Injustiças


Diogo Novo,

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Apresentou-se aos eleitores como “mulher, afrodescendente e gaga”. O partido pelo qual se candidatou confirmou que, de facto, era “mulher, afrodescendente e gaga”. E, para dissipar qualquer dúvida que pudesse existir, a comunicação social atestou repetidamente que a candidata era “mulher, afrodescendente e gaga”. Estas três características foram o alfa e o ómega do projecto político em apreço, com todos – candidata, partido, e órgãos de comunicação social – a resumir a mensagem ao sexo, à melanina e às dificuldades de fala.

Por isso, as críticas lançadas a Joacine Katar Moreira e ao partido LIVRE são manifestamente injustas. Eleita, a deputada é escrupulosa no cumprimento do seu programa eleitoral: é mulher, afrodescendente e gaga. Nunca um/uma candidat@ foi tão rigoros@ no cumprimento do que afirmou em campanha – julgo que esta é a forma correcta de escrever a frase na novilíngua vigente.

Ninguém quis falar de política, de ideias, de convicções. A definição de interesse público e a forma de o defender estiveram em parte incerta durante toda a contenda eleitoral. A comunicação política foi propositadamente centrada em aspectos inócuos, já que a síntese “mulher, afrodescendente e gaga” nada nos diz sobre a experiência, a competência e o discernimento da pessoa para o exercício de funções públicas. Por isso, exigir à deputada e ao partido coisa diferente é injusto.

62 comentários em “Injustiças”

  1. Muito bem visto!
    Mais uma manifestação da onda, do tsumani cor de rosa (melhor, de todas as cores), que arrasa todo o ocidente “civilizado” e que induz fenómenos como Trump, Bosonaro…André Ventura…

    João de Brito

  2. a resumir a mensagem ao sexo

    Sexo não, género!

    Ninguém sabe o que a senhora tem entre as pernas. O que se sabe é que ela se apresenta como mulher. Ou seja, sabe-se o género dela, o sexo, não.

    1. É isso mesmo, ‘té quem fim.
      Eu nunca vi o que é que milhões de mulheres que já se cruzaram comigo, nos mais diversos lugares, têm entre as pernas, calhando seriam homens.
      Deveria ser obrigatório as mulheres andarem nuas. E também os homens, não vá haver ‘algum’ que disfarce muito bem.

  3. Excelente post. Estou de acordo.
    Já agora, se o Livre escolheu mal a sua principal candidata, isso é problema exclusivamente dele. A Joacine é deputada eleita pelo povo e tem todo o direito (e dever) de cumprir integralmente o seu mandato. Se o Livre tem dificuldades de contacto com ela, isso é problema exclusivamente dele. Da próxima vez, que tenha mais cuidado com quem escolhe!

    1. Percebo-te bem, Teresa. Percebo a necessidade de quotas em termos conjunturais como forma de corrigir um desequilíbrio tão evidente como negativo.
      Mas já não aceito a guerra de identidade aberta por alguns defensores de quotas (à direita e à esquerda): as mulheres são mais capazes, menos corruptas, etc. Para o bem e para o mal, a incompetência e a corrupção não conhecem género.
      Enfim, como dizes, o que até pode ser uma boa ideia é dinamitada por quem deveria ser mais cuidadoso na sua defesa.

  4. Desculpar-me-á mas o povo não tem nada a ver com a questão. O povo vota em partidos não em pessoas. Deixá-los guerrear-se que, para o país, isso não aquece nem arrefece. Faz parte dos temas de entretenimento que vão distraindo o povo.

    1. Julgo que tem, Isabel. O povo viu (ou devia ter visto) a campanha. E votou em consciência. O resultado é o esperado. Quem esperava coisa diferente devia ter pensado melhor.

      1. Não se esqueça que os deputados mudam durante a legislatura, os chefes dos partidos idem, e os deputados só prestam contas ao chefe da bancada que, neste caso, é o próprio deputado. Portanto, ou o partido se cala e é problema deles; ou o partido a expulsa e passa a ser problema dela: ou fica como independente ou dá lugar a outro.
        Há um artigo na constituição que determina que o deputado deve votar em consciência ( ou coisa parecida ) mas isso interessa pouco aos partidos, claro. E aos deputados também porque se cumprissem essa norma iam parar à prateleira.

  5. Perante o aparente desentendimento na tomada de posição do Livre sobre o que se está a passar na Faixa de Gaza, o Estado Maior israelita voltou a respirar de alívio.
    Ficamos a aguardar que o partido da Joacine, ou do Rui Tavares, tome posição sobre os direitos LGBT nos territórios administrados pelo Estado da Palestina. Mas sentados.

  6. Perante o aparente desentendimento na tomada de posição do Livre sobre o que se está a passar na Faixa de Gaza, o Estado Maior israelita voltou a respirar de alívio.
    Ficamos a aguardar que o partido da Joacine, ou do Rui Tavares, tome posição sobre os direitos LGBT nos territórios administrados pela Autoridade Palestiniana. Mas sentados.

  7. A mim parece-me que quem pegou muito mais no “gaga” foram os seus detratores – parece-me que quase todas as referências que ela fez à sua gaguez foi no contexto de respostas a criticas ou ataques recebidos por causa disso.

    1. Não creio. Foi um argumento que esteve na boca do partido, na boca da deputada e na boca da comunicação social (que de forma quase acrítica ecoou os argumentos que lhe eram dados).

  8. Esta deputada parece uma telenovela ambulante: todos os dias há cenas de novos capítulos.

    Hoje foi o assessor da Senhora (desta vez usando calças, não saias) quem decidiu violar a liberdade de informação na Casa da Democracia, procurando impedir os jornalistas de se aproximarem da Deputada – isto é, de fazerem o seu trabalho em espaços públicos da Assembleia da República, convocando a GNR para esse efeito.

    Alega o fulano que Sua Excelência tem «direito ao descanso» durante o seu múnus político no parlamento e não deve, portanto, ser importunada por jornalistas.
    Algo absolutamente inédito em 43 anos de democracia parlamentar em Portugal.

    Aguardo as reacções indignadas das corporações da praxe: Sindicato dos Jornalistas, ERC, Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, Associação dos Jornalistas Parlamentares, etc.
    E das centrais sindicais, claro. Sempre sempre ao lado dos trabalhadores lesados no seu legítimo direito ao exercício da profissão, no estrito respeito do quadro legal e das normas constitucionais em vigor.

    1. Não acho que impedir os jornalistas de fazer perguntas a uma pessoa seja violar a liberdade de informação. As pessoas têm todo o direito de não querer responder a perguntas, de jornalistas ou de seja quem fôr. Os jornalistas têm o direito de pesquisar e informar, mas não têm o direito de obrigar seja quem fôr a enfrentar as suas perguntas.

    2. O tandem deputada-assessor é inenarrável. Ainda há pouco ouvi as declarações onde o rapaz procura justificar o injustificável. Enfim, desde que no primeiro dia de trabalhos decidiu captar as atenções para ele (que não tem legitimidade democrática), ofuscando a deputada (que, para o bem e para o mal, sim tem legitimidade democrática), ainda que com a conivência desta, ficou tudo explicado.
      Quanto a ERC e Sindicato, julgo que o melhor é esperar sentado, Pedro. A haver reacção, será subtil.

      1. O assessor, que procura claramente ultrapassar a Deputada em notoriedade, atreveu-se a fazer algo que ninguém nestes 43 anos tinha feito, da extrema-esquerda à extrema-direita: chamar a Guarda para impedir um jornalista de fazer perguntas num corredor parlamentar de acesso irrestrito à Comunicação Social.

        Um indivíduo que nem sequer foi eleito para coisa nenhuma atreve-se assim a perverter o exercício do jornalismo na Casa da Democracia.

        Se isto acontecesse no parlamento da Hungria, teríamos o fundador do partido Livre a rasgar as vestes clamando contra este atentado à liberdade de imprensa. Veremos se agora rasga alguma coisa. Uma folhinha de papel, pelo menos.

      2. no primeiro dia de trabalhos decidiu captar as atenções para ele (que não tem legitimidade democrática)

        Ele não decidiu captar as atenções, os jornalistas que são provincianos e basbaques é que decidiram concentrar as suas atenções nele.

        O indivíduo tem o direito de se vestir como quiser, dentro dos parâmetros normais de civilidade, ou seja, desde que não ande com demasiado corpo à mostra. Pode vestir calças, saia, túnica indiana ou africana, o que lhe apetecer. Quem concentra a sua atenção na vestimenta só demonstra ser provinciano e basbaque.

        1. “O indivíduo tem o direito de se vestir como quiser, dentro dos parâmetros normais de civilidade, ou seja, desde que não ande com demasiado corpo à mostra.
          ……. só demonstra ser provinciano e basbaque.”
          O Deputado da Iniciativa Liberal tem dado pouco nas vistas. Consta que vai aparecer em cuecas (com perna até ao joelho para não ter demasiado corpo à mostra) a ver se se aproveita dos basbaques.

        2. Sim, porque é normalíssimo andarem tipos de saias no Parlamento. Tudo provincianos, pois claro, então não sabem que na câmara dos comuns (e na dos Lordes, porque não) há imensos homens de saias – ou serão kilts? Em todo o caso, não ha melhor feira de vaidades do que um parlamento.

          O Luís Lavoura anda tão activo que vai ser difícil apanhar a lavourada da semana.

  9. Um prazer, lê-lo. Se me permite, e sobre os limites da foça de vontade:

    “O discurso é um senhor poderoso que (…) pode banir o medo e apagar a tristeza e instilar prazer e potenciar a piedade. (…) O poder do discurso tem o mesmo efeito sobre a alma, do que a aplicação de drogas sobre os corpos; tal como diferentes drogas dissipam diferentes fluidos do corpo e alguns acabam com a doença e outros acabam com a vida, assim alguns discursos causam dor, alguns, prazer, outros, medo” (Platão, em Górgias).

    No seu Tratado (Retórica), Aristóteles atribui às emoções (pathos) um papel fulcral à Persuasão. O pathos define-se como a influência emocional que o orador possui sobre o auditório, sendo tal a sua importância que o filósofo lhe dedica três livros do seu Tratado. Se o objectivo é persuadir o auditório será essencial que o orador seja capaz de desencadear os estados emocionais apropriados, a cada situação, através de um discurso fluído, coerente, eficaz. As emoções, assim, desencadeadas afectarão os julgamentos.

    Por outro lado, numa longa secção do, De Oratore (Livro II, 178-216), Cícero discute as técnicas emocionais que retomam as dos antigos ensinamentos gregos. Cícero salienta a importância da voz, dos gestos e da aparência. No mesmo tratado, é reconhecido o poder de um discurso verbal elegante com estilo elevado.

    Citando Cícero:
    “Note-se que, sem a língua (oratória), o coração (razão) não se manifesta sabiamente”.

    Rematando, Cícero, conclui:
    “A verdade sem eloquência perde a sua força”

  10. E já dizia o outro no longínquo 13 de Novembro de 1975:

    “Fui sequestrado. Já duas vezes. Não gosto de ser sequestrado. É uma coisa que me chateia. Eh pá, agora vou almoçar!”

    Smoreira

  11. Desde o princípio que havia alguma coisa dissonante nesta eleição de Joacine e que lhe alterava a harmonia. Lembro-me das apresentações da imprensa que me pareciam até irónicas; da alegria da deputada quando foi eleita e falou apenas por si mesma, facto que achei estranhíssimo; do primeiro dia na Assembleia da República que também não foi nada consensual. E não é pelo choque que constituíram que o digo, gosto um bocadinho desse aspecto de agitar as águas. É mais pelo afã em chocar, aquele espírito de quase vingança em conseguir. E não sei mesmo se o avesso do preconceito não é ele também preconceito.
    Por outro lado, a senhora parece não saber que representa um partido e não que se representa a si mesma. Se sabe, tem de entender-se com o partido. As lutas internas não nos interessam, mas não venham dar espectáculo para a praça pública nem apresentar desculpas esfarrapadas. Resumindo: de Rui Tavares, esperava melhor.

        1. “Deixem a Joacine trabalhar em paz.”
          E sobretudo não lhe façam perguntas, ela não gosta de dar contas. Deixem-na fazer o que lhe der na gana e não incomodem.

  12. Julgo que não será despropositado deixar, por contraste, um registo positivo em matéria de defesa das desigualdades, até porque é isto que deveria estar em causa. E elogiar o papel da secretária de Estado, Ana Sofia Antunes, de quem tenho visto mais (bom) trabalho e menos ressentimento. E acredito que muitos portugueses com deficiência e familiares concordem com o que acabo de escrever, porque é possível que tenham sentido nos últimos anos um começo de alívio.

    (Estou a sentir urticária, por ter feito um elogio a este Governo.)

  13. Os eleitores que ainda têm a paciêcia de ir votar (50% do eleitorado), mas que já não toleram nem PS nem PSD (3/5 destes 50%), resolveram introduzir um pouco de cor nesta política cinzentinha, amorfa, vai para 40 anos. Bem hajam.

  14. Lamento caro co-bloguista mas discordo, e bastante, deste postal. Ao reduzir a partido o partid@ Livre o texto demonstra bem como está prisioneiro dos seculares preconceitos opressivos.

      1. Estás perdoado. A um só tempo, somos causa e efeito do heteropatriarcado neoliberal violento que oprime os povos deste planeta (e admito que de outros também).

  15. «Apresentou-se aos eleitores como “mulher, afrodescendente e gaga”. O partido pelo qual se candidatou confirmou que (…). E, para dissipar qualquer dúvida que pudesse existir, a comunicação social atestou repetidamente que a candidata era “mulher, afrodescendente e gaga”.»
    Do que eu me lembro, a ordem dos “acontecimentos” aqui expostos pelo Diogo Noivo (DN), até foi a inversa: a comunicação social apresentou-a, numa sua leitura muito própria, basicamente «como “mulher, afrodescendente e gaga”» e, por fim, «O partido pelo qual se candidatou confirmou que», através do seu silêncio, ela evidentemente até assim o era! E, para sermos sinceros, parece-me que ela até é “culpada” disso tudo…
    Apesar da suposta ingenuidade do DN, todos nós sabemos que os «órgãos de comunicação social» são a única referência, no que toca à política partidária nacional, que os, até cada vez menos, portugueses ainda vão consumindo. Acredito que se podem contabilizar pela nossa limitada vintena de dedos, o número deles que até se dão ao trabalho de consultar o programa eleitoral do “seu” partido…
    Na verdade, nem a Joacine, nem o Livre são “culpados” da imagem que os «órgãos de comunicação social» resolveram construir deles/para eles… que só eles, os tais «órgãos de comunicação social», sabem porquê.
    Mas hoje, em resultado dessa verdadeira avalanche informativa sobre “o fenómeno Joacine” até dei comigo a pensar sobre o tal porquê: por ser o único partido com apenas um deputado? Não! Nem hoje, nem ontem! Por ser um partido excepcionalmente radical? Tenho a certeza de que não! Por ser o único que até inventou uma polémica entre o partido e os seus representantes na AR? Hmmm, é evidente que não! Então o que há assim de tão de “diferente” entre a deputada única do Livre e os restantes deputados dos restantes partidos?
    O DN explica-nos a “diferença”: está nos «aspectos inócuos, já que a síntese “mulher, afrodescendente e gaga” nada nos diz sobre a experiência, a competência e o discernimento da pessoa para o exercício de funções públicas»
    Está o DN errado? Não, julgo que não está até porque eu tenho a certeza de que ele tem inserido aqui no DO vários “posts” a manifestar a sua preocupação sobre a ausência da tal «experiência, a competência e o discernimento da pessoa para o exercício de funções públicas» em outros partidos/deputados…

    1. Caro António,

      Começo pelo fim, até porque nada melhor do que iniciar a conversa acabando com os processos de intenções. Tenho, sem dúvida, várias preocupações na vida, mas por respeito à sanidade dos meus companheiros de blogue não as exponho todas aqui. As minhas ingenuidades obedecem exactamente à mesma lógica.

      Sobre o sistema político, as apoquentações que tenho são múltiplas. No DO refiro as que quero, quando quero, nos termos que quero, sendo certo que nada disto me torna menos autorizado, livre ou capaz de as expressar e defender.

      Porém, já que se deu ao trabalho de consultar ‘posts’ anteriores – espero que o exercício não tenha sido penoso – verá que critiquei muitos partidos e candidatos (tanto portugueses como estrangeiros). O que, de facto, nunca fiz foi criticar características tão inócuas, irrelevantes e absurdas como as referidas acima. A razão é simples: até hoje nenhum partido se lembrou de vender um candidato com base na sua cor de pele, origem territorial, sexo e dificuldades de fala.

      Indo ao que interessa:
      – Não creio que a ordem dos “acontecimentos” esteja errada. Foi a deputada e o partido a definir o tom da candidatura. Acriticamente, a comunicação social dançou em consonância com o tom. À época deu votos, agora dá dores de cabeça. Lamento.

      – É verdade que os órgãos de comunicação social são o principal intermediário entre agentes políticos e eleitores. Mas dou-lhe duas novidades: (i) há séculos que assim é; (ii) há eleitores que se dão ao trabalho de ignorar o folclore de campanha e vão à procura da informação directamente às fontes – em particular, aos partidos e aos programas eleitorais. No caso do Livre e da candidata em apreço, a ida às fontes foi inglória porque, como é bom de ver, o seu programa real resume-se a ser “mulher, afrodescendente e gaga”.

      – A avalanche informativa tem muitas causas. A principal radica na inépcia galopante da deputada e do seu assessor (aliás, desde que publiquei este ‘post’, os dois ainda não pararam de dar tiros de canhão nos pés).

      Se me permite, António, deixo uma sugestão: em vez de culpar os jornalistas, os bloggers, as redes sociais, a oposição, o heteropatriarcado, deus nosso senhor, e o santo padroeiro de Alguidares-de-Baixo, experimente o Livre (i) colocar profissionais a conduzir os assuntos e (ii) ter uma comunicação política substantiva (como, de resto, teve em tempos). Verão como a coisa muda.

      1. Assim, até dá gosto.
        Isto do Livre e da Joacine é que muito importante.
        Nunca lhes passou pela cabeça, deles, que seriam tão falados.
        Mesmo sem fazer/dizer nada, ou gaguejando.

  16. Uns representam os gagos, outros representam os cães e os veganos. Outros o proletariado. O Parlamento está virado para os nichos de mercado.

  17. Lady Gaga. Alcunha que me acorde, perante o todo da deputada. E suas partes gagas – muito além da gaguez.

  18. A pantominocracia é o pior sistema de governo, com excepção de todos os outros. Pelo menos, é o mais divertido. Uma festa !

  19. É espantosa a festa, o foguete, a felicidade (ou deveria dizer schadenfreud?) e a verdadeira telenovela que por aqui vai.
    E tudo, só porque uma “mulher, afrodescendente e gaga” (aparentemente) meteu a pata na poça num assunto que – não sejamos hipócritas – não interessa nem ao Menino Jesus.
    Como não existe racismo nem sexismo neste país, um estrangeiro que leia isto há-de pensar que, cá pelo burgo, as pessoas em geral e os políticos em particular são autênticos poços de virtude.
    Fantochada, mesmo.

  20. “Ninguém quis falar de política, de ideias, de convicções.”

    “mulher, afrodescendente e gaga” são valores políticos que os jornais nos disseram ser superiormente válidos durante os últimos anos, boa parte da Overton Window caminha por aí.

    O Marxismo que o contruiu e boa parte da Esquerda não Marxista e até o clube dos “comentadores da direita”, veja-se os tratos de polé enquanto esteve com o Livre.

    Estão é chateados que ela resolveu sair do controlo de uma partido e isso por cá causa muitos engulhos quando se sai da capelinha. Agora é um elefante à solta numa loja de porcelana e ficam todos com medo.

    lucklucky

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