Modo de vida (24)


Adolfo Mesquita Nunes,

Não sei de onde me vem esta cansativa necessidade de a tudo reagir com bom humor, coisa que muitos tomam, naqueles momentos em que a aparência parece contar muito, com ligeireza. Mas nasci assim, de riso ágil e piada fácil. Mas é uma arma, senhores. Não é um refúgio.   

17 comentários em “Modo de vida (24)”

  1. Ná nada melhor nesta vida, qué agente rir-se à farta, rir-se de tudo e de nada, rir-se dagente e dos outros, rir-se do bem e do mal, rir-se do que foi e do que ha-de ser, rir-se do que dizem e do que se diz, rir-se dos planetas e dos buracos negros, rir-se do mundo e do… e do… pfh.. agora numalembro do nome do outro que não é mundo.
    Ahhhh!
    Imundo!!!

  2. como em quase tudo, as aparências enganam.

    Cada vez menos tomam as pessoas bem-dispostas por “leves”.
    Mas mesmo assim, ainda são(ou sempre serão) muitas.

      1. estamos todos sujeitos.

        tanto a ser julgados pelas aparências como a julgar pelas aparências.

        Já foi (e é) objectivo de vida não ter pré-conceitos ou julgar pelas aparências, o que na minha opinião é extremamente difícil. Mas como em algumas/muitas coisas, quanto mais alta a barra estiver, melhores são as nossas performances.

    1. Caramba, Isabel. Grande definição, essa do Boris Vian. Vou roubá-la para futuros duelos.

      E com esta me calou também. Vinha dizer qualquer coisa ao Adolfo (“como eu te compreendo”, por exemplo), mas vejo-me despida em praça pública e vou já pôr-me a andar…

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