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QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF? (1962)
Autor: Edward Albee
Realizador: Mike Nichols (1966)
Uma das mais intensas peças de teatro do século XX, representada em dezenas de países nos mais diversos idiomas, tornou-se obra-prima também no cinema. Com inesquecíveis desempenhos de Elizabeth Taylor e Richard Burton – casal na tela e na vida real. Vale sempre a pena ver a peça, ler o livro e revisitar o filme.

Moi aussi.
E por mais de uma vez.
Só em peça é que nunca vi.
A primeira versão nos palcos portugueses é de 1972 e marcou essa época, com Jacinto Ramos e Glória de Matos.
Vi uma versão muito mais recente, no Teatro Nacional, com Maria João Luís e Virgílio Castelo.
Mas o desempenho da dupla Taylor-Burton é insuperável. E tão extraordinário, com tanta autenticidade, que a dado passo começamos a interrogar-nos onde terminava a ficção e começava a vida real.
Sem dúvida um excelente filme – não conheço a peça original.
Mas “Gata em Telhado de Zinco Quente”, também com Elizabeth Taylor como protagonista, talvez rivalize e suplante. Questões de gosto, de percepção, talvez.
Percebo-o. Há dois filmes com Elizabeth Taylor em que ela é absolutamente deslumbrante: esse que menciona e um anterior, “Um Lugar ao Sol”.
Mas continuo a pensar que o grande papel da vida dela foi mesmo este “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”
Vou rever “Um lugar ao Sol”, de som familiar e que já devo ter visto, se bem que não me tenha ficado na memória.
Já vi várias vezes e sinto sempre o mesmo deslumbramento.
Penso que tenho esse cá em casa, fiquei com vontade de o rever.
Um de que também gosto muito é o ‘Reflections in a Golden Eye’ do John Huston, adaptado de uma novela da Carson McCullers; um duelo entre dois gigantes: Taylor e Brando.
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Maria
Esse também já passou por cá: a-li-o-livro-e-vi-o-filme-188-9319397
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/j
Elizabeth Taylor teve o privilégio de trabalhar durante anos com os melhores actores da sua época: Montgomery Clift, Marlon Brando, James Dean, Paul Newman, Richard Burton…
Outro filme imperdível dela é “Bruscamente, no Verão Passado”, de Mankiewicz. Neste caso, porém, não li o livro.
Esse tenho cá de certeza, e até já o encontrei, é o daquela célebre fotografia do fato de banho branco. A Liz Taylor era lindíssima e cheia de talento (e caprichos também
); recordo-a ainda criança num filme da Lassie, salvo erro.
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Maria
Também eu. E, a seguir, como jovem casadoira em dois filmes do Minnelli em que fazia de filha do Spencer Tracy: “O Pai da Noiva” e “O Pai é Avô”.
Ela foi crescendo e passando de menina a mulher (e depois a mulher madura) com o cinema a registar tudo. Janela indiscreta.
Apenas vi o filme, há tantos anos que nem saberia contar a história…
Eu tenho um problema com o Mike Nichols: gosto de alguns filmes dele, mas não adoro nenhum.
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Maria
Esta foi a estreia dele em cinema. Podemos dizer, pelo menos, que começou em grande.
Uma das minhas lacunas culturais, nem o livro nem filme… já da a autora Virginia Woolf o caso muda de figura
O filme – que segue com fidelidade o texto teatral – é de uma intensidade difícil de superar tratando-se de uma peça adaptada ao cinema. Servido por um quarteto soberbo de protagonistas. Elas, aliás, foram galardoadas com Óscares (Taylor e Sandy Dennis).
Eu também. São ambos excelentes. O filme é espectacular.
Chegamos ao fim com uma sensação de cansaço físico. Aconteceu-me com este filme, tanta é a intensidade destes diálogos.
Só vi o filme
Ver o filme, de algum modo, é ver a peça. De altíssimo nível.
Apenas vi o filme e gostei bastante. Tem duas interpretações soberbas.
Viu o essencial.
Já ninguém tem medo da Virginia. Agora só têm medo da pandemia.
Também já ninguém tem medo do Lobo Antunes. Agora, só mesmo do lobo mau, em forma de vírus.