«Como sabe, eu vivo em Gondomar, mas durmo no Porto.»
(Valentim Loureiro a um repórter, SIC)
«Como sabe, eu vivo em Gondomar, mas durmo no Porto.»
(Valentim Loureiro a um repórter, SIC)
Num acto talvez de solidariedade pelo horário duro da lavoura, que nem se permite descansar ao domingo, fico a saber pela televisão que Paulo Portas foi o primeiro líder partidário a votar. Mas madrugar é para quem está habituado, quando não tem alguns custos ao nível das ideias. Certamente por isso, ouço-o falar aos repórteres sobre a importância das «autarquias locais» blá-blá-blá-blá, vistas as vantagens das «autarquias locais» blá-blá-blá-blá.
Eu também gosto muito das autarquias locais. Já não posso dizer o mesmo das autarquias nacionais. E nem me falem das autarquias multinacionais.
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O 43.º Presidente dos EUA (2001/09)
«Eu governei várias vezes no passado em governos minoritários. E não foram maus de todo.»
(Almeida Santos aos repórteres, SIC)
Vou aproveitar este último minuto para vos avisar… Ah! Já passou. Agora já não posso. Paciência. Reflictam sozinhos.
Confirma-se, porque ambos o disseram: Carmona Rodrigues telefonou a Santana Lopes para lhe desejar felicidades.
Santana disse que Carmona lhe ligou cinco minutos antes a dizer: «Podes transmitir o meu abraço de apoio.»
Carmona disse: «Acho que não disse isso», «não corresponde à verdade». E também disse que acredita que as suas palavras possam ter sido interpretadas de forma errada por «pessoas à volta de Santana Lopes que as tentaram valorizar» e que só foi «o voto de um amigo para um amigo».
São estas provas de amizade profunda que me deixam emocionado. Fui sempre sensível ao diz-que-disse dos amigos…
«Pais de escola de Vila Real fecharam a escola a cadeado por mais um professor»
(Título do Público Última Hora)
Nos tempos difíceis que vivemos, Fátima Felgueiras, Ferreira Torres, Isaltino Morais e Valentim Loureiro são alguns dos melhores exemplos de iniciativa privada que merecem especial destaque. Todos eles começaram a trabalhar por conta de outrem, empregados neste ou naquele partido, e representam hoje casos de sucesso crescente. Qual é o segredo? Muito simples: estabeleceram-se e passaram a trabalhar por conta própria. E o certo é que, mesmo em plena crise, nenhum deles se queixa do negócio.
O Ministério da Saúde tem andado a promover cuidados para prevenir o surto de gripe A, designadamente, através de sketches televisivos. Um deles é curioso. Vê-se um balcão de atendimento com uma pessoa a ser recebida, atrás da qual se alonga uma fila de espera. A terceira pessoa que aguarda vez na fila é um homem e acontecem então três coisas simultaneamente: o homem levanta um braço e protege a boca com a mão para espirrar, a pessoa atendida deixa o balcão e chega a vez da pessoa seguinte, aquela que está à frente do homem que espirrou.
Acontece depois o seguinte: o homem que espirrou fica em segundo lugar e é o próximo a ser atendido, mas deixa a fila e abandona o local. Vai lavar as mãos e essas coisas todas que se sabe. Que é o mais natural. Está-se mesmo a ver que o homem que espirrou e que aguarda vez há vá-lá-saber-se-quanto-tempo desiste da fila para ir lavar as mãos quando está finalmente prestes a ser atendido…
O primeiro-ministro português e o presidente polaco são massa do mesmo pão. Na sua essência, vê-se que são homens dedicados ao trabalho e que aquilo do descanso ao sétimo dia é um luxo de gente preguiçosa. Por óbvia falta de tempo, é natural que José Sócrates se visse obrigado a estudar, fazer exames e concluir a sua licenciatura aos domingos, esforço que culminou com êxito bastante para merecer uma carta de curso com alto sentido simbólico: foi-lhe passada num domingo.
Também Lech Kaczynski é um incansável. A sua manifesta falta de tempo para dar conta das responsabilidades que tem obriga-o a marcar os despachos para os domingos, que são os únicos dias que pode gastar a assinar documentos. Por isso é que lá conseguiu arranjar um momento disponível para assinar o Tratado de Lisboa. É no próximo domingo.
«(…) até Maio, na altura em que a dr.ª Manuela Ferreira Leite vai ser apeada.»
ou
«(…) até Maio, na altura em que a dr.ª Manuela Ferreira Leite vai ser a piada.»
(Elisa Ferreira, em campanha, para um repórter, na SIC.)

Críticos de automóveis acabam de determinar o top 10 dos piores carros da década. Em primeiro lugar entre os piores (imagine-se!) está o conhecido Smart ForTwo. A classificação, claro está, só podia ser de experts norte-americanos. Quem mais poderia apontar defeitos como "sacrificar um monte de lugares para passageiros a troco de atingir uma velocidade pouco expressiva" e "ter tendência para capotar como um SUV"? Ainda por cima (vejam só!) "vem equipado com uma caixa de velocidades manual". E ainda avisam: "O carro parece engraçado, mas assim que começa a ser conduzido apaga-se de vez o sorriso de quem se sentiu tentado."
Digam-me lá se isto não é uma parvoíce. Eleger o coitado do Smart original como o pior carro da década, só mesmo do outro lado do Atlântico. Afinal, para os europeus, o único defeito dele é ser caro para carro de bolso.

… alguns alguns alimentos naturais, daqueles que a gente é capaz de achar que fazem parte do cabaz mais indicado, podem estar entre os menos recomendáveis e até mais perigosos para a saúde? Pois veja o que dizem aqui. Bem… E depois dê-lhes um desconto, porque eles estão sempre a inventar cada coisa, não é?
A propósito deste post mais abaixo e de alguns comentários ali recebidos, entendi oportuno acrescentar um contributo. A discussão «República versus Monarquia» é velha e inconclusiva. Muitas vezes até se introduz o absolutismo monárquico e a ditadura presidencialista no caso, apesar de serem elementos estranhos ao debate. Adiante.
Devo dizer, porém, que não pretendo descobrir nisto qualquer conclusão. A discussão prossegue e eu mais não quis do que contribuir com esta modesta achega para recentrar o assunto. Porquê? Porque dizer que uma Monarquia é mais propícia à "meritocracia" ou que uma República é mais adequada à escolha de "competências" (como sugerem, por exemplo, o João Távora, por um lado, e o José Gomes André, por outro, sem embargo do respeito que me merecem) parece-me pouco, muito pouco. Para não dizer que me parece coisa nenhuma, pois a qualidade da governação não se resolve no regime.
Enfim: se a discussão continuar no tempo, é preciso não desvirtuá-la. Ela tem de ser levada por caminhos mais substantivos e não pela via sinuosa de quem faz mais e melhor pelo país.
Imagem – Repúblicas e Monarquias
Novos testes com métodos mais sofisticados regressam a um tema caro à Igreja. Cientistas garantem que o mistério pode estar resolvido e levantam polémica. Aqui.

«Acho que percebo o espírito do post. Porém, antes de chegar ao ódio de que fala o Pedro, diria o seguinte: a disputa política tem, e bem, uma forte componente agonística. Esta condição remete para a necessidade de táctica, estratégia e outros elementos associados à necessidade de ganhar ao opositor. Assim se enquadra a forte componente lúdica da política, em que a ordem e a tensão inerentes à actividade política conduzem às suas próprias regras e remetem, a partir daqui, para um conteúdo ético incontornável.
O problema não estará pois na componente agonística da disputa política, cheia de representações, cálculo, "exibições/simulações", destrezas que facilitam levar a água ao moinho… Enquadrada num forte conteúdo ético imanente à sua natureza, é uma disputa institucionalizada e integrada na vida social. O problema está na corrupção desta componente, manifestada em violência (ataques pessoais de toda a natureza que chegam à violência física), manha (intrigas, invenção de factos, deturpação deliberada das acções do opositor, modos de fazer que não se inscrevem nas regras próprias deste "jogo"), desejo de poder a qualquer preço, mesmo que não se conquiste de acordo com as regras estabelecidas.
Se, no limite, a corrupção da componente agonística descamba para o ódio de que o Pedro fala, perde-se por completo o sentido institucional desse combate, que se torna num campo aberto de luta das paixões e dos ódios pessoais. Deixar que o ódio fale é a subversão absoluta dos ganhos desta civilização e da nossa cultura. É uma contribuição decisiva para a agonia "disto" tudo…»
Da nossa leitora mdsol – Maria do Sol. A propósito deste texto do Pedro Correia.
– Stop! Os seus docu-mentos, por favor. O sub-marino é seu?
– Acabo de comprá-lo.
– Mostre-me os docu-mentos.
– Desculpe, senhor guarda… Não sei onde os pus…
«Fazenda mostrou os dentes às negociatas.»
(Repórter em Lisboa sobre a campanha de Luís Fazenda, na SIC)
São nem-mais-nem-menos do que 188, os autarcas que se recandidatam e vão ser provavelmente reeleitos para um derradeiro mandato. Graças à legislação que tardava sobre esta matéria, 188 deles têm os dias contados nas respectivas autarquias. É bom.
Contudo, perante o fim de festa que se aproxima, vai valer tudo, tipo "o próximo que se amanhe". Saberem eles de antemão que será uma última viagem rumo à reforma é capaz de ser uma tentação acrescida para não poupar o carrinho. É mau.