Ninguém segura o Seguro


Rui Rocha,

 

Já colocaste o Elmo, Zorrinho? Sim, chefe. Passa-me agora a cota de malha. Muito bem, chefe. Verificaste a fisga, Zorrinho? Verifiquei, chefe. Então, estamos prontos, Zorrinho. Estamos prontíssimos, chefe. E deixe-me que lhe diga que a armadura lhe fica a matar. Também me parece, Zorrinho, tenho aqui um joanete que, de tão apertado, ainda me vai engasgar. Já experimentou levantar a viseira, chefe? Boa ideia, Zorrinho, de facto já respiro melhor. Chefe? Diz, Zorrinho. Posso perguntar-lhe para onde vamos nestes preparos? Vamos castigar os países que têm excedentes financeiros que se recusam a dinamizar a economia. É uma ideia genial, chefe!

29 comentários em “Ninguém segura o Seguro”

    1. Não, não, nem pensar! Então já viste os trabalhos em que te ias meter ao afrontares os privados das eólicas? Olha que isto é tudo gente de muitas energias e ainda por cima, alternativas!…

  1. Aguanta o cavalo que não há na zona euro nenhum “país” que possa ser castigado. Podes ameaçar a Suíça, mas, se queres aplicar um castigo a sério, é melhor embarcares rumo aos fiordes.

  2. Don Rui Roca:

    Non es uno cavavallo em que Seguro se monta…
    Es asno… senhor!

    E el asno zurra… zurra zurrinho!

  3. Apesar de reconhecer pouco crédito ao enunciador da proposta, sei que uma ideia semelhante fazia parte da proposta inglesa para Bretton Woods. Não foi avante, porque os ingleses eram os devedores, claro.
    Mas é algo natural quando se tenta desenhar um sistema financeiro internacional. Não se pode pretender que todos os países tenham superavits enquanto a Terra não exportar para Marte ou Betelgeuse, logo os déficits de uns são os superavits de outros.
    A proposta inglesa incluia mecanismos para evitar excessivos desequilibrios, quer da parte dos paises com balanças comerciais positivas, quer dos que as tinham negativas. Parece de elementar bom senso. Também é natural que quem esteja na mó de cima esteja pouco interessado nisso. Mas não é uma ideia assim tão estapafúrdia.

    1. Teoricamente, Luís. Mas, como bem diz, não resiste ao teste da realidade uma vez que dependeria sempre de quem tem mostrado escassíssima vontade de aceitar outras propostas…

    2. Há aqui qualquer coisa de estranho. Aprovei o comentário do Luís das 16.49, está como aprovado na plataforma, mas não aparece aqui na caixa de comentários…

  4. Os países com excedentes orçamentais estão a tremer de medo de António José Seguro e das suas propostas. Para não ser castigados, vão esconder os excedentes orçamentais e solicitar a correr ajuda externa à troika.

  5. Muito bem. Já conhecia a oposição construtiva, espécie oficialmente extinta em Portugal (consta que já nem se reproduz em cativeiro). Também conhecia a oposição irresponsável (nos partidos dos extremos), e, claro, a oposição distraída/amnésica (dos partidos do chamado “arco da governação”). Seguro acaba de apresentar a oposição troll, capaz de envergonhar as profundezas da Internet. Espectacular.

  6. Bem, vamos lá a ver: ele teve esta ideia genial, mas isto não é para aplicar para já, não, só muito mais lá para a frente. Então ninguém reparou nas letras garrafais a dizer FUTURO?
    Pode lá haver futuro sem seguro? É claro que não…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *