O emplastro
Rui Rocha,
No fundo, Tó Zé Seguro é apenas mais um português que se vê obrigado a ultrapassar as fronteiras para encontrar o sucesso que lhe tem sido negado dentro de portas.
Tó Zé Seguro venceu em França, e Francisco Louçã obteve um excelente resultado na Grécia.
A inabilidade política de António Seguro começa a tornar-se um caso de estudo. O último tiro no pé foi dado com a colagem a Hollande. Ao fazê-lo, Seguro caucionou o entendimento de que o candidato socialista é a esperança para uma Europa melhor e para uma alteração de políticas de que Portugal também sairia beneficiado. Ora, alguém deveria explicar a Seguro que, ao remeter a esperança e a responsabilidade por putativas soluções para um espaço político exterior a Portugal, está a desresponsabilizar Passos Coelho dos insucessos da sua governação. Vejamos. É pouco provável que Hollande esconda por trás daquele olhar vagamente atoleimado dotes de político genial e de ilusionista com a cartola cheia de soluções que colocarão a Europa numa rota de crescimento e prosperidade. E que Portugal vá a reboque. Admitamos todavia que sim. Nesse caso, Passos Coelho poderá sempre dizer que antes de Hollande, o génio, não era possível fazer melhor. Isto é, o êxito de Hollande (escrever êxito e Hollande na mesma frase é de facto arriscado) implicará o insucesso político de Seguro pois ajudará à sobrevivência política de Passos Coelho. Por outro lado, se como tudo indica, o tal olhar de Hollande corresponder a uma predestinação para o fracasso, António José Seguro ficará associado a mais um cidadão residente em França com especialização em filosofia do incumprimento. Ora, já não é fácil carregar a cruz que um certo vendedor de ilusões (que agora abrilhanta os serões das margens do Sena) lhe deixou. Pior seria ficar agora pregado naquela que Hollande se prepara para erigir no Eliseu. É claro que não deve ser fácil exercer de pastor de um rebanho de ovelhas, umas negras, outras tresmalhadas, como as que compõem o grupo parlamentar e o Partido Socialista. A tentação de fugir para lá dos Pirenéus é humana e compreensível. Mas, as escassas hipóteses de sucesso que a roda do destino entendeu reservar a Seguro estão na luta política no espaço nacional e nos assuntos internos. Para aquilo que lhe interessa, de França não vem, em qualquer circunstância, nem bom vento nem bom casamento. Dali, o vento que sopra traz a memória de Sócrates, o fantasma do passado. Por outro lado, o casamento com o futuro de Hollande só pode prejudicá-lo no presente e, sobretudo, no futuro.

Marcelo Rebelo de Sousa anda há muito tempo nas suas homilias dominicais a preparar pacientemente a sua candidatura a Belém. Por esse motivo, nessas homilias costuma reservar algum tempo para condicionar as candidaturas adversárias. No seu campo político, é habitual mandar farpas a potenciais adversários, como Durão Barroso. No campo da esquerda, procura sempre favorecer o candidato que mais facilmente possa derrotar e impedir o surgimento de candidaturas fortes. Foi assim que há dias apareceu a lançar Carvalho da Silva como candidato e é por isso que no domingo passado resolveu lançar António Costa a líder do PS, precisamente para o afastar de uma candidatura a Belém.
Na verdade, conforme aqui tinha escrito, o livro Caminho Aberto de António Costa é claramente uma declaração de candidatura a Belém, sendo esse o destino natural do caminho por ele aberto. António Costa, desde que saiu do Governo para a Câmara de Lisboa, que ambiciona repetir o percurso de Jorge Sampaio. É por esse motivo que a gestão mais corrente da Câmara é habitualmente exercida por Manuel Salgado, enquanto que António Costa se reserva para as aparições mais importantes, também possuindo um espaço televisivo semanal. Aliás, nos seus comentários televisivos, é raríssimo ouvi-lo falar da Câmara, apenas se pronunciando sobre a política nacional. Naturalmente por isso que Marcelo preferia ver Costa substituir Seguro a confrontar-se com ele nas presidenciais.

Seguro percebeu claramente a “golpaça” de Marcelo, mas reagiu a quente e de forma disparatada. Talvez contaminado pelo ambiente pascal, Seguro acusou Marcelo de faltar à verdade três vezes (só três?), comparando-se assim a Jesus Cristo, a quem Pedro negou três vezes. Logo a seguir, acusou Marcelo de “ataque vil e miserável” a si próprio, parecendo assim ter entrado na caminhada para o calvário. A continuarmos nesta senda, iremos assistir à crucificação de Seguro como líder partidário, sendo certo que na política as ressurreições são raras.
Assistindo a tudo isto, António Costa lava as mãos do assunto, pedindo concentração nos problemas do país. Já Marcelo convoca todos para o próximo episódio da novela, a sua homilia no Domingo de Páscoa. Parece-me que vamos ter uma Páscoa muito pouco serena lá para os lados do Largo do Rato.
Preguiça – 180 dias;
Beluga – 330 dias;
Golfinho nariz-de-garrafa – 365 dias;
Jumento – 365 dias;
Anta – 399 dias;
Camelo 440 dias;
Girafa – 450 dias;
Rinoceronte – 560 dias;
Elefante africano – 720 dias;
António José Seguro está preocupado com a “morte do interior”.
Não é uma metáfora, não é poesia.
É uma preocupação política num país onde o interior serve para ser esquecido, apelidado de deserto ou pior, hoje e sempre, um lugar onde deixamos os velhos.
A minha família, do lado materno, é do interior, do Baixo Alentejo, mesmo nas profundezas do mapa, quase perto da fronteira. Entalados numa realidade em que tudo se sabe – da loucura do vizinho aos primeiros passos do bebé da outra ali de cima – a cidade da minha mãe está a morrer há anos e nunca ninguém se ralou. Antes de estar pronta a barragem, alguém escreveu numa parede: constroam-me, porra. Assim se fez e nada mudou. O progresso? Mais uma rotunda e temos progresso, apenas aí, no asfalto.
Ali, para aqueles lados, a morte está na fome, na escolaridade, no lar de idosos, um lar lotado de gente sem dinheiro para remédios, na escola isenta de sofisticação. São todos comunistas, diria outro alguém que eu conheço. É verdade, ou talvez seja verdade. Pouco importa. O partido é quem paga as festas da cidade? Talvez. Uma coisa é certa, António José Seguro, aliás como todos os políticos, não têm qualquer ideia do que é viver no interior, ter filhos no interior, mandá-los para a escola, vê-los crescer para o desemprego e ainda ver os velhos na rua sem destino, sem saberem como chegaram ali.
Não tenho qualquer vocação para a política, o meu coração está perto da boca, é uma deficiência de criança, sendo que, ainda por cima, saltei o período de aprendizagem da auto-censura (dizem que entre os 7 e os 11 anos de idade). Digo o que penso e não me importo com o que pensam de mim. Tenho pena que os políticos não digam o que pensam.
Tenho pena que a ideia de serviço público tenha desaparecido – sim, já sei, o romantismo em mim… – e que se digam estes clichés que não nos servem para nada. As ideologias já não são o que foram, o PC e o Bloco são partidos historicamente mortos (tal como o interior do país onde nunca se apostou) e o que nos resta são estes senhores de partidos que são… iguais? parecidos? semi vivos? semi mortos? Haja paciência? Não, para quem tem filhos, a paciência não chega, é preciso pagar contas e saber como serão os dias. É preciso esperança e carisma.
Um líder carismático? Alguém tem um no bolso? Um que não seja o Pedro ou o António? Não? Pois eu tenho: acabo de ler um ensaio assinado por Laborinho Lúcio, um homem que começou numa comarca no interior e que está agora em Coimbra. Quando terminei de ler, pensei: eu apostava neste homem. Se a justiça é presidida por homens vulgares que exercem um função invulgar, como escreveu em tempos Lídia Jorge, o mesmo se aplica à política. E não temos homens vulgares, temos políticos de profissão que não se ralam muito se a fome é combatida com uma água de limão quente e um pingo de leite. Isto acontece no interior e no litoral. Independentemente da desertificação do interior. A morte quando chega não é em intermitências. Vivemos em democracia há menos tempo do que vivemos nas garras de um regime. Também o interior morria então. Sabia-se menos, o mundo era mais fechado, a tecnologia não vingara ainda, não nos prendera a esta vertigem de todos os dias: estarmos ligados, ao telemóvel, ao blog, ao email.
No interior, na terra da minha mãe, a morte combate-se com uma palavra: reciprocidade. Cada um ajuda quem pode. Aqui? Aqui é cada um por si, dizem os miúdos.
E a esperança no olhar, a esperança que eu tinha, não se vislumbra. A morte do interior? Certo. Laborinho Lúcio deu-me qualquer coisa mais através do que escreveu. E, portanto, aqui estou eu, como toda a família no Alentejo, a dizer que se não desiste, que amanhã será melhor, que faremos melhor, falharemos menos. Por ser possível. Laborinho deu-me uma botija de oxigénio. Seguro não me dá nada.
Na sequência das declarações em que António José Seguro afirmou não concordar com alguns pontos do Memorando de Entendimento com a Troika, estamos em condições de informar os leitores que os pontos em causa são os que se encontram assinalados com a bolinha vermelha no texto infra. O observador mais atento notará que se trata, em todos os casos, de pontos finais.

Neste país onde tanta gente abdica das suas convicções, apenas por razões de interesse ou porque o respeitinho é muito bonito, louva-se esta atitude de Vasco Graça Moura. Quando se nomeia alguém com o seu prestígio para um cargo público espera-se que continue a defender aquilo em que acredita e não que se limite a acatar directivas exteriores, por mais disparatadas que elas sejam. O acordo ortográfico é o disparate do século e o facto de estar a ser imposto aos portugueses desta forma demonstra bem a falta de espinha que nos caracteriza como povo. Fico perplexo quando leio no Diário da República palavras como “adoção” que me lembra mais “adoçante” do que “adoptante”. Querer abolir consoantes mudas, em certos casos quando nem os brasileiros as suprimiram, implica tornar a ortografia do português europeu mais brasileira do que o próprio Brasil. E já se percebeu que em África ninguém vai seguir esta medida, caindo Portugal no puro ridículo de ficar como uma ortografia que ninguém compreende e mais nenhum país lusófono adopta.
Infelizmente, no entanto, há Torquemadas que querem impor o acordo à força, mesmo que ninguém o deseje. Por isso, como as “réguadas” nas mãos de antigamente já não estão na moda, agora existem as ferramentas informáticas que conseguem o prodígio de nos obrigarem a escrever da maneira que não queremos. Vasco Graça Moura tomou a atitude correcta de mandar desligar essas ferramentas informáticas que violam a liberdade de escrita dos seus colaboradores. Mas aparecem logo pessoas com uma enorme concepção da liberdade como António José Seguro a dizer que Vasco Graça Moura não está acima da lei. Claro que não. A lei portuguesa obriga os funcionários do CCB a escrever segundo o acordo e ainda os obriga a ter nos seus computadores ferramentas informáticas para não os deixar escrever de outra maneira. Já agora: não quererá António José Seguro mandar aplicar também essas ferramentas informáticas na Casa dos Bicos para garantir que os textos de Saramago passam a ter a pontuação tradicional em vez das vírgulas que tão abundamente utilizava? Afinal de contas, a lei tem que ser igual para todos. E não aplicar o acordo ortográfico é seguramente um crime de lesa-majestade.
Em bom rigor, as controversas declarações do deputado Pedro Nuno Santos sobre a recusa do pagamento da dívida seguem a linha daquele que, embora à distância, continua a ser uma figura de referência do PS. O vice-presidente da bancada socialista limita-se a dar continuidade, num tom mais coloquial, às elocubrações de José Sócrates. Com uma atenuante: falou num jantar de Natal em Castelo de Paiva, num ambiente descontraído, entre camaradas de partido, enquanto Sócrates se dirigia a um auditório universitário.
O problema desta irresponsável promoção do princípio “não pagamos” — eventualmente aceitável numa reunião geral de alunos do ensino secundário mas sem a menor justificação na relação entre Estados que pugnam pelo seu bom nome e pretendem garantir créditos no mercado financeiro internacional — é a péssima pedagogia que transmite aos cidadãos. Se o Estado português gritasse “não pagamos” ao Banco Central Europeu, à Comissão Europeia e ao FMI, por que motivo, segundo a mesma lógica, os cidadãos não diriam algo muito semelhante ao Estado, abdicando do pagamento de impostos?
As guerras políticas começam a perder-se na batalha dos princípios. Por este motivo, António José Seguro tem a maior conveniência em demarcar-se desde já das infelizes declarações do vice-presidente da sua bancada parlamentar.
Já colocaste o Elmo, Zorrinho? Sim, chefe. Passa-me agora a cota de malha. Muito bem, chefe. Verificaste a fisga, Zorrinho? Verifiquei, chefe. Então, estamos prontos, Zorrinho. Estamos prontíssimos, chefe. E deixe-me que lhe diga que a armadura lhe fica a matar. Também me parece, Zorrinho, tenho aqui um joanete que, de tão apertado, ainda me vai engasgar. Já experimentou levantar a viseira, chefe? Boa ideia, Zorrinho, de facto já respiro melhor. Chefe? Diz, Zorrinho. Posso perguntar-lhe para onde vamos nestes preparos? Vamos castigar os países que têm excedentes financeiros que se recusam a dinamizar a economia. É uma ideia genial, chefe!
António José Seguro cunhou a expressão violenta abstenção. Todavia, ao que parece, melhor falaria de uma abstenção violenta, sendo que esta descreve não a posição do PS em relação ao Orçamento, mas a situação vivida no próprio grupo parlamentar socialista. Na verdade, e de acordo com vários relatos, Seguro pretendia votar favoravelmente a proposta dita de modelação dos cortes salariais na função pública. A decisão terá mesmo sido comunicada à bancada do PS pelo líder parlamentar. Todavia, alguns deputados socialistas manifestaram a intenção de quebrar a disciplina de voto, o que levou a liderança (se é que assim se pode dizer) a recuar e a optar pela abstenção. Para lá das limitações próprias e evidentes e de alguns lapsos de percurso (Carlos Zorrinho não tem condições para liderar, sequer, uma assembleia de condóminos), Seguro enfrenta ainda adversidades conjunturais e estruturais que o condicionam politicamente:
Neste contexto, por erros seus e má fortuna, é possível que Seguro passe da fase em que provoca tédio aos eleitores para aquela outra em que tudo o que lhes desperta é compaixão. É que, por estes dias, exercer como Secretário-Geral do PS pode muito bem ser uma das piores profissões do mundo.
De acordo com esta notícia do Jornal de Negócios, o PS propõe, no contexto das medidas de austeridade (e da busca desesperada por uma alternativa ao corte de um dos dois subsídios), medidas de moralização para os políticos. E que propõe Seguro? Simples: As viaturas do Estado para uso particular devem passar a ser contabilizadas para efeitos de IRS. Assim de repente não sei que efeito tal medida teria nas contas públicas, mas é impossível não ver que o secretário-geral do PS perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Se propusesse que as viaturas do Estado devem ser usadas única e exclusivamente para fins de Estado, e jamais para fins particulares, aplaudiria. Mas isso, como é bom de ver, seria pedir muito.
– Se engana frequentemente nas contas (e isto vai pelo menos até ao tempo do engenheiro; não, do outro, do que anda por África tentando impressionar a Jolie);
– Vê muito melhor os interesses do seu eleitorado do que o interesse geral (cof-aumento de-cof-2,9%-cof-em 2009-cof);
– Vê muito melhor os interesses de curto prazo do que os interesses de longo prazo (ah, aqueles estímulos à economia em 2008 e 2009, quando o défice e a dívida não importavam…; se queriam estimular alguma coisa, ó almas do PS, mais valia terem encomendado uns milhares de vibradores à J P Sá Couto para oferecer às mães que iam com os filhos receber o Magalhães);
– É imbatível a imaginar políticas não-recessivas (para algumas empresas, nenhuma das quais mencionada neste post);
– Desde que não tenha acabado de herdar o governo, vê sempre folgas nas contas públicas.
Ora estes (um-dois-três-quatro-cinco) cinco pontos (e se calhar há mais) deixam-me muito, mas mesmo muito, inseguro quanto às folgas do Seguro.
(A última frase não soa tão bem como eu esperava mas paciência. Caramba, enchi o teclado de migalhas. E o chá arrefeceu.)
Deve ser isto: o líder da oposição recusa o corte da despesa, e pede um aumento de impostos. Pelo caminho, mostra que nunca ouviu falar em IRS.
Viragem de página no PS: terminou esta noite o que restava do ciclo político de José Sócrates à frente do maior partido da esquerda portuguesa. Na reunião da Comissão Política do partido, concluída no início da madrugada, vingou por larga maioria a tese do secretário-geral, António José Seguro: os socialistas optam pela abstenção no Orçamento do Estado para 2012. Demarcando-se assim do cenário de polarização política existente na Grécia e dos incendiários internos, que lhe vinham exigindo o voto contra.
É o terceiro — e definitivo — desaire político de Sócrates em poucos meses. Perdeu as legislativas para o PSD, perdeu a liderança do partido e acaba de ver os seus homens de confiança derrotados numa votação crucial, com claras repercussões na linha estratégica do PS para o próximo ano. Seguro mostrou-se à altura das circunstâncias. Pelos motivos que antecipei aqui há duas semanas. Interessa-lhe, por um lado, credibilizar a sua imagem associando-a à ideia de estabilidade — não só na frente interna mas sobretudo aos olhos dos nossos interlocutores internacionais nesta fase em que os holofotes de todas as instituições financeiras estão centrados em Portugal. Interessa-lhe, por outro lado, estabelecer fronteiras à esquerda com o BE e o PCP: o estilo de oposição do PS, como partido dotado de vocação governativa, não pode confundir-se com as manobras tácticas de bloquistas e comunistas, que disputam entre si o campeonato da esquerda radical.
O PS só tem a beneficiar com isso. E o País também.
Publicado também aqui
Maria Flor Pedroso: “Foi preciso passar para a oposição para o ver da quinta fila da bancada do Partido Socialista a aplaudir Francisco Louçã?”
Pedro Silva Pereira: “…não…vamos lá ver…bom…sim, numa situação pontual”
(…)
MFP: “Mas há uns meses seria inimaginável ver PSP a aplaudir Francisco Louçã.”
PSP: “Não, desculpe, eu aplaudi nesse debate, como faço sempre, o Secretário-Geral do Partido Socialista…”
MFP: “Claro que sim, não estou a dizer que não aplaudiu…”
in Maria Flor Pedroso, edição de 7 de Outubro, Antena 1
Senhor doutor, as eleições na Madeira, em que estava tão envolvido, não são na próxima semana, foram ontem!
António José Seguro cometeu um clamoroso erro estratégico: participou, com grande protagonismo mediático, na campanha eleitoral da Madeira. Fica, portanto, directamente ligado ao catastrófico resultado obtido pelo seu partido nas urnas: apenas 11,5%. O pior resultado de sempre do PS na região autónoma.
É a vida, como diria um conhecido político português – por acaso também filiado no Partido Socialista.