Já li o livro e vi o filme (275)


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     O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS (1984)

Autor: José Saramago

Realizador: João Botelho (2020)

Um dos melhores romances do único Nobel da língua portuguesa foi adaptado ao cinema com sabedoria e competência por João Botelho num preto-e-branco rétro que torna ainda mais luminosas as presenças de Victoria Guerra e Catarina Wallenstein. Mas sem conseguir superar o livro.

Já li o livro e vi o filme (273)


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     QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF? (1962)

Autor: Edward Albee

Realizador: Mike Nichols (1966)

Uma das mais intensas peças de teatro do século XX, representada em dezenas de países nos mais diversos idiomas, tornou-se obra-prima também no cinema. Com inesquecíveis desempenhos de Elizabeth Taylor e Richard Burton – casal na tela e na vida real. Vale sempre a pena ver a peça, ler o livro e revisitar o filme.

Já li o livro e vi o filme (271)


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     MARLEY E EU (2005)

Autor: John Grogan

Realizador: David Frankel (2008)

Todas as gerações têm os seus livros e filmes favoritos sobre cães. Este relato de um labrador que acompanhou a família de acolhimento durante 14 anos consegue ser divertido e comovente em partes quase iguais. O filme é valorizado pelo excelente desempenho de Jennifer Aniston como dona do Marley.

Já li o livro e vi o filme (270)


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     A ESTRADA DO TABACO (1932)

Autor: Erskine Caldwell

Realizador: John Ford (1941)

Um clássico do realismo social norte-americano, desenrolado na Geórgia rural durante a Grande Depressão: marcou uma época e influenciou escritores em todo o mundo. Ford capta bem o espírito do romance, na linha do que fizera no ano anterior com As Vinhas da Ira, de Steinbeck – obra-prima da mesma escola literária.

Já li o livro e vi o filme (269)


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     A DAMA DAS CAMÉLIAS (1848)

Autor: Alexandre Dumas Filho

Realizador: George Cukor (1936)

Uma das mais célebres novelas do século XIX, produzida no auge do romantismo, inspirou peças e filmes e óperas, mantendo um público fiel. E originou uma obra-prima da Sétima Arte, intitulada Camille (Margarida Gauthier na versão portuguesa). Com a incomparável fotogenia de Greta Garbo a fazer a diferença.

Já li o livro e vi o filme (268)


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     AS DEZ FIGURAS NEGRAS (1939)

Autora: Agatha Christie

Realizador: René Clair (1945)

Um dos melhores romances da Rainha do Crime mereceu impecável transição para cinema, a cargo do mestre francês, então radicado em Hollywood. Entre nós o filme teve um título muito adequado ao enredo: Convite Para a Morte, que partilhou com a primeira tradução portuguesa, na célebre Colecção Vampiro.

Já li o livro e vi o filme (267)


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   A CASA DOS ESPÍRITOS (1982)

Autora: Isabel Allende

Realizador: Bille August (1993)

O primeiro romance da autora chilena tem um fôlego e uma densidade que faltam à adaptação filmada, que redundou numa fita medíocre, apesar de contar com um elenco cheio de estrelas (Meryl Streep, Glenn Close, Winona Ryder, Jeremy Irons, Antonio Banderas) e ter sido parcialmente rodada em Portugal. Fico-me pelo livro.

Já li o livro e vi o filme (265)


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 GAIVOTAS EM TERRA (1959)

Autor: David Mourão-Ferreira

Realizador: José Fonseca e Costa (1983)

Sem Sombra de Pecado é a melhor adaptação filmada de uma obra deste grande escritor que anda um pouco esquecido. Fonseca e Costa faz jus à excelente novela E Aos Costumes Disse Nada, inserida neste livro: ficção da melhor, tanto em literatura como em cinema.

Já li o livro e vi o filme (264)


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     GAIVOTAS EM TERRA (1959)

Autor: David Mourão-Ferreira

Realizador: Jorge Brum do Canto (1964)

Extraído do primeiro livro de ficção de um escritor mais conhecido como poeta, o filme chama-se Fado Corrido (quase homónimo do último conto desse volume, intitulado “Agora o Fado Corrido”) e é inferior ao texto que o inspira. Apesar da presença luminosa de Amália à cabeça do elenco e de um momento sublime, quando canta Gaivota pela primeira vez.

Já li o livro e vi o filme (263)


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     A NOITE E A MADRUGADA (1950)

Autor: Fernando Namora

Realizador: Artur Ramos (1985)

Um dos melhores romances de Namora, ambientado entre contrabandistas da Beira Baixa por alturas da guerra civil de Espanha, gerou um filme formatado pela estética neo-realista, já muito fora de época, com actores citadinos (mal) transpostos para o campo. Melhor ficarmo-nos pelo livro.

Já li o livro e vi o filme (262)


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     FANNY OWEN (1979)

Autora: Agustina Bessa-Luís

Realizador: Manoel de Oliveira (1981)

Aquele que alguns consideram o melhor romance de Agustina originou (sob o título de Francisca) um entediante marco do cinema português. Ambientado no Porto sem sotaques nortenhos, dura quase três horas recheadas de monólogos e planos fixos. Com frases empolgantes como esta: «Se a fatalidade fosse mulher, casava-me com ela.» O momento mais trepidante da fita ocorre quando vemos dois indivíduos a cavalo… em trote lento. Típico filme de Páscoa: para ver na Sexta-Feira Santa, como agreste penitência para a remissão de pecados.

Já li o livro e vi o filme (260)


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     OS SÃOS E OS LOUCOS (1962)

Autor: James Jones

Realizador: Terrence Malick (1998)

Excelente romance centrado na ilha de Guadalcanal como sangrento palco da Guerra do Pacífico. O filme, entre nós intitulado A Barreira Invisível (The Thin Red Line no original, tal como o livro), celebra da melhor maneira o manuscrito de James Jones, inspirado na sua experiência militar.

Já li o livro e vi o filme (259)


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     PIGMALIÃO (1913)

Autor: George Bernard Shaw

Realizador: George Cukor (1964)

Obra-prima da dramaturgia do século XX, a mais conhecida peça teatral do célebre escritor irlandês, galardoado em 1925 com o Prémio Nobel, deu origem a um dos melhores musicais de todos os tempos: My Fair Lady. Que oito anos antes de ser filme subiu à cena na Broadway nessa versão musicada, também com êxito.

Já li o livro e vi o filme (257)


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OS CANHÕES DE NAVARONE (1957)

Autor: Alistair MacLean

Realizador: J. Lee Thompson (1961)

A vibrante adaptação cinematográfica do assalto aos invasores nazis na fictícia ilha de Navarone, no Mar Egeu, por um punhado de militares aliados durante a II Guerra Mundial presta justiça ao romance homónimo. Com Gregory Peck, David Niven e Anthony Quinn nos principais papéis.

Já li o livro e vi o filme (256)


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PASSA LÁ UM RIO (1976)

Autor: Norman Maclean

 Realizador: Robert Redford (1992) 

Eis a demonstração prática de como uma banalíssima novela pode transformar-se num filme cheio de imagens que nos acompanham anos fora. Graças ao talento de Redford como realizador (o filme, por cá, chamou-se Duas Vidas e um Rio, com Brad Pitt) e à bela fotografia de Philippe Rousselot, que lhe valeu um Óscar.