Se não beber… (34)


jmmcc,

… tente conduzir.*

 

* — Este sinal alternativo de estrada perigosa é pouco comum no nosso país: por um lado, só raramente nos cruzamos com alguma caravana de veículos de intervenção policial ainda em condições de circular e, quando muito, um ou outro submarino a deslocar-se à superfície; por outro lado, com o país em paz, sem que se preveja qualquer invasão estrangeira e com as obrigações da NATO, deve ter-se isso em conta nos transportes militares e não recorrer a concursos internacionais para aquisição de veículos grandes e gastadores só para treinar uns tiros e praticar todo-o-terreno.

9 comentários em “Se não beber… (34)”

  1. Deviam colocar um sinal destes, no fim da minha rua, em frente à casa da minha vizinha Anacleta , casada com o Anacleto, mãe de um par de coisinhas lindas, rechonchudas e gémeas que respondem ao nome de Anacletinha e Anacletinho .
    E digo que deviam colocar um destes sinais naquele local, devido ao tamanho, ou melhor… ao volume daquela família e consequentemente ao perigo público que representam. Quando se dá o caso de o meu vizinho Anacleto chegar a casa com o “grão na asa” e a mulher o receber à cachaporrada , com os filhinhos a fazer equipe e atravessam repentinamente a rua, todos em fila, é como se um carro de assalto com reboque se atravessasse.
    Um dia destes, saíram-se-me assim, de surpresa; o Anacleto à frente, já com a mona aberta e a sangrar, a berrar que nem um capado, a dona anacleta atrás, de rolo da massa nas unhas, qual Brites de Almeida, ou de Aljuba Rota, sabe-se lá… e os miudos de seguida. Quando me deparei com o séquito, meti travões a fundo, guinei a direcção, mas não consegui evitar o embate. A coisa foi de tal maneira destructiva que a companhia de seguros, declarou o meu carro, um Mercedes 520 blindado, irrecuperável.
    Tive de o entregar para retoma, na compra de um novo, mas por estar de tal forma destruído, avaliaram-no somente em 200 euros… diz que era para aproveitar os estofos…
    Ainda pensei responsabilizar a família Anacleto, pelo acidente e tentar que me reçarcissem dos danos, mas tá bem… quando me refiz do choque, já eles íam a chegar a alcácer do Sal…

      1. Tem munta razão, meu amigo. Mazisto um home nestas alturas fica de tal forma surprendido e azamboado que não consegue atinar com as melhores decizões…
        Quéqueçadefazer?!
        É assim a vida… cumós interreptores…

  2. AVISO
    «Comentar assuntos de transportes militares nestes termos pode ser um sinal de indigência intelectual e causar problemas de visão que impedem de ver um centímetro à frente do seu nariz. Sintomas ultrajantes podem ser também observados, bem como a revelação de elevadas doses de ignorância e insensibilidade. Os eventuais comentadores ficam também advertidos para o perigo de ocorrência de gaguez intelectual.»

    1. Sobre os «problemas de visão que impedem de ver um centímetro à frente do seu nariz» e para que saibas: é impossível alguém ver seja o que for a partir do interior de um tanque daqueles!

      1. Sim,…estou a ver, e não se deve ver mesmo nada, está visto. Olha, para se ver tudo e mais alguma coisa, não há como um sidecar de duas rodas, mais recentemente denominado «back-car».
        «Get back, get back,
        get back to where you once belonged…»

    2. Pelos vistos, o Amigo Luis, domina com ligereza os assuntos relativos aos transportes de militares.
      Isso é bom. É importante que no nosso país haja alguém que o saiba fazer com prontidão e sagez, mesmo que não saiba distinguir a ficção da realidade, o humor do sério.
      No entanto salva-se o altruísta aviso que nos deixa e que agradeço, na parte que me diz respeito… a da «gaguez intelectual» que não sei o que seja, mas para a qual fiquei alertado.
      Espero entretanto que a OMS emita um relatório acerca desse “mal” que muito provávelmente estará associado uma qualquer epidemia… esta época do ano é favorável ao aparecimento d’essas coisas, as quais nem à basucada conseguem ser destruídas.

      1. Caro amigo Bartolomeu: gostaria na verdade de o poder ajudar mas temo não ser eu a sumidade que V. julga, na matéria em questão. Limitei-me a citar fontes, por certo muito mais avalizadas do que eu para esse efeito. Por isso, remeto-o para o post de ontem Transportes públicos? (18) por João Carvalho | 05.12.11 onde, ali sim, há uma intervenção de um verdadeiro especialista – Luís Parreira – acerca de tudo isto. Ele, aliás, deixa ali um bom lote de pistas que, caso lhe interessem, poderá seguir.
        Quanto à «gaguez intelectual», essa poderá ser-lhe explicada melhor do que ninguém pelo próprio João Carvalho, que foi o autor do conceito.
        Vá lá ver, então, que está lá tudo! Abraço.

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