![prod_6347156927[1].jpg prod_6347156927[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21739659_cQ8cM.jpeg)
Há uma coisa chamada Conselho Nacional de Saúde. Estava posta em sossego, sem ninguém imaginar que existia, quando a emergência sanitária a fez despertar da letargia.
Com relutância, a coisa reuniu-se. Ficámos a saber que tem trinta membros, incluindo «seis representantes dos utentes, eleitos pela Assembleia da República», «dois representantes das autarquias, designados um pela Associação Nacional de Municípios Portugueses e outro pela Associação Nacional de Freguesias» e «cinco personalidades indicadas pela Comissão Permanente de Concertação Social, sob proposta das respectivas organizações sindicais e empresariais».
A reunião decorreu à margem das mais elementares normas sanitárias, sem que os membros da coisa respeitassem as distâncias de segurança, numa sala apinhada. Ao fim de seis ou sete horas de reunião, os conselheiros deliberaram… recomendar ao Governo que mantivesse abertos os museus e os estabelecimentos de ensino. Por unanimidade.
Sem surpresa, António Costa procedeu exactamente ao contrário, marimbando-se para a recomendação da coisa.
Um putativo porta-voz da coisa, chamado Jorge Torgal, esmiuçou o seu pensamento desta forma, em entrevista ao jornal Público:
«O quadro global nacional [sobre o coronavírus] é relativamente positivo, face à morbilidade de outras patologias com que convivemos todos os dias.»
«As pessoas agem como se fosse uma doença facilmente transmissível por contacto social e não é. (…) É um quadro muito limitado que não é compatível com todo o alarme social que existe.»
«Fechar as escolas é ajudar e justificar o medo, que não tem razão de ser.»
Esta entrevista, note-se, foi concedida já depois de a Organização Mundial de Saúde ter qualificado de pandemia o coronavírus.
E ocorreu seis dias antes da declaração do actual estado de emergência em Portugal.
Já a 28 de Fevereiro, o mesmo cavalheiro produzira estas pérolas, em entrevista ao Jornal de Notícias:
«[O Covid-19] é menos perigoso que o vírus da gripe! Existe um pânico completamente desproporcional à realidade.»
«É uma doença que tem tratamento.»
«Em Portugal, em 2014, os casos de legionela em Vila Franca de Xira mataram muita gente e deixarem sequelas em muitas mais. Isso, sim, é preocupante.»
Raras vezes tenho visto alguém bolçar uma colecção tão grande de inanidades. Questiono-me se os familiares dos 43 portugueses que faleceram em apenas oito dias, vítimas do Covid-19, não deveriam apresentar queixa judicial contra este senhor.
Indaguei entretanto se a coisa ainda se mantinha em funções. Disseram-me que sim. Sem sequer registar uma deserção, depois de ter ficado evidente, aos olhos dos portugueses, que não serve para nada.

Boa noite ,
entretanto Rui Rio faz birra .
Luis Almeida
Rio faz aquilo em que é exímio: oposição. Ao PSD.
Neste caso, oposição ao grupo parlamentar que escolheu.
Portanto, não fui só eu que percebi que o homem perdeu o norte?
Perdeu a tramontana, como se dizia em português de antanho.
Ok, concedo que não terá sido a melhor maneira de reagir. Mas qualquer um perde a paciência com um grupo parlamentar como aquele. Normalmente é o cabo dos trabalhos para se atingir o quorum; desta feita, em que (por conta das medidas sanitárias) era suposto apenas 18 deputados marcarem presença, aparecem 33. Que misteriosa vontade de trabalhar é esta que de repente contagiou a dita ala parlamentar? Ou terá sido uma mais prosaica necessidade de ir picar o ponto, para depois poder ir almoçar à cantina uma travessa de camarões-tigre a 4,30 euros e encaixar ainda o subsídio de deslocação? Tristes palhaços.
Significa isso então que o senhor, após a enorme vaga de saneamentos a que procedeu, não soube organizar listas eleitorais com candidatos a deputados idóneos?
Temo que ele não seja um grande crente/crédulo na democracia parlamentar. O que. concedo também, constitui um sério problema (e explica algumas coisas).
Estará contaminado com esse vírus?
Digamos que a formação germânica marcou-o.
Haveremos de chegar à fatal conclusão de que o doutor Rio não apenas “lidera” o partido errado mas vive no país errado.
Um partido e um país rendidos ao socialismo estarão sempre do lado errado.
O bom da coisa é poder ser assim e continuar a receber do meu.
Eles recebem do nosso.
O meu faz parte do nosso. Nosso é como quem diz…deles.
Os senhores conselheiros têm andado muito calados. Ainda não piaram desde que recomendaram que as escolas continuassem abertas.
O que será feito deles? Estarão em “isolamento social”, desrespeitando as próprias recomendações?
Onde me candidato a esse tac… cargo?
Tem de cumprir pelo menos dois requisitos.
Primeiro, não entender peva da matéria.
Segundo, meter cunha. Pode ser à Associação Nacional de Municípios Portugueses, à Associação Nacional de Freguesias ou à Comissão Permanente de Concertação Social – entidades de reconhecida competência nos domínios da saúde pública.
bolçar uma colecção tão grande de inanidades
Uma inanidade é uma futilidade, uma inutilidade, uma coisa sem valor.
Aquilo que o senhor disse não é certamente nada disso. Pode talvez ser uma estupidez ou um disparate, mas inanidade não é certamente.
Em matéria de inanidades você é catedrático.
Os 33 portugueses que faleceram vítimas do covid-19 teriam, com toda a probabilidade, falecido de qualquer forma muito em breve, dada a sua adiantada idade e as doenças e fragilidades que tinham. O covid-19 somente lhes deu a machadada final.
O facto é que o covid-19 (tal como as pneumonias em geral) quase só mata pessoas muito idosas e de saúde frágil. As estatísticas estão aí para o mostrar.
(Há exceções, claro, mas são raras.)
Uma fracção significativa de pessoas nos cuidados intensivos tem menos de 50-60 anos de idade.
Devem ser os fumadores.
E?… Em que medida é que isso aliviaria a ocupação das unidades de cuidados intensivos?
A primeira enfermeira vitimada em Espanha pelo coronavírus tinha 52 anos. sis-coronavirus-covid-19-cobra-primera-v ictima-mortal-sanitarios-fallece-enferme ra-52-anos-bizkaia.html
https://www.publico.es/sociedad/cri
O primeiro guarda civil vitimado em Espanha pelo coronavírus tinha 37 anos. 18/pedro-primer-guardia-civil-fallecido-c oronavirus-mujer/475703273_0.html
https://www.elespanol.com/espana/202003
Em França, um terço dos pacientes que entram em reanimação têm menos de 60 anos! Uma jovem de 16 anos morreu hoje.
Não se trata apenas de uma ou outra demissão. Talvez não seja agora o momento, que outras urgentes coisas há a fazer. Mas “aquilo”, a “coisa” tem que acabar – reconfigurar a composição estrutural e as funções, é óbvio.
Trinta mecos sentados à volta de uma mesa a “recomendar cenas” ao Governo que este sabiamente ignora. Eis o Estado português no seu esplendor.
Não é bem assim.
Os 30 mecos recomendaram uma linha de ação, o Governo seguiu outra. A conclusão a tirar não é propriamente que os 30 mecos são inúteis. A linha de ação que eles recomendaram até podia, de facto, ser a melhor.
A conclusão a tirar pode ser que o Governo é mau, porque não segue as sábias recomendações de 30 pessoas que ponderaram o assunto muito bem.
Se, por exemplo, o bastonário da Ordem dos Médicos sugerir uma linha de ação e o Governo não a seguir, a conclusão que se tira não é, certamente, que o bastonário é um idiota e um inútil. A conclusão que se tira é que há um desacordo entre o bastonário e o Governo.
Em matéria de idiotice você é um catedrático.
Sabendo que a minha opinião não terá certamente grande valor, ela vai inteiramente ao encontro do seu comentário. A alternativa a esta histeria que nos vai colocar na miséria teria sido a imunidade de grupo. É claro que se teria que ter colocado o foco de todas as precauções nos grupos de risco.
Cada vez mais sinto que esta loucura toda é orquestrada pela OMS (liderada por um sujeito a quem eu nunca compraria um carro), tendo como objectivo algo de muito obscuro.
Eu não diria que haja aqui uma qualquer orquestração. Essa teoria da conspiração parece-me difícil de sustentar.
Sinto-me profundamente preocupado com a crise económica que aí vem e com a enorme destruição de vidas humanas úteis que ela vai acarretar. Questiono-me com angústia se não teria sido muito melhor deixar a epidemia seguir o seu curso e matar quem tivesse que matar, mas não estragando as vidas aos sobreviventes.
Sou pai de filhos e os meus pais já morreram. Preocupo-me comigo e com os meus filhos, não com velhos de 70 ou 80 anos (nem com fumadores, que são as outras grandes vítimas). Eu preferia que os velhos morressem mas eu e os meus filhos não tivéssemos que arcar com a devastação económica que isto vai causar.
Acredite que eu não sou dado a teorias da conspiração, mas depois de saber do “event 201”, depois de saber que há um relatório da CIA, de 2005 creio eu, no qual se aborda o tema de uma pandemia “prevista” para 2020, fico cada vez mais apreensivo. Mas isso nem é importante. A minha verdadeira apreensão prende-se com duas coisas: a facilidade com que se cria o pânico numa população inteira, com o auxílio de uma comunicação social completamente cega e polarizada e, tal como o senhor referiu, a miséria a que todos nós, uns mais outros menos, vamos estar sujeitos nos próximos tempos.
Ah, e houve algo que chocou profundamente: Que raio de povo é este que clama por um estado de emergência…?
Entre a liberdade e a segurança, o bom povo escolhe a segurança. Nada inédito, convenhamos. A História é fértil em exemplos destes.
Eu acho que as recomendações do sr Jorge Torgal não são muito diferentes das opiniões que foram emitidas ontem pelos srs Donald Trump e Jair Bolsonaro.
De onde concluo que o sr Torgal, tenha ou não tenha razão, está pelo menos na companhia de gente poderosa, e que a sua opinião não deve ser tão levianamente desconsiderada como é feito neste post.
Você acha tanto que devia fundar uma agência de detectives.
O senhor disse ao DN que o acréscimo diário de 29% de infectados detectado em Portugal era uma boa notícia que nos distinguia de países como a França e a Itália. Aparentemente, sem se aperceber que essa percentagem diária corresponde à duplicação exponencial de casos todos os três dias, ie como a média dos outros países. Constato que se pode ser catedrático especialista de saúde pública sem compreender o que é uma função exponencial.
O senhor demonstra ser um imbecil. Que o Governo o tenha como conselheiro para os assuntos de saúde é algo muito preocupante.
Convém conhecer a história do Torgal: https://lishbuna.blogspot.com/search?q=J orge+Torgal
Caramba, João, isto força-me a regressar a esta triste personagem.
Saúde.
Concelho de sábios.
(sim, a gralha é propositada)
Concelho de gralhas.
Assim também não fica mal.
Caso bicudo : Se o Partido Sarjeta suprimir estas sinecuras, onde é que vão colocar os “bois ” e as “boias” ?
Nem todos/as podem ser “ministros/as” da adm. interna, ou da agricultura, ou da cóltura (!!!) , e por aí fora…
JSP
Pedro Correia:
Quem não sabe tratar, ensina.
(Hospitais Civis de Lisboa)
Ponham essa gente de quarentena, ajudem quem está na frente.
É isso mesmo.
O Torgal ainda aí anda?
Torgal está em tugal. Para rimar.