BÍBLIA SAGRADA
Filme: Os Dez Mandamentos (1956)
Realizador: Cecil B. DeMille
A história de Moisés, de acordo com o relato do Antigo Testamento, transformada em monumental entretenimento colectivo naquele que foi à época o filme mais caro de sempre – e um dos que mais dinheiro geraram nas bilheteiras. Várias gerações viram desde então Charlton Heston separar as águas do Mar Vermelho.

![91kM77X+olL.SL720[1].jpg 91kM77X+olL.SL720[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/Bd2084065/19422851_p7oHw.jpeg)

Mais um filme que eu vi, numa reposição no principio dos anos 60, nos 70mm, “ecran gigante” como se dizia naquela época, do Monumental. Ver cinema naquela sala fazia-nos sentir dentro do filme. Fantástico!
A talho de foice: também vi o Ben-Hur no Monumental. A lendária corrida de quadrigas vista naquele ecrân, é para mim, ainda hoje, a melhor cena de cinema que já tive oportunidade de ver.
Vi o Ben-Hur, também com o Charlton Heston – infelizmente não no cinema. 23183.html
No Monumental lembro-me de ver vários filmes, nomeadamente ‘A Guerra das Estrelas’ em estreia. E também peças de teatro.
O ‘Ben-Hur’ não passará nesta série pelo motivo que expliquei aqui há mais de dois anos:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/58
Quando se fala deste filme lembro-me sempre disto: https://www.youtube.com/watch?v=Yxfh7hF W6Lo
Li o Livro, mas não na íntegra.
Vi o filme nem sei quantas vezes, sendo que a primeira foi num écran a sério, talvez no Monumental, foi numa daquelas reposições de Verão. Que saudades…
🙂 Antonieta
Verifico agora que a utilização da palavra monumental no meu pequeno texto escrito ao correr da pena não pode ter ocorrido por acaso, Antonieta…
O filme tem lugar obrigatório na história do cinema, sem dúvida.
Em tirando o fabuloso eclesiastes, o poético génesis e algumas parábolas de exemplos discutíveis aos olhos humanos (o quero, posso e mando divino) – o mais que lembro foi de catequese e aulas religião e moral, alguns filmes e a biografia de moises (do excelente mário domingues)
Não conheço essa biografia, mas hei-de descobri-la por aí. Quanto à Bíblia, livro de muitos livros, é de uma leitura inesgotável.
Bem, neste caso faço o pleno li O Livro e releio muitas partes com alguma frequência e oiço excertos ainda com maior regularidade.
Vi o filme apenas na TV, quando andou pelos cinemas não me lembro de ter ido ver, mas também vi numerosas outras obras cinematográficas sobre O Livro, inclusive no cinema, como A última tentação de Cristo de Scorsese e A Paixão de Cristo de Mel Gibson… muito diferentes, só para falar de 3 obras que gostei muito.
De facto, Carlos, nem só o Antigo Testamento inspirou filmes. O mesmo sucedeu com os Evangelhos. A Bíblia há-de regressar a esta série: já seria de esperar.
Nesse caso espero que venha aqui o ‘Jesus Christ Superstar’, do Norman Jewison (1973).
Como não tinha dinheiro para ir a Londres vi-o no cinema umas 5 ou 6 vezes.
Um amigo do grupo foi e trouxe o LP; costumávamos juntar-nos para ouvir e cantar aquelas canções inesquecíveis.
Bons velhos tempos.
🙂 Antonieta
Ir a Londres ver o musical de Tim Rice e R.L.Webber e não o filme, claro.
🙂 Antonieta
Que privilégio, Antonieta. Eu fiquei-me pelo filme. E pelo disco, que ouvi vezes sem fim.
Eu também, Pedro. Quando finalmente fui a Londres (em Agosto de 1980) limitei-me a ver um concerto Promenade no Royal Albert Hall, que aliás achei fantástico.
🙂 Antonieta
It sounds great.
Credo. Os Dez Mandamentos são uma ínfima parte do livro. Mesmo o filme “A Bíblia” de John Huston é uma parte só do livro do Génesis.
Quanto a ler o Livro foi até às Crónicas, saltei os profetas e Ester, aguentei o Levítico e o Deuterenômio. Através do Eça de Queiroz entusiasmei-me com o Eclesiastes (era o preferido do Jacinto) e levei tempo a entender Job. O Novo Testamento li-o todo, o que não significa que o tivesse percebido todo. Passeio muitas vezes pelo Cântico dos Cânticos e pelos Salmos nas horas de aflição. Não há filme que possa registar tudo, e há tempos vi, no teatro, uma breve alusão ao diálogo entre Deus e o Diabo do livro de Job, numa peça pavorosa.
Não devia ter saltado ‘Ester’, Xico: é um dos mais belos livros do Antigo Testamento.
Muito obrigado pela dica. Vou remediar a falha. Fica prometido.
Como o tema desperta interesse!…
Vi todos os filmes de que se fala acima e não sou grande cinéfilo. São do meu tempo de juventude… Concordo com tudo o que aqui dizem, mas fico mais convencido de que já sou dos tempos antigos.
Ler O Livro (ou melhor, Os Livros = “Tà Biblia”)?… Não saberia dizer se os li todos… mas concordo com a referência a Ester… É delicioso. E já agora os outros livros no feminino: A guerreira Judith… a insinuante Ruth…
Sem dúvida, um “lugar” a revisitar. Aguardamos…
Pode sempre ser revisitado. E de alguma forma é sempre como se fosse a primeira vez.
A Biblia é uma compilação de escrituras que não se pode ler de enfiada. Não pode nem deve. Aquilo que lemos há dez anos, apesar de não ter alterado uma vírgula, pode revelar-se completamente oposto se voltarmos ler à luz da nova era.
Contudo, vou lendo e relendo o que já li e espanto-me sempre que penso que saltei páginas, quando afinal li as passagens, mas não li com os olhos que tenho hoje.
Gostei muito de ver A Bíblia. Gostei muito de ver os 10 Mandamentos. Gostei muito do Charlton Heston como actor. Não creio que fosse um excelente ser humano, mas a minha opinião vale o que vale.
Gosto de filmes bíblicos. A maior parte são excelentes fantasias históricas.
Eu demorei anos e ler os livros da Bíblia. Quando a reli, fui fazendo anotações: hoje regresso muitas vezes a essas passagens que sublinhei. Releio sobretudo os Evangelhos. E o Cântico dos Cânticos. E o Livro de Job. E os Provérbios.
Mais do que um livro – é o Livro. Elemento fundacional de uma civilização. Erguida pela força imparável da palavra escrita e não pelo fio da espada, o que fez toda a diferença.