
Nuno Santos não deve ser supersticioso. Se o fosse, talvez sugerisse outro dia para o lançamento da CNN Portugal. 22 de Novembro é uma data traumática para milhões de norte-americanos: recorda-lhes a fatídica manhã em que o Presidente John Kennedy foi assassinado em Dallas, fez agora 58 anos. Nessa altura ainda o jornalista iniciado numa rádio pirata na Amadora não tinha nascido. Mas chegou à profissão a tempo de testemunhar as maiores mudanças desde sempre registadas num meio que transitou do analógico para o digital. Da monopolista RTP a preto e branco a que ele assistia em miúdo à informação instantânea que hoje recebemos nos telefones de bolso, a revolução tecnológica alterou a face do planeta. O canal de notícias fundado em 1980 pelo magnata Ted Turner – a Cable News Network, com sede em Atlanta, Geórgia – foi um primeiro passo nessa direcção com a sua aposta deliberada nas transmissões em directo. Encarando o mundo como palco global.
Director da CNN Portugal, nascida nesta segunda-feira, Nuno Santos inaugura aos 53 anos outra etapa numa vida profissional em que subiu a pulso desde aqueles dias remotos na Rádio Regional da Amadora. Seguiram-se a Rádio Mais, a Comercial, a TSF – e depois a televisão, onde seguiu o mesmo percurso ascendente. Dirigiu a programação dos três canais generalistas e comandou a informação da RTP. Em 2001 foi ele a conduzir o parto da SIC Notícias, contrariando as vozes agoirentas que sempre se escutam nestas ocasiões, incluindo a de muitos jornalistas, avessos à mudança. Teve sucesso, como sabemos: a marca impôs-se. E não hesitou em assumir rupturas sempre que entendeu ser necessário.
Andou por fora durante seis anos, trabalhando em projectos ligados à comunicação na área digital em países tão diversos como a África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Espanha. Regressou em 2019 para lançar outro projecto de raiz: o canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol – hoje uma referência no panorama desportivo nacional. Não tardou a receber uma proposta irrecusável da TVI, onde foi director de entretenimento e director-geral. Mantém-se no grupo Media Capital, agora com o maior desafio da sua carreira, nesta parceria entre o canal informativo com sede em Queluz e o grupo americano Turner Broadcasting.
A CNN Portugal é parcela mínima num império que alcança 425 milhões de lares em todos os continentes. Isto não diminui a motivação de Nuno Santos, que continua a entrar em campo com a mesma determinação do futebolista homónimo que integra o plantel do Sporting. A coincidência onomástica deve fazer sorrir o Nuno televisivo, sportinguista do coração.
Na noite da inauguração deste canal que passou a dirigir, pronunciou frases simples e claras: «Queremos elevar o patamar do jornalismo que se faz em Portugal. Acreditamos que é possível.» Palavras ambiciosas, num tom que raras vezes se escuta neste país de queixumes e lamúrias. E que de algum modo o definem: ele faz questão de remar contra a corrente.
Texto publicado no semanário Novo

o canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol – hoje uma referência no panorama desportivo nacional
!!! Deve ser dos canais desportivos menos vistos. Pelo menos em minha casa, vê-se muita SportTV e ElevenSports, mas canal 11, basicamente nunca.
Você não percebe nada disto. Em casa só deve ver aquilo que a sua mulher autoriza.
foi ele a conduzir o parto da SIC Notícias
Parto??? Não seria melhor “nascimento”? O parto é uma coisa sangrenta…
Deixe lá, não se preocupe. Muitos outros não podem ver sangue. Não é só você.
22 de Novembro é uma data traumática para milhões de norte-americanos: recorda-lhes a fatídica manhã em que o Presidente John Kennedy foi assassinado em Dallas, fez agora 58 anos
Que frase ridícula. A maior parte dos norte-americanos não estava viva há 58 anos e, de qualquer forma, o presidente Kennedy pouco ou nada lhes diz.
Essa é a mesma lógica que leva alguns putos fascistas a esticar o braço quando escutam a palavra Salazar.
São iguais a si: o mundo, para eles, começou no dia em que nasceram.
Sei que o tema é Nuno Santos. Mas a posta é sobre notícias e jornalismo. Bora lá a uma escrita celestial em torno da matéria:
O desenvolvimento tecnológico proporcionou a que o cidadão comum se tornasse notícia e fizesse a notícia em tempo real. Contrariamente ao que seria expectável, os tradicionais órgãos de comunicação, outrora referidos por mass media, tornaam-se elementos de depuração de notícias em favor de grupos e estados que os hipotecaram a seus interesses. Portanto, a matéria não é sobre jornalismo mas antes sobre poder e rendição ao poder.
Em Portugal, com o advento do social-fascismo implementado pela geringonça, mais concretamente pelo PS costista e BE, os ditos órgãos tradicionais serviram para fazer o trabalho então idealizado e manipulado pelo propagandista nazi: Goebbels.
Tal como os restantes órgãos de propaganda mundiais, a manipulação era dirigida em torno de questões corruptoras de princípios – tais como: abortismos, feminismos, lgbtismos, eutanasianismos… – para desviar as atenções das inépcias de ditos governantes, que de governo o que revelam é a dos seus próprios interesses e dos grupos a que se amarram: públicos, privados e estatizados.
Em matéria de notícias e jornalismo de investigação séria a próxima década revelar-nos-á informação mais precisa em termos do que foi e são as vacinas covid, e como a histeria dos ditos governantes tornou possível o fenómeno e aumentou o empobrecimento das nações.
É necessário começar a preparar legislação para trazer à barra do tribunal todos os figurinos desta montra.
Sobre a cnn, esta em Portugal atrairá inicialmente a atenção por aquilo que já foi num passado muito remoto. Existe uma certa memória algo colectiva que sairá desapontada. Os países do terceiro mundo, com Portugal incluído, são campo prolífero, pela ignorância, para o avançar desta política de catequese mundial que privados e estados colados a privados pretendem concretizar.
Abaixo os neo-fascistas.
Aqui temos um delito a sério, e devidamente identificado na informação do mar e da atmosfera.
Vulgo anti-ciclone.
Quero acrescentar a este meu excelente comentário celestial u exemplo de como se fabrica uma propaganda. erbi-esta-ai-a-porta-mas-a-verdadeira-di sputa-acontece-fora-de-campo
Transcrevo o seguinte trecho: “O jogo entre o Benfica e a Belenenses SAD, decorrido no passado sábado, tratou de mostrar que a covid-19 continua bem presente nas nossas vidas. Apesar de todos os (enormes, ressalve-se) benefícios que a vacinação trouxe, ainda não há um antídoto máximo para conter a transmissão, especialmente quando surgem novas variantes e, com elas, novas vagas, também aparecendo ao sabor do mau tempo.” Aqui: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/o-d
Reparai, amiguinhos e amiguinhas, no tom : “especialmente quando surgem novas variantes e, com elas, novas vagas, também aparecendo ao sabor do mau tempo”. Vamos agora aperfeiçoar a leitura. A grande maioria dos casos em Portugal reportam não à nova variante, Ómicron, mas às tradicionais.
Significa isto que os governos e os propagandistas dos governos pretendem encapotar sua inépcia relativa a medidas não adequadas em tempo através da difamação do bichinho Ómicron. Reparem bem naquela expressão “antídoto máximo”. Eu não conheço antídotos mínimos nem máximos. Só conheço antídotos, e estes são eficazes.
Já disse aqui e repito: telescola, teletrabalho, restaurantes, cafés e pastelarias abertos para vacinados e não vacinados, incentivando a permanência em esplanadas, e limitação de pessoas no interior, fim dos testes antigénio que são falíveis, testes pcr pagos pelos governos a pedido da população, fim da mentira de obrigarem as pessoas a testar para visitar seus familiares em lares, pois o perigo reside nos próprios trabalhadores dessas unidades que mais tempo aí permanecem. Proponho ainda um boicote a viagens por avião.
Por último, fim da fraude das vacinas covid. Confinar em todos os campo-pequeno do país os propagandistas, governantes e cientistas.
profissionalmente andei 50 anos em contra-corrente
e não me dei mal com a minha planificação por objectivos
só não consegui obter a normalização de embalagens
Se for do PAN nem precisa de preocupar-se com a embalagem: pode meter tudo dentro do plástico para venda comercial.
Forma original de ser ambientalista. Pelo menos a líder do partido é assim.
Pedro você quer repetir essa quantas vezes para passar a ser verdade?
Eu quero lá saber do PAN, mas não é verdade as embalagens de plástico.
Publique uma fotografia, não vale montagens, das tais embalagens da rapariga do PAN.
Deves pensar que eu estou à disposição dos anónimos como tu a fazer-vos as vontadinhas.
Estás redondamente enganado, pá. Isto não é nenhum programa de discos pedidos.
O Canal 11 tem o mérito de difundir o futebol das ligas menores, a vertente feminina e algum futsal extra-grandes de Lisboa. Como plataforma de directos é excelente (para quem gosta do conteúdo, claro).
Como canal de “informação”, é mais do mesmo, os cromos do costume a debitarem os lugares comuns de sempre. Comparar aquilo com os programas ingleses, em que participam o Lineker ou o Gary Neville é comparar atum de lata com bife de atum.
Eu também faço comparações dessas.
Quando comparo opiniões de quem assina por baixo com opiniões de anónimos.
Os primeiros ganham sempre.
Mesmo que não digam nada de jeito. É um critério como qualquer outro. Como dizem os analistas de arbitragem, aceita-se.
Ora pois.
Não foro ele sportinguista, levava com as coincidências a fazer chorar as pedras da calçada.
“Não foro”?!
Isso é o quê?
Olha, mais outro orgão de comunicação social que pensa o mesmo sobre tudo que os outros orgãos de comunicação social pensam… a monocultura continua.
Monocultura era quando só havia um canal: a RTP, a preto e branco. Abria às sete, fechava à meia noite com o hino nacional.
Alguns de vocês têm saudades disso.
Gostava de partilhar o mesmo entusiasmo mas não acredito que um só jornalista consiga remar contra a corrente.
O jornalismo hoje é manipulador, vicia os dados, cria as noticias, fomenta o alarmismo.
Mesmo o jornalismo de investigação está inócuo. Pandora papers, Panamá papers, contratos europeus para compra de vacinas, autorizações de utilização concedidas sem o cumprimento de requisitos.
A nível das redes sociais nada pode ser publicado que ponha em causa o sistema.
Existe em pleno século XXI a forma mais desumana e sofisticada de inquisição.
Qualquer opinião ou ponto de vista contrário é logo censurado.
Esta pandemia eliminou o contraditório, eliminou o bom senso, criou divisões insanáveis na sociedade, instigou o ódio e alterou irremediavelmente o comportamento humano.
Por muito profissional que seja Nuno Santos, não acredito que consiga fazer um jornalismo sem obedecer à quantidade de máfias e lóbis que governam.
Você é insultuoso para todos os jornalistas, algo que considero intolerável.
Deve informar-se por sinais de fumo, pelo baralho da cartomante ou pelos boatos da porteira do prédio da prima.
Ter uma opinião contrária é ser insultuoso?
Médicos que além de sofrerem sanções por terem emitido a sua opinião viram os seus artigos censurados e eliminados dos órgãos de informação, isto é ser insultuoso?
A qualidade da democracia caiu em quase todos os países ditos democráticos precisamente pela falta de denúncia dos órgãos de comunicação social, denunciar isto é ser insultuoso?
Ser insultuoso é dizer que há uma oposição fofinha ao governo e ignorar toda uma comunicação social que sem admitir o contraditório é, ela sim, fofinha ao governo.
Já que fala em médicos… Esqueça isso.
Escolha o curandeiro ou o endireita.
São os equivalentes às porteiras e às cartomantes na comparação com os jornalistas credenciados.
E para quê uma casa projectada por um arquitecto se qualquer empreiteiro manhoso resolve o problema?
Pois é, o Galileu também era o curandeiro na altura em que os credenciados mandavam.
E é sempre assim quando a arrogância do poder não admite discussão.
Palavras para quê? Onde é que estão os jornalistas credenciados a denunciar as discriminações feitas pelo füherer da Madeira?
Onde é que estão os jornalistas credenciados a denunciar as perseguições e abusos de poder feitas pelos países nazis como a Alemanha e Áustria ou fascistas como a Itália?
E quais são os médicos credenciados? O Simas que recebe das farmacêuticas ou o Froes que descobriu que as lentes Zaiss eliminavam a covid? Se calhar está a referir-se ao perito da saúde que faz promoção às compotas no Natal?
Com estes credenciados médicos pode ter a certeza que prefiro os curandeiros, além da consulta ser mais barata provocam menos danos à sociedade.
Vá à cartomante e ao endireita. Depois dê notícias. Por sinais de fumo.
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operarios
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora levam-me a mim
Mas já é tarde
Como não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo
Bertolt Brecht
Talvez este simples poema contribua para despertar consciências já que a mera constatação de factos não é suficiente.
Começou por odiar jornalistas e jornais.
Passou a acreditar só nas redes sociais.
Bebeu em exclusivo os boatos da porteira,
Do barbeiro, do taxista e da sopeira.
Foi chamando mentira à verdade
Imaginando-se o mais esperto da cidade.
Até perceber que andava sem rumo
Ao deixar-se conduzir por sinais de fumo.
Daí ao despiste só tardou um bocado.
Mais lhe valia andar bem informado…
Tem a certeza sobre a autoria desse poema? Pode ter tanto a ver com Brecht como o poema que eu agora escrevi. 0/26/que-falem-os-mudos/
Sugestão de leitura:
https://www.aterceiranoite.org/2018/1
Tal como você me disse para esquecer os médicos é a minha vez de lhe dizer para esquecer o nome. O interesse do poema está no conteúdo e não na autoria.
Mas é estranho, para quem não acredita nas redes sociais tirar as dúvidas sobre poesia através de um blogue.
De um ilustre professor universitário, que conheço e admiro.
Fico contente em saber que você também tira informação das redes sociais afinal são só as minhas redes sociais que não prestam.
Mas como sou picuinhas e não gosto de dar meia informação talvez uma pequena cronologia desfaça qualquer dúvida.
– Começou aqui com Maiakovski:
Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski (1893-1930)
– Depois Bertold Brecht escreveu:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht (1898-1956)
– E por último Martin Niemöller:
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…
Martin Niemöller, (1892-1984)
Subscrevo!
Ai Jesus que não se pode dizer mal do jornalismo, porque o autor do post é (ou foi) jornalista!
Tenho o privilégio de ser amigo do presidente do conselho de administração de um jornal que me diz bastas vezes que a maioria dos jornalistas são preguiçosos, que só querem fazer “copy-paste” das notícias das agências, e que nos dias de hoje deixou de haver jornalismo de investigação. É evidente que existem excepções mas, meu Deus, ai de quem ouse fazer alguma crítica à corporaçãozinha!
Acamaradar com um “presidente do conselho de administração de um jornal” que diz cobras e lagartos de quem trabalha para ele é “um privilégio”?
Caramba, isso revela muito sobre tal sujeito. E também revela muito de si.
Você tem o direito de pensar o que quiser acerca do “tal sujeito” e de mim. E eu tenho o direito de pensar que a classe jornalística dos dias de hoje é uma massa informe de acéfalos melodramáticos que se demitiram de questionar o que quer que seja, seguindo cegamente o guião que lhes é imposto. Basta vermos os telejornais e lermos as capas dos periódicos.
Volto a dizer que existem certamente algumas excepções.
Mas o que considero mais grave é a aceitação tácita da censura, os “fact-checks” altamente polarizados, a aceitação do “apartheid sanitário”, o repúdio pelas opiniões divergentes… Já viu alguém falar do caso sueco? Já viu alguém questionar os “mandantes” acerca do milagre das vacinas que afinal não são milagre algum? Já viu alguém perguntar “mas afinal, a constituição tem sido atropelada ou não?” São meros exemplos. E desculpe-me se toquei em algum ponto sensível. Como diria a minha falecida avó: “serviu-lhe a carapuça” ?
Não envio carapuça alguma.
Aliás este seu segundo comentário revela que consome informação credenciada, caso contrário não saberia suscitar algumas das questões que levanta.
Faz bem. A alternativa, como digo a outro leitor-comentador, seria fiar-se nos mais recentes boatos, no que “se diz por aí” ou confiar nos sinais de fumo.
A propósito de médicos.
Ontem numa das TVs andaram uns quantos jornalistas a entrevistar pessoas nos vários locais de vacinação em Lisboa e no Aeroporto às pessoas que o partia e chegavam.
Extraordinário: tudo a correr muito bem, nem uma critica destrutiva.
Não me recordo da autoria da reportagem e não me apercebi de quem foi a “encomenda”, lembrei-me de um anúncio “……tá a acontecer”.
Como é que havias de recordar-te disso se nem te recordas do teu próprio nome?
Esse argumento é óptimo. Se não gosta do desempenho dos jornalistas, é porque se vira para cartomantes.
Por essa lógica, quem faz posts a falar mal do Medina que vá ser governado por caudilhos ou por chefes tribais.
Isso está ao nível de um anónimo, o único não anónimo a comentar aqui tem de fazer mais.
Se você para se informar recorre a “notícias” não credenciadas, não produzidas por profissionais e que não se distinguem de rumores e boatos, pela mesma lógica:
– Não consulta o médico, mas a cartomante;
– Troca o fisioterapeuta por um endireita;
– Não recorre ao arquitecto para lhe projectar a casa: basta-lhe um trolha;~
– Não vai ao comércio: frequenta a candonga.
O rapaz é do Sporting e chega. (chega, nada do chega pra lá que apoia o governo nos Açores)
Até tens sonhos molhados com essa palavra que passas o tempo a escrever.
Valha-te isso, ao menos…
O jornalismo hoje é manipulador, vicia os dados, cria as noticias, fomenta o alarmismo.
Não é mentira nenhuma. Basta que os seus pressupostos de investigação correspondam a parâmetros que vêem dos discursos parcializados da esquerda marxista — para não falar da moral bloquista que é a moral em vigor nos telejornais, quando não devia haver moral nenhuma.
É de tal maneira que hoje só és um gajo porreiro, e os millennials só conversam contigo, se repetires os chavões e as palermices que se dizem nas televisões.
Tudo o que meta bola é mau. E a CNN PT passa a maioria do tempo a falar de bola. Uma hora depois da inauguração, às 10 da noite, na aurora da nova maneira de fazer informação, já tinham a merda do logotipo do Benfica a encher o ecrã. Nada mudou. Nadinha.
Eles que vão todos apanhar onde o sol não brilha.
Mas você fica a assistir a tudo isso?
Foi só até ao logotipo do benfas aparecer! Agora já não vejo.
Vou para a janela como as velhinhas do rés-do-chão: a novidade na informação é exactamente a mesma.
«A televisão matou a janela», dizia o grande Nelson Rodrigues. Tinha muita razão.
Um sábio
Sem dúvida.