O INVERNO EM LISBOA (1987)
Autor: Antonio Muñoz Molina
Realizador: José A. Zorrilla (1991)
Muñoz Molina teve uma promissora estreia literária com este romance, que fez grande sucesso à época. O filme ficou aquém das expectativas.
TROPA DE ELITE (2006)
Autores: Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel
Realizador: José Padilha (2007)
Por vezes basta ver o filme: o livro torna-se dispensável. É o caso deste trepidante policial brasileiro, galardoado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Um sucesso de bilheteira que também conquistou parte da crítica.
O ADEUS ÀS ARMAS (1929)
Autor: Ernest Hemingway
Realizador: Charles Vidor (1957)
O melhor romance de Hemingway originou este pastelão com Rock Hudson e Jennifer Jones, que viria a ser a última longa-metragem produzida por David O. Selznick. O escritor não gostou desta adaptação. Não custa perceber porquê.
A NOITE DA IGUANA (1948)
Autor: Tennessee Williams
Realizador: John Huston (1964)
Começou por ser conto, passou a peça teatral e chegou ao cinema. Com um trio de estrelas: Ava Gardner, Richard Burton e Deborah Kerr. Huston presta homenagem ao texto de Tennesse Williams neste filme rodado numa deslumbrante praia mexicana.
TEMA DO TRAIDOR E DO HERÓI (1944)
Autor: Jorge Luis Borges
Realizador: Bernardo Bertolucci (1970)
Uma curta narrativa do mestre argentino – inserida em Ficções, insuperável colectânea de contos – originou talvez o melhor filme de Bertolucci, A Estratégia da Aranha. Com a Irlanda do século XIX transposta para a Itália de Mussolini.
A ILHA DO DOUTOR MOREAU (1896)
Autor: H. G. Wells
Realizador: Don Taylor (1977)
Realizador: John Frankenheimer (1996)
O poder da sugestão que nos fornece o livro – clássico da ficção científica – suplanta o da descrição, patente em qualquer dos filmes. Melhor o primeiro, com Burt Lancaster, do que o segundo, com Marlon Brando.
DESGRAÇA (1999)
Autor: J. M. Coetzee (Nobel da Literatura, 2003)
Realizador: Steve Jacobs (2008)
O romance de Coetzee sobre a devastadora solidão de um professor branco na África do Sul pós-apartheid tornou-se um clássico instantâneo. Adaptado ao cinema, a competente produção australiana presta-lhe justiça sem o igualar em excelência.
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1812)
Autores: Jacob Grimm e Wilhelm Grimm
Realizadores: David Hand e Ben Sharpsteen (1937)
A insuperável magia do filme produzido por Walt Disney adocicou a história ancestral dos Irmãos Grimm, dando-lhe um toque acrescido de perenidade. Para crianças de todas as idades.
BÍBLIA SAGRADA
Filme: Os Dez Mandamentos (1956)
Realizador: Cecil B. DeMille
A história de Moisés, de acordo com o relato do Antigo Testamento, transformada em monumental entretenimento colectivo naquele que foi à época o filme mais caro de sempre – e um dos que mais dinheiro geraram nas bilheteiras. Várias gerações viram desde então Charlton Heston separar as águas do Mar Vermelho.
A OESTE NADA DE NOVO (1929)
Autor: Erich Maria Remarque
Realizador: Delbert Mann (1979)
A absurda, terrível e sangrenta I Guerra Mundial revisitada por um ex-combatente que se tornou romancista nesta obra de fama mundial que viria a ser queimada em auto-de-fé pelas hordas nazis. O filme de produção televisiva é fraco sucedâneo.
O CÓDIGO DA VINCI (2003)
Autor: Dan Brown
Realizador: Ron Howard (2006)
Por vezes nem o livro nem o filme se recomendam. Mesmo com muitos milhares de cópias vendidas ou um astro como Tom Hanks a encabeçar o elenco. Apesar de tudo, prefiro a película. Por me permitir, a espaços, matar saudades de Paris.
O VELHO E O MAR (1952)
Autor: Ernest Hemingway (Prémio Pulitzer, 1953; Nobel da Literatura, 1954)
Realizador: John Sturges (1958)
A mais intemporal e universal das novelas de Hemingway parecia infilmável. O desmentido surgiu nesta película rodada em Cuba com Spencer Tracy no papel do pescador Santiago. O filme é bom mas o livro é melhor.