Blogue da semana


lauraramos,


A minha escolha para esta semana vai para o Ler é Perigoso, conhecem?

Plástico, diferente, provocador e com magníficas recensões, o blogue de Conceição Carrilho leva-me à certa pela boa escrita, desempoeirada.

Pela dose correcta de soul-searching, sem exageros. E por um particular sentido de humor, que me é especialmente agradável.

Ando tão farta de gente amarga…

É verdade, sim senhor: uma palavra cura, uma palavra mata.

E ele há águias e tartarugas.

Quem não os conhecer que os compre


lauraramos,

 

Pois eu, por mim, não tenho problema algum em dividir a minha cidade com a estudantada.

 

Deploro os exageros escusados, o asneiredo de criar bicho, mas tenho muito boas memórias desse meu tempo, em que vivi a festa no melhor e mais enriquecedor sentido do termo.

Aliás, lutei, rigorosamente, por ela. Com a pele. O que não me faz subscrever os desvios comportamentais, longe disso.

Mas o que me dá um enfoque geracional muito interessante e suculento, para quem sabe reconhecer de onde vem o dedo de muitos degrenidores activos da soi-disant praxe académica (não confundir com os indignados passivos).

Infelizmente, há uns tantos anormais cujos actos permitiram que esses tais voltassem a pôr as unhas de fora.

Quem não os conhecer que os compre.

Livros de cabeceira (15)


lauraramos,

Ao contrário do que me acontecia em criança (depois do ‘recolher obrigatório’, eu e a minha irmã líamos às escondidas, com a mão na pera do candeeiro para ser premida ao menor som de passos) hoje em dia leio durante pouco tempo, na cama. Deito-me sempre demasiadamente tarde, e os livros com enredos empolgantes, aptos à devora, não são consentâneos com a disciplina do sono, que nunca fez parte dos meus amigos íntimos. Por isso, os livros que moram na minha mesa são sempre do género que aguenta uma leitura intermitente e que nunca perdem interesse: autobigrafias, poesia, correspondência.

No caso, a obra de Jaime Nogueira Pinto, Jogos Africanos: se não leram, não percam este relato fascinante e autêntico sobre uma África portuguesa que eu nunca conheci e que finalmente, começo a entender.

Depois, Os Dias e os Anos, Diário 1970-1993, de Marcello Duarte Mathias: o período diz tudo sobre a minha curiosidade. Não é propriamente um relato político, mas é a política que o envolve, numa prosa muito bem escrita em episódios, apontamentos ou reflexões que nos arrancam sorrisos, como no caso do retrato de Mário Soares, manso mas certeiro, a páginas 106. É claro que tem de ser-se muito complacente para aturar aquele outro lado deselegante da sua intelectualidade que irrompe, indisfarçável, aqui e ali: a soberania pesporrente, muito à la diplomate, assim como se detivesse a chave da plenitude lógica, ética, estética da vida.

Por fim, a inesgotável Poesia Completa e Prosa, de Vinicius de Moraes, brochura com muitos anos e com lugar cativo. Este está longe de ser O meu poeta, entre os tantos de quem dependo, mas é talvez a música que acompanha os seus versos aquilo que me faz transportar para o calor de trópicos e para uma vida que gira em torno dos sentidos, sem horários nem regras… Quem não queria tê-la? 

Ainda um dia hei-de voltar a ler até clarear, lá fora…

Blogue da semana


lauraramos,

 

Já me calha outra vez o blogue da semana?! Como o tempo passa, veloz, e como eu gostaria, ao contrário do que é costume, que ele fosse ronceiro e vagaroso… assim, como a economia nacional. Pois bem: desta vez levo-vos ao le102blog, de Belladouce, Chris Noune e Joan, três livres recensoras de livros, filmes e conteúdos culturais em geral. E marquei-o (confesso) por causa deste post, que alude ao fim do Pariscope.  Talvez esta publicação já fosse quase inútil, eu sei, na era dos iphones e dos ipads. Mas sinto-me despojada, como se ainda o comprasse no quiosque da rue St.Antoine, todas as quartas feiras, religiosamente. Sempre enrolado na carteira, a jeito para os eternos dilemas do “O que fazer hoje à noite?” “Quando fecha a exposição da rue Soufflot?” “Que estação de metro tomar para aquele concerto?” Sim, o Pariscope fez parte da minha bagagem durante tanto tempo que me sinto assaltada, esbulhada, expropriada de um bem essencial. Talvez hoje seja difícil perceber o seu conceito revolucionário, agregando numa revistinha de formato A5, a preço muito módico, toda a informação cultural de Paris e arredores. Qualquer Agenda municipal, dirão, o faz também. Pois: décadas passadas, chegou cá a ideia e anda ainda tão mal copiada, hèlas, em tantos casos.

Agora, um tal Lagardère (nome de herói de filmes de capa e espada da minha infância cujos descendentes, pelos vistos, perderam pergaminhos na vida) vai acabar com esta e umas tantas outras edições do seu grupo.

Morreu um pequeno ícone. The economy, stupid.

O que estou a ler (6): Uma Vida Francesa, de Jean-Paul Dubois


lauraramos,

E se alguém, com pena desempoeirada e solta, olhar de lince e poucas proclamações, escrevesse um romance na primeira pessoa, retratando o quotidiano social português dos últimos 50 anos segundo uma engenharia capitular coincidente com os mandatos dos Presidentes da República?

Original, no mínimo. Apetecível. Tremendamente conforme à cabeça de um cidadão europeu do século XX.

Pois não é sobre nós… e sim sobre Uma Vida Francesa que esta diacronia se desenvolve, pela mão de Jean-Paul Dubois (sociólogo, jornalista do Nouvel Obs, escritor) levando-nos a percorrer, nesta obra ampla mas muito ágil, um lapso de cinco décadas marcantes para a sociedade francesa, arrumando a história da família, do país e do mundo nos marcos temporais dos consulados de De Gaulle (que habita o seu televisor Grandin…), e depois de Pompidou, Giscard e Chirac, retratando uma França tolhida pelo seu lastro histórico e ávida de todos os dias seguintes eleitorais. É aliás com muita pena minha que este livro, datado de 2005, não chega ao mandato psicótico seguinte, o de Sarkozy… simplesmente porque a escrita de Dubois é uma escrita que (com)promete e que me agrada particularmente: escorreita e franca, sem tentações clássicas, pouco dada a preconizações ou exibições de estilo, deixando-nos o prazer de colher as coisas grandes que, discretamente, nos vai dizendo por entre a narrativa.

A obra corre os dias de Paul Blick, o narrador, filho mais novo de um casal da média burguesia de Toulouse (e Espanha ali tão perto), amarfanhado e veladamente disfuncional desde a morte do irmão mais velho de Paul, cuja figura tutelar o acompanhará para sempre, vida fora. A narrativa começa precisamente assim, com a notícia da morte de Vincent, que Paul via como «um rapaz escultural, destinado a construir os alicerces de um novo mundo», no momento em que assiste ao fatídico telefonema do fundo do corredor, com 8 anos, já ciente da margem de clemência que o tempo ainda lhe concede até ser admitido, pelos adultos, ao vórtice da tragédia.
Paul, fruto daquele instinto profundo de sobrevivência prática tão cru nas crianças, corre antes de mais ao quarto do irmão para se apoderar do  brinquedo icónico que sempre lhe invejara: um coche de metal cromado puxado por seis cavalos brancos.

E assim vai crescendo o livro: através dos desencontros com o pai (vendedor de Simcas, «republicano, sem dúvida, mas concessionário em primeiro lugar»!), e depois através dos dias da adolescência, dos primeiros amores, do casamento, do nascimento dos filhos e, por fim, do divórcio, cruzando sempre, com um humor finíssimo, os grandes acontecimentos –  a morte de Franco, de Che Guevara, ou o Maio de 68 – com os simples jantares de família, a mediocridade do dia-a-dia, a usura do tempo, o labirinto sofrido ou glorioso das relações entre as pessoas, esse terrível exercício eternamente mal resolvido da condição humana.

Jean-Paul Dubois é mestre no retrato da sociedade e da cidadania política (enquanto estatuto imperfeito e paradoxal) e, neste livro em particular, caracteriza um período fascinante para qualquer pessoa da minha geração:

«A tomada de consciência política era ainda incipiente, mas estava em formação uma geração que já não queria que lhe cortassem o cabelo à escovinha, nem que lhe traçassem a vida a régua e esquadro ou a arrastassem para a missa (…), ansiosa por marcar distância em relação aos deuses e antigos mestres».

– Quem não se vê um pouco ao espelho nestas palavras?

Ou ainda nestas, sobre o Maio de 68, de que todos somos tributários enquanto membros de uma geração a cem mil léguas da precedente:

«Nunca houve, com certeza, na História, uma ruptura tão violenta, brutal e profunda no continuum de uma época. 1968 foi uma viagem intergaláctica, uma epopeia bem mais radical do que a modesta conquista espacial americana que ambicionava simplesmente dominar a Lua».

Não percam este, ou mesmo outro livro, de um autor a quem injustamente chamaram (certamente a  frase é de algum fresco trintão…) um cínico tranquilo.

– E tu, Leonor, o que andas a ler?

Uma Vida Francesa, Jean-Paul Dubois

1ª edição, Outubro de 2005

ASA Editores


Sulfúricas


lauraramos,


«Quem tenha acompanhado minimamente a actual crise governativa nas redes e na media não pode ignorar um facto: a esquerda não faz parte de nenhuma solução. O PS pode aspirar a ser muleta de uma solução mais abrangente, com o PSD e o CDS, que reproduzirá as actuais políticas com outro ritmo. O BE e o PC continuarão a ser como a Igreja: darão voz ao descontentamento popular. Servem para os sociólogos e os gestores de imagem do poder aferirem a aceitação das políticas»

                                                                                                                                                                                                       Luís Januário, no FB

A chama e o incêndio


lauraramos,

 

Nesse dia de Abril de 1974, ao 1º tempo, na aula de Latim, discutia-se se a revolta era de esquerda ou de direita. À época, estudava-se muito no liceu… mas não se pense que éramos parvos.
Aprendemos imenso.

Tempos antes, numa viagem a Lisboa com a professora de História, íamos rumo à Gulbenkian para a uma exposição de pintura sobre expressionismo alemão. Constará decerto dos anais, que eu eternizei numa série de fotos com a máquina do meu pai, de uma marca alemã (pfff…) com uma incómoda caixa acoplada de voluptuoso couro, coisa mais demodée.

A meio, decidimos parar, ignorantes, para um café na base da Ota, nesse tempo uma paragem normal. Aproximaram-se uns militares que, em vez de nos ralharem por estarmos a fumar – a consciência pesada devorava-nos por quase tudo, nesse tempo! – aconselharam-nos a voltar a casa, por obscuros motivos.

Viemos a saber, convenientemente depois, que era o 16 de Março. Mas fomos à exposição. A professora era durona e nós adorávamo-la.
Aprendemos imenso.

Na Páscoa anterior, durante a tradicional viagem de finalistas do ‘7ºano’, para além da costumeira monumentália e do novíssimo ‘Corte Inglés’, ainda dera tempo para o meu grupo (que delicioso conceito…) abdicar com proveito de uma ida às cuevas do flamenco, à noite. E conviver com uns guapisimos muchachos no foyer do hotel, em Sevilha. Com quem falámos de política, madrugada dentro e cinzanos a esmo: Salazar, Franco, Marcelo e os americanos. Para nós, pura teoria…
Aprendemos imenso.

No liceu, a professora de Organização Política e Administrativa da Nação (OPAN) era um assombro. Margarida RC dava-nos a matéria num único período (canja). E, de Janeiro em diante, conversávamos sobre cultura, autores, mundo e liberdade de expressão. Todos sabíamos que ela fora interrogada pela PIDE variadíssimas vezes. E que era socialista.

Por isso, logo no dia 26, na sua aula, desafiou-nos a lançar os livros de OPAN ao cesto, passando o nosso manual, mediante proposta aceite por unanimidade, a ser o ‘Expresso’. Semana a semana, aula após aula. Até ao verão.
Aprendemos imenso.

Entretanto, a professora de Latim, ao 1º tempo do dia vinte cinco do quatro, hesitava entre as duas respostas possíveis à nossa inquietação. – Esquerda? Direita? – Endurecimento? Libertação? Abstracções puras para nós, mas o que é que, de sério, não é abstracto nesta idade?
Mal o toque soou, corremos em polvorosa rumo ao gabinete da Reitora. Tínhamos 16-17 anos e éramos ‘seniores’, respeitáveis pré-universitárias. A brincar à idade adulta, boas alunas, muitas de nós inscritas no mal-amado ‘quadro de honra’. Disgusting…

Só que, por isso mesmo, davam-nos desconto em questões de disciplina. E algumas liberalidades.
Mulher inteligente, essa Reitora… Não mudou o seu estilo num centímetro, mas deu-nos as chaves para entrar no carro dela e, sob o olhar festivo-vigilante da contínua, sintonizar a BBC.
A chama deflagrara.

À tarde não houve aulas. O almoço foi de família italiana. E depois saímos, competentemente tutelados pelos irmãos mais velhos, deambulando pela Praça em grupos cada vez maiores, para acabar em frente à PIDE, entre centenas e centenas de povo unido: uns a berrar, outros a rir, outros a chorar, outros a pensar.
Entretanto, o liceu feminino perdera a virgindade. Entravam amigos a toda a hora. O Sérgio, o célebre Sérgio S. – nosso colega de ano, mas do liceu masculino, o ‘D. João III’ -, inflamava as hostes femininas, de giraço que era… Culto, civilizado, brilhante, inspirador. Falava magnificamente, como Che: em cima de um muro, no palco do ginásio, onde quer que fosse. Bonito, inteligente, ardente, luminoso (um cocktail fatal).

Eram as primícias do MRPP, sem que soubéssemos.

Desde então sempre alinhei com eles, atrás da chama. Não gostava nada dos malcheirosos e sebentos dos comunistas, pardos e feiosos, entre quem eu conhecia um ou outro trânsfuga. Só sabiam pregar-nos lições de moral, ou sabotar as RGA, ou chamar-nos de filhos da burguesia e de traidores, com aquelas caras de velhos de 40 anos…

 

Hoje tenho-lhes genuíno respeito, ao contrário de então… sendo certo que nos estragaram a vida para sempre (o incêndio).
Desmantelaram as faculdades. Puseram-nos um ano à espera de nada, enquanto saneavam professores, ferozmente e à toa. E no fim do black-out, em Novembro de 75, ainda lá estavam à espera de nós, caloiros. Continuando por bons anos a dominar aquilo. Greves manipuladas, desordem, boicote às aulas… até que Sottomayor Cardia chegou para eles e pôs termo ao baile.
O PC foi, francamente, um verdadeiro estorvo.

Ganhei em cidadania e humanidade, sim…
Ganhei em tantas coisas. Mas perdi uma escola superior como devia ser. E esta coisa do ensino nunca mais se endireitou.
Mesmo assim, digo eu, valeu a pena.

Blogue da semana


lauraramos,

                                                                                                                                                                                
 

O blogue da semana é o Duas ou Três Coisas, de Francisco Seixas da Costa.
Textos deliciosos e perpassados de humor sobre temas da actualidade cívica e política, ou imprevistos bilhetes postais de Vila Real, tudo por entre o sabor principal que é, naturalmente, o das memórias andarilhas do diplomata,  inspiração dominante que me encanta e por entre a qual encontrei esta evocação gratificante de um dos meus escritores favoritos, Álvaro Guerra.

Não percam este blogue de escrevivências, como diria David Mourão-Ferreira.

Sem papas na língua


lauraramos,


«Eu gostava imenso de ouvir um diálogo entre a Troika e António José Seguro»

(Também eu gostava…)

 

Pelo meio da nacional esquizofrenia comentarística e da má-língua suicidária, sabe bem ouvir uma análise consistente e sensata, com os pés na terra.

Sobre a atitude de Passos Coelho e o seu sentido de responsabilidade (por muito menos, abalaram Guterres e  Durão Barroso…).

Sobre o absoluto vazio e a patética leveza das fileiras críticas.

E, a propósito da saída de Miguel Relvas, sobre a agressividade gratuita e a forma de estar em política.

Vale a pena ouvir de fio a pavio.

Até o comemos


lauraramos,

 

 

Estava escrito. Foi a licenciatura…

Leio agora os biitaites e os de profundis que perpassam na imprensa e nas redes sociais e, sem espanto, verifico como os comentadores se espremem em ataques de tiques e se esmifram em patéticas taquipneias, agarrados às moralizadoras interpretações pavlovianas do costume, como se delas lhes viesse a santidade cívica que pretendem.

 Somos um povo baralhado, não há dúvida…

O caso, em si nada edificante, justificará tamanha sanha justiceira dos analistas, por oposição a outros da nossa memória recente?

– E a Sócrates, alguém lhe exigiu a cabeça numa situação que foi, em tudo, eticamente similar?

Pasmo com a dualidade de tantos doutores e engenheiros, provindos sabe-se lá de que universidades da mula russa.

 Estava escrito, sim –  mas por outras razões – que saisse Miguel Relvas, o compagnon de route de Pedro Passos Coelho.

Aquele que o assistiu pelas antecâmaras do poder, preparando, palmo a palmo, a vitória eleitoral contra Manuela Ferreira Leite e, depois, contra Paulo Rangel e Aguiar Branco. E que, uma vez limpo o caminho, preparou de seguida o seu triunfo em eleições legislativas nacionais, rumo à suma e escorregadia cadeira de primeiro-ministro.

Mas com ele, saiará sobretudo o resto: um par de boas pegas, mesmo de cernelha, às sinecuras da RTP e das autarquias locais.

O poder é antropófago, exige cabeças.

E o povo é feliz.

– Não sentem este enorme alívio nacional?

Da liberdade


lauraramos,

«Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine.

Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, nada seria.

Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me fizesse escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria.

O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo.

O amor jamais acabará.As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá.

Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar.

Mas quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito.

Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança.

Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido».

 

Carta de S. Paulo aos Coríntios

Os incómodos


lauraramos,

Mais um político incómodo que sofre as consequências da hipocrisia nacional.

– Alguém tem dúvidas?

Só que  há gente que não perde tempo com guerras de final previsível, travadas com armas desiguais contra carrascos de cara tapada, manejando forcas feitas com o fio do cinismo.

Paulo Júlio é desses empreendedores que não alinha em jogos florais entretecidos de calúnia. E tem a impaciência típica das pessoas eficientes. 

Foi à sua vida?

Pior para nós, que adoramos palha.