Sem papas na língua


lauraramos,


«Eu gostava imenso de ouvir um diálogo entre a Troika e António José Seguro»

(Também eu gostava…)

 

Pelo meio da nacional esquizofrenia comentarística e da má-língua suicidária, sabe bem ouvir uma análise consistente e sensata, com os pés na terra.

Sobre a atitude de Passos Coelho e o seu sentido de responsabilidade (por muito menos, abalaram Guterres e  Durão Barroso…).

Sobre o absoluto vazio e a patética leveza das fileiras críticas.

E, a propósito da saída de Miguel Relvas, sobre a agressividade gratuita e a forma de estar em política.

Vale a pena ouvir de fio a pavio.

46 comentários em “Sem papas na língua”

  1. uma análise consistente e sensata

    Uma análise ou uma opinião?

    Quando ouço esta “análise”, não douço análise nenhuma, parece-me é estar a ouvir uma política que debita as suas opiniões.

    Os jornalistas de hoje são, na prática, todos políticos.

      1. Talvez seja impossível pretender a isenção jornalística.

        Compare os jornalistas portugueses com os de um país civilizado e verá a diferença que há.
        Os jornalistas portugueses são totalmente despudorados em fazer política e apresentar as suas opiniões pessoais.

        1. Vejo que nunca acompanhou as intercalares e as presidenciais s americanas. Mas, quando assistir, há-de verificar com os seus próprios olhos que o modelo nos EUA está precisamente nos antípodas daquilo que afirma ser o dos países civilizados. De facto, os jornalistas intervêm nos debates sempre na qualidade de apoiantes confessos, como ‘partisans’. O que traz uma interessante transparência às prestações (válidas, porque não) dos comentadores.

          1. os jornalistas intervêm nos debates sempre na qualidade de apoiantes confessos

            Saliento a palavra confessos. Se os “jornalistas” portugueses também confessassem que estavam ali a apoiar alguém, não haveria grande problema. A gente já saberia então que estava a escutar um político, não um jornalista. O problema em Portugal é que os “jornalistas” nunca confessam que estão a apoiar alguém, nem quem apoiam em cada momento.

  2. À falta desses diálogos fiquemos com as partes do mesmo diálogo entre a troika e Passos, no que às deixas deste concerne:

    – Sim, senhor.
    – Sim, senhora doutora.
    – Sim, senhor doutor.

    Da senhora do vídeo gostaria apena de conhecer um dos muitos diálogos que tem com frequência com espantalho de Belém…

  3. Bem, esta entrevista tem pano para mangas. É sem dúvida uma Passista, o que vale é que é uma opinion maker de 3a.

    1. De que parte da análise desta “opinion maker de 3ª” é que não gostaram? quando ela disse que o Seguro pensa que basta carregar num botão para haver crescimento económico, ou quando chamou “sulfurosa” à coligação Sócrates/Soares?

      1. Comentadeira é o termo apropriado.
        A razão de ser ou não ser comentadeira parece
        insondável, mas é interessante comparar vídeos antigos de compaixão a Sócrates:
        http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13597436/349
        … ufa, ufa, e que “raspanete” a Passos Coelho pela obsessão financeira e falta de compaixão social.

        Afinal… para quem achava que as PPP’s de Sócrates eram uma ideia positiva:
        http://economico.sapo.pt/noticias/a-ideia-de-ppp-e-uma-ideia-positiva_121412.html

        Novo disco, agora “quer ser mosca”…
        Serve… serve tudo o que servir para esquecer o desvio colossal de verbas do Estado para negociatas privadas.
        De quem? Pois… do clube do chá, scones e canasta.

        1. Já cá faltava esta: a do “pecado original” de Maria João Avilez. Ora, ora… que não caissem aqui os complexozitos de sempre, sem que os atrofiados pecebam que se agacham perante uma outra, bem pior, aristocracia de valores e de gostos… E contudo, devia ouvi-la, sabe? Pelo que antecede, tem muito a aprender sobre a ‘civitas’, da Maia…. E sobre quem tem muito mais CV, – puro e duro – como jornalista, do que tantos que por aí se dão a ares de um intelecto que não têm.
          A naturalidade é um posto e Maria João Avilez ganhou-o há muito tempo.

          1. A Maria João Avillez foi socrática e ainda me lembro de me terem (quase) caído os queixos quando me confirmaram as simpatias. Lembrei-me do que sempre me disseram: se não se dá o exemplo, antes não ser. E como é que alguém com um mínimo de mundo… enfim.
            Estou de acordo com muito do que ela disse, mas que perdeu credibilidade, perdeu.

          2. Se fala da civitas que tem curia, não tem cura.
            Sobre essa não falo, até porque não existe, pelo menos numa República, como saberá.

            Quanto ao CV “puro e duro”, não se resume a duas letras, nem a um nome, mostra-se em palavras, em ideias. É isso que nenhuma civitas lhe dará…

            Porque civitas há muitas, tão antigas quanto as noites dos tempos… mas é claro há sempre umas que se julgam mais vivas que outras.

          3. Cúria? É disso que fala? Ah, aquele corpo social comandado por Mário Soares, só pode! Enganou-se no epicentro.
            Esse não tem cura, efectivamente. Está moribundo, mas ainda nos há-de matar a todos antes de morrer, escreva e ponha a data.

          4. Não, não estava a falar da North Curia, nem da South Curia, nem de termas mornas, era mesmo de caldos quentes.

            Esqueça, o pessoal da civitas depois explica-lhe.

          5. A Laurinha queira desculpar, mas eu ainda cresci com “criada”, e sei bem o sentimento de classe que se induz entre as crianças, mesmo sem culpa dos pais – “os filhos deles não são iguais a nós”.
            Dessa remniscência perdida no “antes 25-A”, guardo essa triste recordação, que me serviu de lição sobre “aristocracia do bom gosto”, que se traduz num desgosto sobre essa “civitas” de alguidar.
            Como contraponto a isso, todas as conversas que me lembrem desse resquício de “culpa infantil” provocam-me um profundo “asco”.
            Passe bem.
            Cumprimentos

          6. Tenho muita pena que tenha aprendido uma coisa tão feia, da Maia. Também eu cresci com criadas, mas os meus pais ensinaram-me algo de completamente diferente.

    2. Essa de a jornalista ser passista é eloquente. Tão certo quanto eu, por exemplo, também ser e tornar-me, portanto, naquilo que nunca fui.
      A avaliar pela habilidade que tem para não passar da pura superfície das coisas, deve ser uma pessoa feliz, João Pedro. Parabéns.

  4. O que a senhora diz são banalidades que quem anda informado e pensa sabe, pois avalia todos os dias o que se passa neste rectângulo!

    Em relação ás papas na língua este Senhor é que as não tem :

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    O que a senhora diz são banalidades que quem anda informado e pensa sabe, pois avalia todos os dias o que se passa neste rectângulo! <BR><BR>Em relação ás papas na língua este Senhor é que as não tem : <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>http</A> :/ http://www.youtube.com /results?search_query=jos%C3%A9+gomes+ferreira+2013&amp;oq=jos%C3%A9+gomes&amp;gs_l=youtube.1.1.0l3.22380.31532.0.33654.18.14.2.2.2.0.334.2389.0j8j4j1.13.0…0.0…1ac.1.1Z119Uu8Oms <BR><BR>É pena que haja poucos em Portugal como ele , frontais , directos , esclarecidos e desligados de lobby's ou partidos pois os que puderam já partiram e os que ainda cá andam já mais entrarão no lamaçal da politica Portuguesa. <BR><BR>Já agora aproveito para perguntar se o homem que disse que se pirava já se pirou ?
      1. O que a senhora diz são banalidades que quem anda informado e pensa sabe, pois avalia todos os dias o que se passa neste rectângulo!

        Em relação ás papas na língua este Senhor é que as não tem :

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        O que a senhora diz são banalidades que quem anda informado e pensa sabe, pois avalia todos os dias o que se passa neste rectângulo!

        Em relação ás papas na língua este Senhor é que as não tem :

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        É pena que haja poucos em Portugal como ele , frontais , directos , esclarecidos e desligados de lobby's ou partidos pois os que puderam já partiram e os que ainda cá andam já mais entrarão no lamaçal da politica Portuguesa.

        Já agora aproveito para perguntar se o homem que disse que se pirava já se pirou ?

        Comentário repetido , pode ser que agora o link seja visível.

        Cumps

        1. Banalidades, acha? Será isso então que falta. Um discurso escorreito e sem fantasias nem barroquismos discursivos. Vi o link e já percebi que se refere ao Gomes Ferreira. Sou cliente.

    1. Também, Teresa, é verdade.
      E quanto a MJA, não precisa de poses, nem de esgares, nem de artificialismos, nem de exibições.
      O ‘epiduralato’ português é que já só reage ao circo.

    1. Sobre um governo exausto… E a mudança que é precisa, mantendo-se no posto.
      Se assim não for… seremos o quê? Grécia? Itália?
      Jogo do galo.
      (“Qual é a parte que os portugueses ainda não entenderam”?)

  5. Que bem os define Pacheco Pereira.
    “O tom revanchista que o Governo e os seus defensores assumem depois da decisão do Tribunal Constitucional , do género ‘ai não quiseram isto, pois vão levar com muito mais, vamos à Educação, à Saúde, à Segurança Social’ mostra o carácter punitivo que está presente na política da coligação desde o início”, afirmou Pacheco Pereira.
    Fiquei sem palavras.

    1. Jojo, mais lhe valera ficar sem palavras, a sério…. Porque só o Pacheco Pereira para reduzir e ver nas atitudes do governo uma lógica revanchista. O Portugal de PP é a Playmobil.

  6. Gostava de saber quais são as fontes da MJ Avilez dizer que o governo está a fazer tudo para não ser a Grécia.

    Eu gostava imenso de ouvir um diálogo entre o Passos Coelho e a Troika.

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