Lavouradas da semana


Pedro Correia,

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«Há gente a mais nos países subdesenvolvidos. Muito especialmente, há crianças a mais. Quando a vida humana existe em excesso, tal como qualquer produto que existe em excesso, perde valor.»

 

«Nesse tempo (1960) havia uma perce[p]ção bem diferente do valor da vida humana daquela que há hoje. A natalidade e a mortalidade eram muito maiores e, por isso, a vida humana tinha muito menos valor, na perce[p]ção das pessoas, do que tem hoje.»

 

«Claro que a prostituição é trabalho. É a prestação de um serviço em troca de dinheiro. É um trabalho como qualquer outro.»

Lavourada da semana


Pedro Correia,

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«Há bem mais e melhor a fazer em Moçambique do que construir edifícios que não têm qualquer utilidade prática e que ainda por cima, como é evidente pelas fotografias, se encontram em locais muito expostos a intempéries, que no futuro, como também é sabido, tenderão a tornar-se mais frequentes e mais intensas. Ainda se fosse um edifício grande e de potencial utilidade. Mas não. Trata-se de um edifício que nunca dará nada além de despesa.»

Lavourada da semana


Pedro Correia,

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«Vi agora notícia sobre um inventor que inventou uma máquina de matar sem sofrimento, que se pode fabricar em casa com uma impressora 3D. Parece muito limpo e solitário. É uma cápsula na qual uma pessoa se mete (a cápsula tem uma janela para a pessoa poder olhar para uma paisagem agradável enquanto morre) e que tem uma máquina que substitui o oxigénio dentro da cápsula por azoto, progressivamente matando a pessoa. Pareceu-me um conceito muito higiénico.»

Lavourada da semana


Pedro Correia,

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«O Sena é feito de água, e a água não arde, portanto, as margens do Sena estão intactas… A própria Notre Dame, se você vir de cima está horrível, porém, vista de fora, que é como a generalidade dos turistas a vê, está porreira. As pedras não arderam, está tudo na mesma. Basta pôr-lhe um telhado novo em cima, e em cima do telhado pôr um pináculo (que não é mais que uma armação de madeira revestida de pedras), e está a andar…»