e aqui quantas vezes de modo ríspido e até com fel) e não se apresenta? Caminho para os 58 anos mas neste caso continuo a ouvir o Senhor meu pai, o Senhor meu tio, os Senhores meus avôs, e os meus irmãos mais velhos: “um homem apresenta-se, estende a mão e aperta-a com firmeza”.

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