Da liberdade


lauraramos,

«Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine.

Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, nada seria.

Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me fizesse escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria.

O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo.

O amor jamais acabará.As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá.

Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar.

Mas quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito.

Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança.

Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido».

 

Carta de S. Paulo aos Coríntios

9 comentários em “Da liberdade”

    1. Parece realmente sobre-humano que o amor possa ser esta espécie de rendição incondicional, estou de acordo…
      Mas, ao mesmo tempo, há lá coisa mais humana do que o amor? Não é isso o que nos distingue?
      Acho que, na sua génese, acontece e pulsa assim. E é por isso que se faz e se desfaz.
      E depois, teimosamente, refaz-se …
      Sem ele, como dizia Sophia, “a vida é um deserto sem água, uma noite sem lua, um país sem nome, uma terra nua”.
      Ou então … de nada nos aproveitaria, como escrevia Paulo de Tarso.

          1. Eu também. Mas a boa notícia é que se aprende bastante com o exemplo 🙂

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