Em bom rigor, as controversas declarações do deputado Pedro Nuno Santos sobre a recusa do pagamento da dívida seguem a linha daquele que, embora à distância, continua a ser uma figura de referência do PS. O vice-presidente da bancada socialista limita-se a dar continuidade, num tom mais coloquial, às elocubrações de José Sócrates. Com uma atenuante: falou num jantar de Natal em Castelo de Paiva, num ambiente descontraído, entre camaradas de partido, enquanto Sócrates se dirigia a um auditório universitário.
O problema desta irresponsável promoção do princípio “não pagamos” — eventualmente aceitável numa reunião geral de alunos do ensino secundário mas sem a menor justificação na relação entre Estados que pugnam pelo seu bom nome e pretendem garantir créditos no mercado financeiro internacional — é a péssima pedagogia que transmite aos cidadãos. Se o Estado português gritasse “não pagamos” ao Banco Central Europeu, à Comissão Europeia e ao FMI, por que motivo, segundo a mesma lógica, os cidadãos não diriam algo muito semelhante ao Estado, abdicando do pagamento de impostos?
As guerras políticas começam a perder-se na batalha dos princípios. Por este motivo, António José Seguro tem a maior conveniência em demarcar-se desde já das infelizes declarações do vice-presidente da sua bancada parlamentar.

Isto nem políticos chegam a ser! São tão maus aprendizes de feiticeiro que nem a Madame Min os queria.
Nem sequer a Maga Patalogika.
Sócrates e seus amigos são uma verdadeira escola de vigaristas e caloteiros. Não lhes emprestava nem um cêntimo
Carissimo,
Eu creio ser já tarde demais: Já está enredado na tralha Socrática e, sem um grito do Ipiranga e uma limpeza substancial, dificilmente existirá e será visível tal demarcação.
Forte abraço e bom fds
Até agora AJS não o fez, que eu saiba.
Apesar de um ser a continuidade do pensamento do outro, ambos estiveram muito mal, se pensássemos que poderiam algum dia ser diferentes.
Um, porque enquanto chefe do governo, foi quem nos empurrou sem qualquer pudor, para esta chuva de empréstimos imorais, com falsas promessas do seu cumprimento, pelo que deveria ser imediatamente alvo de qualquer tribunal europeu, face às declarações que prestou.
Estivesse ainda no poder, e estaríamos nós já enterrados.
Tem, apenas, a desculpá-lo, o facto de ter sido assim que estudou…. Como estudar não era propriamente o seu lema, esta parte justifica-se pela ignorância.
Não o carácter, não a rectidão, não os princípios que devem reger qualquer homem, ainda mais o que deveria ser visto como exemplo. Mas dá para não esquecer o tipo de homem que tivemos ao leme durante 7 anos.
Mas o seu continuador, que disse num jantar informal e confirma posteriormente, sem tirar nem pôr, após uma tentativa gorada de jogo de palavras, está algo estrábico e coloca mal todos: o partido, o governo, a nós cidadãos pagantes e sofredores e o País.
Porque entre estar do lado dos bancos europeus, que nos sobrecarregam de juros e exigem o cumprimento da dívida com que nós (eles) nos comprometemos e colocar-se ao lado do povo, que não suporta mais medidas de contenção, está incondicionalmente do lado do segundo.
Eu faço parte desse povo.
Agradeceria, se…
Mas eu também sei que foi o partido onde milita que nos colocou neste jogo, sabendo que fechava a porta e outros cá ficariam para lidar com este presente envenenado, enquanto esse mesmo partido mudaria de lado rapidamente e passava a ser um crítico de quem tem de honrar promessas que não fez.
Há gente que só faz um bonitinho jogo de cintura, mas nós não temos memória curta.
“Não pagamos” não é uma ameaça. É uma premonição. E quanto mais depressa isso for compreendido, mais eficazmente pode ser evitado.
Simple as that.
Quanto aos princípios, eles mudam. Tempos houve em que a agiotagem era mal vista.
Mmmm… Parece-me que o Ambrósio até nem acha mal…
http://www.telegraph.co.uk/finance/finan cialcrisis/8959687/Talk-of-nuclear-defau lt-sums-up-Lefts-anger-at-EU-dictates.ht ml
Ou pelo menos pensará “Fatal como o destino!”