– Se engana frequentemente nas contas (e isto vai pelo menos até ao tempo do engenheiro; não, do outro, do que anda por África tentando impressionar a Jolie);
– Vê muito melhor os interesses do seu eleitorado do que o interesse geral (cof-aumento de-cof-2,9%-cof-em 2009-cof);
– Vê muito melhor os interesses de curto prazo do que os interesses de longo prazo (ah, aqueles estímulos à economia em 2008 e 2009, quando o défice e a dívida não importavam…; se queriam estimular alguma coisa, ó almas do PS, mais valia terem encomendado uns milhares de vibradores à J P Sá Couto para oferecer às mães que iam com os filhos receber o Magalhães);
– É imbatível a imaginar políticas não-recessivas (para algumas empresas, nenhuma das quais mencionada neste post);
– Desde que não tenha acabado de herdar o governo, vê sempre folgas nas contas públicas.
Ora estes (um-dois-três-quatro-cinco) cinco pontos (e se calhar há mais) deixam-me muito, mas mesmo muito, inseguro quanto às folgas do Seguro.
(A última frase não soa tão bem como eu esperava mas paciência. Caramba, enchi o teclado de migalhas. E o chá arrefeceu.)

Cof, cof. Quero dizer: clap, clap.
Obrigado. É melhor teres cuidado com essa tosse. Olha, bebe um chá quentinho.
Irá ledo e formoso o Seguro? Pela verdura? Ai, perdão, confundo os personagens.
Hmmm, não será a adaptação mais lógica “Vai Seguro e não formoso”? Porque Seguro ele é (deve estar no BI) e “formoso” era o outro, não era? (O homem mais sexy para as – e suponho que os – leitores do Correio da Manhã…)
Hum, pois n sei. Tb sou suspeita pq, n sendo PS, gosto muito, mesmo muito do Francisco Assis, esse sim de uma segurança e de uma inteligência formosas. Qto ao sexy…tenho problemas c o termo, n me gusta. Já formoso…
O que é pena é que o governo actual também nunca mais acerta nas contas, primeiro diziam que nãio precisavam de subir os impostos e já os subiram umas tantas vezes, depois que não precisavam dos subsídios de férias e de Natal e afinal precisam. E para o ano vão descobrir que afinal precisam de aumentar os impostos outra vez.
Por acaso, quando disseram isso ainda não eram governo. Mas é verdade, não o deviam ter dito. De qualquer modo, vejo que você também não acredita que haja folga – a ponto de antecipar novos aumentos de impostos.
Este Governo prevê pedir emprestado quase 14 mil milhões de Euros no próximo ano. Cerca de 6% de défice em relação ao PIB ou seja 12% em relação ao Orçamento.
Precisamente. Mas já só estamos a falar de folga em relação ao objectivo traçado, não em relação ao equilíbio orçamental. Esse está muito longe.
É verdade, face ao passado de todos os governos de Portugal das últimas 3 ou 4 décadas, acredito que vão continuar a descobrir buracos aqui e ali. Mas continuo a pensar que o confisco dos 13º e 14º mês dos funcionários públicos é uma medida injusta e que existem alternativas mais justas, como o aumento dos impostos, enquanto o governo não consegue racionalizar os custos da administração pública.
Bom, não concordo consigo quanto ao aumento de impostos (os gastos excessivos do Estado já sobrecarregam há muito a generalidade dos cidadãos – prejudicando os sectores exportadores da economia no processo) e também penso que é impossível racionalizar suficientemente os gastos do Estado sem cortar nos salários (ou despedir) e nas pensões – uns e outras pesam demasiado no orçamento. Claro que com isto não quero dizer que não existem outras áreas onde cortar primeiro e mais fundo.
Aí temos um seguro que não segura nada! Aí temos um seguro que nos torna inseguros. Aí temos um seguro, com um discurso que até ele sabe que não é seguro ( verdadeiro). Aí temos um seguro que não ajuda os que dizem que querem segurar o País. Voltamos ao principio…aí temos um seguro que não segura nada.
Andou a ler as letras miudinhas da apólice, zeparafuso?
Sinceramente os socialistas devem estar loucos, dir-se-ia na aldeia gaulesa de Asterix. Depois do esbanjamento socretino ainda teêm a lata de dizer que existem almofadas. Se calhar foi pot utilizar tanta almofada, para dormir boas sonecas á sombra da azinheira, que chegámos a este descalabrio.
singularis: uns quantos portugueses dormiram mas não sei se foram os membros do Partido Socialista…
Descabro e não descalabrio.
Pior a emenda que o sinete…
É o singular humor alentejano, Pifas (o cuidado que tive para não escrever “pífias”).
confesso que fiquei bastante tranquilo e aliviado com a entrevista. há muito que aguardo que apareça alguém a desmentir o Vitor Gaspar na sua ânsia de tio Patinhas, ou seja, ficaria muito incomodado se se verificasse com facilidade que o Ministro das Finanças é apenas um sádico sem consciência com a obsessão da poupança… afinal de contas, e depois de tanto se ter falado em folgas e almofadas (expressões curiosas num país com falta de produtividade), parece que o único sítio onde Seguro conseguiria cortar seria na comissão da Troika (pouco mais de uma centena de milhões, longe dos tais 900 por almofada)… é de tal forma confrangedor que chega a ser um alivio… afinal, as alternativas existem, mas aparentemente tendem a continuar confinadas aos cérebros incomparáveis das elites das petições e das indignações…
Eu até me esqueci da entrevista (escrevi o post depois de o ver nos noticiários). Obrigado pelo relato. Bom, então só lhe faltam oitocentos milhões. E convencer a troika.
A direita encontra sempre” folgas” para sacar aos mais indefesos,enquanto os ricos mantêm incólumes as suas fortunas que os desgraçados tb. construíram e não tiveram direito a partilhar…