O AMANTE
Autora: Marguerite Duras (Prémio Goncourt, 1984)
Realizador: Jean-Jacques Annaud (1992)
Do esquálido romance autobiográfico de Duras saiu um filme igualmente esquálido e que, tendo suscitado algum escândalo à época, resistiu mal ao teste do tempo.

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Que tédio de livro e que tédio de filme. Nunca gramei a Duras, se é que um gajo agora pode dizer alguma coisa sem ser anti-democrático e anti-constitucional.
Não discordo, em substância, da sua opinião. Aproveito para recordar aos leitores que lancei esta série para lembrar os pares de livros+filmes que li e vi, tenha gostado deles ou não.
Com certeza. Não estava a criticar a escolha ou a selecção que vem fazendo. Apenas que Margarida por Margarida prefiro a Yourcenar. A Duras é peganhenta e depressiva — ainda que não seja impossível que isso seja um espelho mais ou menos deliberado do colonialismo Francês.
Também sempre preferi Marguerite Yourcenar a Marguerite Duras. São aliás escritoras muito diferentes. Bastaria esse monumento literário intitulado ‘Memórias de Adriano’ para eleger MY.
Gostei mais de ver o filme do que de ler o livro. Custou-me um nadinha a ler. Quem sabe agora não teria uma leitura diferente ?
Também gostei ligeiramente mais do filme do que do livro. Sobretudo pelas paisagens naturais e a fotografia, por vezes deslumbrante. Mas confesso que ambos me entediaram bastante.
Nada a ver, por exemplo, com ‘Hiroxima meu Amor’, filme de Resnais com guião de Duras. Este sim, de cinco estrelas.