O mausoléu sindical


Diogo Novo,

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O Público noticia hoje que a CGTP perdeu cerca de 64 mil afiliados nos últimos quatro anos. Na UGT, segundo Carlos Silva, foram 80 mil. Note-se, contudo, que esta sangria não é um problema exclusivamente português. Em Março deste ano, a revista Cambio 16 publicou uma interessantíssima reportagem sobre as estruturas sindicais em Espanha e o panorama não é diferente: em conjunto, as duas grandes centrais sindicais – Confederación Sindical de Comisiones Obreras (CC.OO.) e Unión General de Trabajadores (UGT) – perderam 400 mil afiliados durante a crise.

 

À primeira vista, parece um contra-senso. O aumento do desemprego, da precariedade, o enfraquecimento da negociação colectiva e as reformas laborais que recortaram “direitos adquiridos” deviam fortalecer as estruturas sindicais, não só em número de associados, mas também em força política. Porém, enquistados num espaço e num tempo que não é o de hoje, os sindicatos portugueses e espanhóis existem sobretudo para trabalhadores com contratos estáveis e do sector público. Em declarações à Cambio 16, Andrew J. Richards, docente na Universidade Carlos III, afirma que, directa ou indirectamente, as receitas sindicais provêm do Estado, razão pela qual as centrais sindicais estão pouco interessadas em abranger precários, contratados a termo e desempregados. E por isso minguam.

 

Sendo o problema comum aos dois países, seria expectável que as reacções sindicais de ambos os lados da fronteira fossem semelhantes. Mas não. Há um mundo que separa Portugal e Espanha.

 

Fernando Lezcano, secretário para a organização e comunicação nas CC.OO., faz o acto de contrição e concede que foram cometidos erros. Reconhece que as últimas greves gerais prejudicaram os sindicatos. Admite que a representação sindical aumenta consideravelmente conforme aumente o tamanho da empresa, assumindo que o sucesso dos sindicatos passa por enquadramentos legais e financeiros que beneficiem as empresas. A este respeito, Lezcano acaba por reconhecer também que os sindicatos espanhóis estão presos a uma economia de grandes empresas, sendo portanto obsoletos num país onde proliferam PME e startups. O dirigente das CC.OO. assume ainda que as centrais sindicais têm que se repensar para incluir trabalhadores precários, trabalhadores a tempo parcial, desempregados e voluntários (uma forma de trabalho que, segundo a inefável Catarina Martins, é “uma treta”). Concluindo, e como disse Fernández Toxo, secretário-geral das CC.OO., ou a central sindical se reinventa ou “se la lleva el viento de la historia.”

 

Já em Portugal lança-se mão à adversativa. Graciete Cruz, membro da comissão executiva da CGTP e responsável pelo departamento de organização, atribui a culpa pela redução de afiliados à crise, mas destaca outros sectores onde o saldo entre os que saíram e os que entraram é positivo. Ponto. Tudo está bem no reino sindical português. Resta saber se acabará bem.

0 comentários em “O mausoléu sindical”

  1. Porque é que os sindicatos não tugiram com a privatização da ANA – Aeroportos de Portugal um quasi monopólio mantido pelo famoso Governo “liberal – para jornalistas ” de Passos que Coelho que aliás se fartou de aumentar impostos?

    Por que obviamente o monopólio continuou. Ou seja preservou o Poder dos Sindicatos.

  2. Quem escreveu este texto tem muito tempo para ler o que se passa lá fora, mas não sabe nada do que se passa nos locais de trabalho, nas empresas, neste país.

    Para evitar escrever tamanho conjunto de lugares-comuns, bastava ir ao site da CGTP e procurar estudar os documentos e as intervenções efectuadas no ultimo Congresso, de Fevereiro deste ano.

    1. Neste texto uso quatro links: dois da imprensa portuguesa e dois da imprensa espanhola. Está equilibrado, não acha camarada?

      Por outro lado, com mais de 10 anos de trabalho em cima, no privado e no público, saberei qualquer coisa sobre o que se passa nos locais de trabalho. Pelo menos, saberei mais do que dirigentes sindicais que há pelo menos 20 anos não exercem as suas profissões. Não lhe parece, camarada?

      1. Até podia ter mais 2 links por cada pais membro da ONU que nada acrescentavam à discussão sobre o movimento sindical em Portugal. Ou seja, vale zero.

        Quanto ao restante, à retórica estafada de quem só sabe falar mal do que não sabe, o meu conselho é que se sindicalize e que se disponibilize para dirigente sindical. Já participou em algum plenário sindical? Se provar, perante os seus colegas de trabalho, o seu valor na defesa dos seus interesses pode até ser eleito por eles para os representar.

        Quanto ao resto, não me chame camarada, porque não me parece que estejamos do mesmo lado da barricada.

        1. Duas notas breves, camarada:

          1. Quem parecia incomodado com a discrepância na atenção dada ao que se “passa lá fora” era o JMJ. Fica claro que, neste post, a atenção foi a mesma.

          2. Para mim, a política no quadro de um Estado de Direito Democrático não tem barricadas. E isso é porventura aquilo que mais nos distingue, camarada.

          1. A referencia ao que se passa lá fora é apenas porque é completamente inútil para a discussão do que se passa em Portugal. Não é a discrepância, é a utilidade. Justificar preconceitos com esses argumentos é nada. Repito, vale zero.

            Quanto ao 2º ponto, já tinha percebido que tinha essa ideia que isto da politica é amigos e petiscos em concursos de popularidade. Não é, mas não surpreende que pense assim.

          2. De facto, tenho amigos – com os quais às vezes petisco – que não pensam como eu. Aliás, militam em partidos políticos com os quais nada tenho em comum.
            O camarada não tem amigos que pensem de maneira diferente? A sua vida, para além de sectária, deve ser bem aborrecida.

      2. Se calhar não sabe que há empresas que tratam menos bem os sindicalizados. Aprofunde esta questão e verá, o quanto são discriminados e vigiados todos aqueles que ainda resistem a serem sindicalizados.

  3. «À primeira vista, parece um contra-senso. O aumento do desemprego, da precariedade, o enfraquecimento da negociação colectiva e as reformas laborais que recortaram “direitos adquiridos” deviam fortalecer as estruturas sindicais, não só em número de associados, mas também em força política.»

    Como assim?

    – Se aumenta o desemprego, diminuem os potenciais sindicalizados

    – A precariedade também tenderá a diminuir a sindicalização, por duas razões: por um lado, um trabalhador que só vai estar uns meses numa empresa tem menos razões para se preocupar com questões como os salários, condições de trabalho, etc., dessa empresa (afinal, para que é vai perder tempo a pensar nisso, se daqui a uns meses já pode estar noutra empresa, com outros salários e outras condições de trabalho?); por outro, um precário é natural que tenha um certo receio de fazer ondas (e de se sindicalizar)

    – se há coisa que em principio fará diminuir o número de sindicalizados é exatamente o enfraquecimento da negociação colectiva; afinal, se se cria a percepção que “o sindicato não tem força nenhuma”, porque é que os trabalhadores irão se sindicalizar?

    Desses fatores, o único que poderia fortalecer as estruturas sindicais seria o ataque legal aos “direitos adquiridos”, já que se os assalariados passam a ter menos proteções legais, poderia fazer sentido que se sindicalizassem mais para compensar (estilo, já que o Estado não nos protege, temos que contar é com a solidariedade de classe; p.ex., se deixamos de ter direito legar ao feriado de 1º de dezembro, precisamos de um sindicato forte para forçar a empresa a nos dar o dia)

    1. É um contra-senso para quem, como eu, considere que os sindicatos do século XXI devem servir todos os trabalhadores: públicos e privados, empregados e desempregados, estáveis e precários, a tempo parcial ou com horário completo, remunerados ou voluntários. Quando não se tem esta visão de um sindicato, então concedo que não haja qualquer contra-senso.

      1. Não – só seria um contra-senso para quem achasse que os sindicatos deveriam servir MAIS os desempregados e os precários (só assim se justificaria achar que o aumento do desemprego e da precariedade aumentaria a força dos sindicatos).

        Mas claro que, pela sua própria natureza, os sindicatos irão sempre preocupar-se mais com os empregados e com os efetivos (e quando mais democráticos e descentralizados forem tanto mais isso será; ironicamente, acho que é de esperar que os dirigentes que não põe o pé no trabalho há 20 anos se preocupem mais com os outros grupos); porquê? O que os sindicatos normalmente fazem é negociar acordos a nível de empresa ou sector; logo faz todo o sentido que essa negociação seja feita a pensar nos interesses dos trabalhadores dessa empresa e/ou sector (afinal, um delegado sindical vai pensar é nos interesses das pessoas que o elegeram, não), não a pensar nos interesses de pessoas que atualmente estão desempregadas ou a trabalhar noutro sitio, mas hipoteticamente podem um dia estar a trabalhar nessa empresa (e também funciona ao contrário – é natural que os desempregados e os precários também se preocupem menos com os sindicatos; afinal, se eu sou um desempregado que não sei em que empresa – ou sequer em que ramo – vou estar a trabalhar daqui a uns anos, é natural que me interesse menos pelas negociações que o sindicato Y está a fazer na empresa X do que se estiver mesmo a trabalhar na empresa X).

        Porque é que eu digo que até é possível que os tais burocratas sindicais, que há 20 anos não trabalham, se preocupem mais com esses grupos? Porque esses não estão preocupados com os trabalhadores com quem interagem no seu dia-a-dia (como um simples delegado sindical) mas em ganhar popularidade geral que possa servir como trampolim para mais altos voos (para eles ou para o seu partido), logo até seria natural que se preocupassem mais com o “interesse geral” (sobretudo se estiverem numa central sindical e não num sindicato) em detrimento dos interesses restritos dos “seus” trabalhadores (mas este último parágrafo é uma pura especulação teórica; não faço ideia se, na realidade, os dirigentes sindicais vitalícios se preocupam mais com os precários e desempregados do que os delegados sindicais que continuam a exercer a sua profissão e tiram só umas horas por semana para serem delegados).

      2. Mais uma vez se demonstra que não sabe qual o papel dos sindicatos e qual sua actividade.

        Pena. Porque se se interessou o suficiente para escrever o texto, podia ter ido mais além e procurar outras fontes, começando pela própria CGTP-IN.

        1. Como é evidente. Existem fontes oficiais e autorizadas de informação e só essas valem. E, como também é evidente, em caso de dúvida, começar sempre pela CGTP-IN (nunca pela UGT!).

          1. Então o discurso que os sindicatos defendem os trabalhadores é falso.
            Defendem é os trabalhadores empregados – e só alguns .

            Na verdade o ordenado minímo um ataque a milhares de trabalhadores feito pelos sindicatos.

  4. Um aparte – se os “voluntários” precisam da proteção de um sindicato, isso não será um indício que o seu “voluntariado” é “uma treta”? Isto é, um voluntário a sério tem a faca e o queijo na mão – se não gostar da instituição para que trabalha, pode ir-se embora que quem fica a perder é a instituição; se um “voluntário” precisa de um sindicato, é uma suspeita que não é um voluntário a sério mas sim alguém que precisa mesmo de fazer aquele trabalho “voluntário” (p.ex., para ganhar curriculo, ou talvez como porta de entrada para ser contratado pela instituição para a qual está a fazer o suposto “voluntariado”).

    1. Mais uma vez, creio que o problema radica na concepção de sindicato. Se por sindicato falamos de uma organização cujo o principal intuito são os direitos pecuniários, então sim, tem razão. Pelo contrario, se quisermos que os sindicatos desempenhem um papel activo em áreas como a segurança e higiene no trabalho ou na melhoria/aumento de eficácia de quem trabalha, então concluiremos que voluntários devem ter apoio sindical. Ainda assim, e independentemente daquilo que esperamos de um sindicato, considerar o voluntariado uma treta parece-me uma alavidade em toda a linha.

      1. Acho que o meu argumento de que um voluntário tem a faca e o queijo na mão aplica-se tanto a dinheiro como a condições e métodos de trabalho; se uma instituição tem más condições de trabalho, os voluntários podem ir-se embora e quem fica a perder é a instituição (ok, admito que os voluntários também ficam a perder porque perdem a satisfação de estar a fazer o trabalho voluntário; mas imagino que seja muito mais fácil a um voluntário arranjar outra atividade que lhe dê satisfação, nem que seja ir fazer voluntariado noutro sítio, do que a um empregado que se despede arranjar outro emprego).

        De qualquer maneira, parece-me que se os sindicatos se começarem a preocupar mais com questões como condições e métodos de trabalho, isso irá marginalizar ainda mais os desempregados e precários, já que ao centrar a atividade sindical em problemas específicos de locais de trabalho específicos, levará naturalmente os sindicatos a se preocuparem ainda mais sobretudo com os trabalhadores que estão neste momento a trabalhar num dado local, e ainda menos nos desempregados e naqueles trabalhadores que mudam muito de local de trabalho.

        1. O meu ponto é simples. Em Portugal e em Espanha as centrais sindicais perdem afiliados. Uma parte dessa sangria deve-se à crise. Mas deve-se sobretudo à desadequação dos sindicatos face ao mundo onde vivem. As centrais espanholas perceberam isso, dizendo até que ou mudam ou desaparecem. Em Portugal, salvo declarações ocas e inconsequentes, tudo vai bem.
          A força de trabalho mudou, o tecido empresarial mudou, as formas de trabalho mudaram. Face a este cenário, ou se sabem adaptar ou então têm o caminho do orgulhosamente sós – e desaparecidos.
          Numa nota final, o que diz a respeito do voluntariado parece-me simplista. E saiba que há sindicatos que sim se preocupam com as condições de trabalho e com a eficiência dos trabalhadores. Durante anos, tive o prazer de trabalhar com alguns deles.

  5. O Diogo Noivo tem de começar a fazer como o Pedro Correia e rodear as questões se não arrisca-se a levar pau de quem sabe da poda como ilustram bem os comentários acima.

    Já pergunto ao autor do Post se a Espanha já desapareceu do mapa ou entrou em desagregação económica, politica e social pois já não tem governo há quatro meses embora saiba que o governo do PP vai deixar de aplicar cortes nos salários á função publica agora mas isto não é eleitoralismo…

    1. Acho que não andamos a ler os mesmo comentários, WW (obsessão anglófona com a Grande Guerra?).

      Nunca vi o Pedro Correia a “rodear” assuntos. Coisa diferente é que ele, eu ou qualquer outro abordemos os temas de acordo com a vontade e as manias de anónimos.

      E por manias, explique lá devagarinho o que é que a falta de governo (que por acaso não é bem assim) tem que ver com problemas estruturais (isto é, com lastro temporal) dos sindicatos?

      Quanto ao saber e não saber da poda, escuso-me ao argumento da autoridade – que podia usar. Mas o que eu gostava mesmo é que alguém desmentisse o que se defende no post. Até agora, nada. Com excepção de uns comentários interessantes do Miguel Madeira, o resto são – aqui sim – tretas.

      1. WW refere-se a William Wallace que era o meu anterior nick , não é obsessão nenhuma e gosto mais de escoceses porque até vivo nas terras altas de Portugal.

        A falta de governo em Espanha foi só um aparte de quem o sabe (a si), defensor do extinto Paf e que vê em Espanha uma situação similar há que Portugal enfrentou durante apenas 3 semanas a seguir ao governo dos 11 dias. Ora em Espanha já passaram mais de 4 meses sem governo saído de eleições e parece que ainda não aconteceu nenhuma catástrofe tal como em Portugal apesar dos pafistas terem dito que ia acontecer se não fossem eles a ficar com o “brinquedo” nas mãos.

        Quanto ao sindicalismo e seus problemas penso que os comentários anteriores (com os quais concordo) são bem elucidativos acerca da falta de objectividade da sua análise.

        Se os empresários portugueses fossem mais empresários e menos patrões concerteza veriam os sindicatos como parceiros e não como inimigos como acontece na maioria das boas multinacionais instaladas em Portugal de que é exemplo máximo a Auto-Europa onde se prova todos os dias que o trabalhador português não desmerece na generalidade em qualidade em relação a outros trabalhadores europeus.

        Os sindicatos portugueses têm é um forte problema de estarem muito virados para as empresas publicas e Estado e não querem aprender com os grandes sindicatos europeus como o IG Mettal (alemão) ou a CGT francesa que não têm qualquer problema em parar o país de origem se necessário.

        1. E depois é o Pedro Correia que anda a “rodear” os assuntos…deixe lá o PàF, não só porque já lá vai, mas também porque não tem nada que ver com este assunto. Por outro lado, há governo – que mais cedo ou mais tarde terá que se valer por si.

          Quanto às empresas e aos empresários, de acordo. Aliás, o mesmo poderia ser dito a respeito de alguns sectores do Estado. E sabe porque estou de acordo consigo? Porque o que escreve em nada desmente o meu argumento. Logo, continua por demonstrar onde errei. WW, siga o seu próprio conselho, deixe-se de “rodear” e se tem alguma coisa para escrever a respeito deste post, força!

          Era, contudo, interessante que os sindicatos portugueses – à semelhança dos espanhóis – encontrassem responsabilidades próprias e não apenas culpas nos outros (e esse é o meu argumento).

          PS – Sabe que quando a coisa ficou difícil na Escócia, o Wallace se pirou para Paris em “missão diplomática”, deixando os seus homens e aliados sozinhos. Afinidade de carácter…?

          1. Eu não rodeio questões, nunca fujo a questões por isso não percebo em que é o meu texto lhe pode dar razão.
            Você bate nos sindicatos dizendo basicamente que são estruturas obsoletas porque os novos trabalhadores ( colaboradores) vêem-nos como desnecessários quando o que acontece é que qualquer trabalhador sindicalizado é perseguido na empresa onde trabalha e para isso contribui a mentalidade do patrão português assim como dos sindicalistas que só aparecem quando a empresa já deu o “berro”. Obviamente os trabalhadores também têm alguma culpa mas é pouca pois os desmandos vêem de cima estando hoje em dia acobertados sob forma de leis que prejudicam até quem quer realmente trabalhar.

            Vejo que não gostou da alusão que fiz ao facto ser apoiante do extinto Paf mas para quem nos lê deveria estar presente desde o seu 1º post o que não foi o caso ao contrário de outros que entretanto até já deixaram de aqui postar.

            ” A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia. “

            P.S. – https://en.wikipedia.org wiki William_Wallace

          2. Não sou eu que vejo nos sindicatos estruturas desadequadas. São os próprios sindicatos. Os espanhóis, claro. Porque os portugueses, apesar de padecerem de problemas em tudo semelhantes – nomeadamente quanto à perda de afiliados – dizem que tudo vai bem (isto se descontarmos umas declarações de circunstância). E não digo que a culpa é dos trabalhadores. Nunca disse. Se olhar bem, verá que é uma reacção pavloviana sua. Não confundo trabalhadores com sindicatos.

            O que escreve a respeito do PàF é incompreensível. Não porque discorde. É mesmo porque não se consegue entender. Mas convenhamos que é desconversar.

            PS – wikipedia…com essa desarmou-me.

          3. Tivemos aqui nos comentários retinto exemplo do conceito de sangue azul tuga.

            O Espantoso é que a Esquerda dos sindicatos é um dos seus maiores proponentes desta sociedade de classes. Patrões uma classe imutável, Trabalhadores outra classes imutável, água e azeite.

            Esta gente nem concebe a quantidade de portugueses que já foram as duas coisas.

            Se a porcaria dos sindicatos quer bons patrões só tem que começar a dar cursos de empreendedorismo.
            E assim transformar trabalhadores em patrões que devido à superioridade moral dos sindicatos podem lançar fora do mercado os maus patrões.

            Ou não é isso que querem?

            É claro que isto não acontece porque os Sindicatos existem para servir o Partido.

  6. O profundo desprestígio dos sindicatos deve-se, em grande parte, ao facto de servirem de correia de transmissão dos partidos.
    São uma realidade dual. Por um lado, defendem os trabalhadores. Por outro, mantêm-se fiéis ao partido-patrão.

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