Onde cada um vota (serviço público)


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A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou a criação da funcionalidade “Onde Voto?“, disponível no seu site da Internet, a qual permite aos eleitores obterem o local e a secção onde podem votar amanhã.

A nova ferramenta, que já está disponível no site www.cne.pt, vai permitir que todos os eleitores possam saber o local exacto (rua e/ou edifício) onde devem dirigir-se para votar. Para tal, basta abrir a funcionalidade e inserir o concelho ou a freguesia onde se está recenseado.

De acordo com a CNE, o “Onde Voto?” abrange mais de dez mil das doze mil secções de voto disponíveis em todo o País.

Não acredito na Lusa


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Nesta notícia da Lusa, leio que o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses teria dito que «a comunicação social não pode e os jornalistas não devem querer substituírem-se aos tribunais». Não acredito na Lusa, porque sei que António Martins fala em português escorreito. Era bom que a agência começasse a mostrar mais respeito pelas pessoas que refere.

 

Nesta outra notícia da Lusa, fico a saber que Passos Coelho subiu o Chiado “acompanhado por figuras do partido como Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz ou Mota Pinto». Não acredito na Lusa, a menos que o repórter fosse ceguinho: terá ele ficado sem saber se viu Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz ou Mota Pinto, ou será que ele viu Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz e Mota Pinto?

 

Vão aprender a escrever. E privatizem essa Lusa, que nos custa mais impostos do que merece só para ser o bem-bom de uns quantos.

Sócrates, pepinos e companhia


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O secretário-geral do PS foi forçado a interromper a sua intervenção no comício de Barcelos quando atiraram ovos para a tribuna e para o palco. Sócrates fez bem ao jogar pelo seguro, porque tão depressa são ovos como logo a seguir são tomates e a coisa ainda podia descambar para pepinos assassinos.

 

Já os três portugueses que chegaram infectados da Alemanha colocaram-nos em perigo muito sério. Clinicamente, dois deles já tiveram alta e um apresenta uma «evolução aceitável, no bom sentido» (nem se vê como uma evolução aceitável poderia ser em sentido diferente, mas adiante). O problema é que a ministra da Saúde disse que está à espera da confirmação de que se trata da mesma estirpe multi-resistente detectada na Alemanha e que existe a «coincidência» de todos eles «terem regressado da Alemanha». É isto que nos coloca em grande perigo, porque a Alemanha pode não gostar do que andamos a dizer e é bem capaz de retaliar aumentando os juros da nossa dívida pública.

 

Por aqui se vê como os alemães não percebem peva da Europa. Alguma vez um português ia à Alemanha comer pepinos, com tantos legumes oblongos de primeira qualidade na própria terra? Se eu fosse a ministra Ana Jorge limitava-me a dar ordens para o impagável e omnipresente Francisco George fazer aquilo que ele mais gosta: acompanhar o caso. Mas desta vez é para acompanhar o caso a sério, não é para fazer as fitas do costume. Por exemplo: se o caso passar no Marquês, o bom do George tem de ser visto a acompanhá-lo poucos metros atrás. E nada de ir para a televisão botar sentença; ou bem que anda a acompanhar o caso, ou bem que anda atrás das televisões. Estamos entendidos?

Há muuuuuiiito


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«O secretário-geral do PS, José Sócrates, considerou que o PSD e o CDS “já dão sinais de divergência”, antes mesmo de estarem “contados os votos”.» Sócrates tem razão, mas descobriu-a tarde: o PSD e o CDS já divergem do PS há muuuuuiiito. Ainda nem se falava em votos, quanto mais em contagem, lembram-se?

Por outro lado, «o secretário-geral do PS questionou o que já fez o presidente do PSD pelo país e que obra tem para apresentar». Esta é fácil. Sabendo nós o que o secretário-geral do PS fez ao país e a obra que tem para nos apresentar, estão justificadas há muuuuuiiito as vantagens do presidente do PSD. Daí a diferença que os separa.

Lusa, a pequena internada


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A Lusa descobriu e divulgou que milhares de lagartas bloquearam durante mais de três horas um comboio de carga na região autónoma da Mongólia Interior e que um avião comercial de passageiros da Qantas teve de ficar em terra por haver ratos no interior do aparelho.

Confirma-se, portanto, que a Lusa lida bem com coisas pequeninas que sejam do interior. Ponham-na a cobrir a campanha eleitoral na Beira Interior, por exemplo, antes que chegue a hora do inevitável: privatizá-la.

Ministérios e ganadarias


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Manuel Pinho, o invulgar ex-ministro da Economia de Sócrates, disse num comício do PS que os estrangeiros «não são parvos» e que a imagem internacional de Portugal ficará pior se o nosso país escolher um primeiro-ministro que nunca tenha sido sequer secretário de Estado. Tem razão, Manuel Pinho, mas a informação dele está atrasada. A comunidade internacional ficaria chocada se Portugal tivesse um primeiro-ministro sem experiência governativa, sim, mas isso era antes de perceber que o nosso país é surpreendente. Depois de assistir a uma saída de touros do nosso Ministério da Economia, a comunidade internacional já está conformada e disposta a aceitar tudo pacificamente. E até veria com bons olhos que o próximo governo facilitasse a reconversão da Praça do Comércio e fosse instalar-se em redor do Campo Pequeno.

A imaginação do especialista


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Por aqui se vê quem merece ganhar o primeiro prémio pela imaginação incontida. João Galamba pode até saber bué sobre subidas e descidas da famigerada Taxa Social Única, mas é duvidoso que saiba do que fala com tamanho entusiasmo quando se refere ao que o chefe não contou nem à almofada. O risco, como está bom de ver, é o próprio Galamba entrar em queda mesmo que a TSU oscile pouquinho.

Uma salada dos diabos


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Assim que recomeço lentamente a pisar o quotidiano dos comuns mortais, recorro ao esforço de que sou capaz para me actualizar e acabo muito confundido. Depois de ler uns títulos do dia e de ouvir-lhes e ver-lhes os desenvolvimentos televisivos, baralho comboios com pepinos, aviões com alemães, o Mendonça com o Irão e sei lá que mais. Antes que a coisa piore, paro para recuperar o fôlego e pôr as ideias em ordem.

 

A CP continua a engrossar o calendário das linhas paradas, não é? Quem é que se lembrou, ainda há dias, de que seria bom vir a vender algumas linhas de comboios? Depois de desdobrar a velha CP numa quantidade de empresas públicas deficitárias, que tal começar por vendê-las enquanto os salários e prémios de gestão ainda são tentadores em toda a Europa? Depois, se ainda for mesmo preciso vender algumas linhas, não se esqueçam de que convém consultar outros sucateiros além do Godinho, sim? Ah… É “linhas” no sentido de ligações entre dois pontos? Então hão-de substituir-se mais tarde pelo TGV. Perguntem ao ainda ministro Mendonça num daqueles dias em que ele diz que o TGV não vai ser suspenso, mas vai mesmo avançar.

 

A TAP também anuncia paragens no Verão? Fixe. É precisamente quando deve ser posta à venda: “Vende-se empresa comercial de aviação de bandeira. Maneirinha e em bom estado. Sem problemas de trabalho, que os empregados estão distraídos em casa.” Até lá, pode seguir-se o exemplo da CP: privatizam-se algumas rotas, a começar pelas ligações com a Alemanha, que os alemães não são de fiar e andam um bocado mal-humorados com a gente.

 

Viram o que disse o Irão à chanceler alemã que lhe quis atravessar o espaço aéreo? “Vai de volta.” Claro. O Irão teve medo que o avião de Angela Merkel começasse a lançar-lhe em cima a nova arma que anda a alarmar o mundo. Sim, que já toda a gente percebeu que os pepinos assassinos, se só aparecem na Alemanha, devem ser alemães. É bem feito. Se a Alemanha já tivesse comprado a nossa companhia aérea, não só a nossa dívida seria agora mais pequena, como a chanceler teria podido atravessar o Irão num avião da TAP sem que Ahmadinejad sonhasse quem ia lá dentro.

 

Não é que estou a escrever sobre rotas que cruzam os céus e sobre linhas férreas e dou comigo agora a ouvir o Louçã dizer que «os portugueses têm que fazer arreformas narruas»? Que coisa mais fora de moda. Os bloquistas que vão propor a luta armada à Alemanha para ver como elas doem. É que põem-nos logo nos campos a destruir os pepinos e a arranjar tomates modernos.

Agitação


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Aterrou hoje no aeroporto de Beja o segundo avião, com lotação esgotada. Um aviãozinho de 49 lugares com quatro turistas a bordo, que parte umas horas depois com as restantes 45 pessoas de regresso e quatro lugares vazios.

É suposto que o Alentejo venha a ter uma semana agitada. Um aeroplano duas vezes no ar e quatro estranhos sete dias em terra? Não é caso para menos.

Sabia que… (68)


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… a Home Alone está à venda? Pois é que está mesmo: famosa pelo filme Sozinho em Casa, de 1990 (também aparece no início do Sozinho em Casa 2: Perdido em Nova Iorque, de 1992), vende-se pela módica quantia de 2,4 milhões de dólares.

A grande moradia de Cynthia e John Abendshien fica na Lincoln Avenue (Lincoln Boulevard, no filme) da pequena e elegante localidade de Winnetka, a uns 30 quilómetros de Chicago, em Illinois, uma aldeia habitualmente considerada um dos melhores lugares dos EUA para se viver (o mais rico do Estado e um dos cinco mais ricos lugares norte-americanos entre os que oferecem uma vida boa). Com um parque na frente e vista para o Lago Michigan, a mansão distingue-se pela cor do tijolo exterior que acentua a arquitectura colonial ‘georgiana’. Tem 14 divisões, entre as quais cinco quartos, três casas-de-banho completas e duas reduzidas, além de muitas coisas mais, como uma apreciável cozinha modernizada e um enorme salão (que aparece parcialmente nas fotos laterais com o décor natalício usado no filme, em cima, e com o aspecto quotidiano comum, em baixo). Toda a casa está ricamente remodelada, mas pouco do seu muito amplo interior se viu no filme, que montou cenários para o efeito nas redondezas.

Em Portugal, a maior maioria de sempre anda ó-tio-ó-tio e nunca comprará o casarão em que Kevin McCallister (Macaulay Culkin) fez a vida negra a dois ladrões, Harry e Marv (Joe Pesci e Daniel Stern). Resta uma minoria muito privilegiada de portugueses, mas que não deverá comprá-lo: uns porque preferem ter outra casa em sítios mais familiares (como em Cabo Verde, por exemplo); outros porque têm de ficar a fazer contas aos prémios de gestão pública e a escrever memorandos a justificá-los; outros ainda por saber que, se levantarem o rabo da cadeira, não encontrarão o cargo ou sequer a cadeira quando regressarem para se sentar de novo.

Sabia que… (67)


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… os norte-americanos andam a ser avisados sobre o que não devem comprar na Ikea? Pois é que andam mesmo, porque os tempos não estão para desperdícios e o dinheiro está pela hora da morte.

Quando entram numa ampla loja que vende artigos caseiros fabricados em série a preços tentadores, as pessoas encontram coisas tentadoras e ainda podem ter a acrescida tentação de ir à cafeteria do estabelecimento comer uns snacks que não primam necessariamente pela qualidade nutritiva. Resta-lhes resistir. Resistir aos colchões, por exemplo, que devem ser adquiridos onde exista qualidade garantida e não onde se vendem camas baratas. Resistir aos produtos que parecem ser de madeira, mas que mais não são do que aglomerados, laminados ou até aparas em pasta e cuja baixa duração os tornará caros. Resistir à cutelaria e aos serviços de jantar, porque um bom conjunto de facas de cozinha nunca é baratucho e não há milagres conhecidos entre os fabricantes de louça de mesa. Resistir ao mobiliário em kit acompanhado por manuais de instruções compridos e complexos, que dificilmente se consegue montar em casa sem problemas, sem estragos e sem que pareça ter peças a mais. E assim por diante.

Mas isso é lá pelos EUA. Por cá, a multinacional nórdica já tem o seu quê de familiar e sabe que os portugueses não são gente de se deixar levar. Excepto em matéria de programas eleitorais e de governo, claro, embora não conste que Sócrates seja de madeira. E o Pinóquio, será de aglomerado, laminado ou pasta de aparas?

Há falta de telefones na TMN


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Sobre este caso — e graças aos bons ofícios da Maria João Nogueira (Blogs do Sapo, PT) — lá acabei por receber, entre outros comentários, a seguinte nota (que acredito ser da TMN):

«Boa tarde
Ocorreu um problema no encaminhamento interno do pedido de jonasnuts, motivo pelo qual apenas nesta data o contactamos para solicitar o envio dos seus dados pessoais (para o endereço Jorge-brito-cc@telecom.pt), de modo a que possamos urgentemente analisar e responder ao seu post.
Até já.
Jorge Brito
Serviço ao cliente»

 

Quando dei com essa espécie de missiva e na mesma caixa de comentários, respondi assim:

«É essa a minha primeira (a primeira, não a única) queixa, Jorge Brito: a telefónica TMN não me indica um telefone de contacto e insiste (como V. insiste) que tenho de lhe enviar um e-mail. Sinceramente, acho isso um descoco.»

 

Ficámos assim. Pelos vistos, ficámos e ficamos, porque nunca mais tive notícias da TMN. O que é muito pior do que eu imaginava, pois não só o provedor (ou o suposto serviço de provedoria) da TMN não tem telefone, como o Serviço ao cliente (ou, pelo menos, o atencioso Jorge Brito) da TMN também não possui um telefone de contacto. Ninguém estranha que a TMN manifeste ter tamanha falta de telefones?

Façam como eu: leiam devagar


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O ainda secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, disse hoje que o aumento da taxa de desemprego “estava dentro das expectativas“, ressalvando que “o contributo mais significativo foi de pessoas que não estavam à procura de emprego e que agora estão“.

Querem isto mais bem explicado? Ok, lá vai: a subida do desemprego não tem interesse porque estava prevista; o que interessa é ressalvar que o desemprego só aumentou graças à contribuição esforçada e generosa de quem tinha emprego e agora não tem. Entendido?

O quarto do Sofitel – 1


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Ao longo do dia, a RTP colocou no ar, nos seus blocos noticiosos, a jornalista Sandra Felgueiras a falar de Nova Iorque. A falar sobre quê? Sobre o caso do quarto do Sofitel que anda a ser relatado detalhadamente por todo o mundo. Estará a enviada da nossa televisão pública por dentro de algum segredo daquela alcova que mais ninguém conseguiu descobrir? Não deve estar, a menos que tenha guardado tal segredo em lugar que o torne inútil, uma vez que passou o tempo a debitar tudo o que toda a gente já tinha dito e ouvido em todos os lados.

Visto isso, este escandaloso jornalismo da televisão pública significa que a RTP está com dinheiro a mais para gastar nos EUA, ou é apenas para provocar os contribuintes portugueses? Espero que alguém seja responsabilizado rapidamente por estes desmandos.

Distinguir chá de sopas de vinho


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Detido num aeroporto de Nova Iorque por suposta agressão sexual a uma empregada de hotel que lhe limpava o quarto, o director-geral do FMI e provável ex-futuro candidato socialista à Presidência francesa Dominique Strauss-Khan foi apanhado na primeira classe do avião em que devia ter regressado a Paris. O pormenor reaviva o facto de andarmos todos a pagar mordomias a quem não só não as merece como nem sequer tenta merecer os cargos que as permitem.

Isto lembra-me que, dos 22 eurodeputados portugueses em Bruxelas, nove votaram a favor da emenda pelo fim das viagens em classe superior: os três do BE (Miguel Portas, Marisa Matias e Rui Tavares), os dois da CDU (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e quatro do PS (Luís Paulo Alves, Elisa Ferreira, Ana Gomes e Vital Moreira). Porém, temos outros nove eurodeputados que votaram pela continuidade da mordomia: sete do PSD (José Manuel Fernandes, Paulo Rangel, Regina Bastos, Carlos Coelho, Mário David, Maria do Céu Patrão Neves e Nuno Teixeira) e dois do PS (Capoulas Santos e Correia de Campos).

É isto, a liderança política da Europa de hoje que o caso sobre Strauss-Khan serve para ilustrar (ou para caricaturar). Nunca se falou tanto em exigência, transparência e outras ências que tais, mas quase sempre os que mais falam são os que menos dão o exemplo. Não importa saber se conseguem convencê-los a viajar em classe económica ou de camioneta. Não importa saber disso por um único motivo: essas pessoas não servem, não nos servem — e são precisamente essas que ficam mais caras, que nos custam mais dinheiro. E o dinheiro, senhores (tão fácil para essas pessoas que confundem o cargo de liderança com o lugar à mesa, como se a importância fosse determinada pela cadeira e não pelas qualidades do dono do rabo sentado), o dinheiro está pela hora da morte para todos nós.

Chega. Chega de mordomias balofas. Se as vacas voltarem a engordar, podem ter a certeza de que seremos os primeiros a desejar líderes mais bem pagos. Mas só aqueles que souberem distinguir o chá das sopas de vinho. Porque os fidalgos tanto vivem na cidade como no campo, ao passo que os pacóvios de bacoquice incurável ficam logo extasiados com as luzinhas da Baixa. E nunca a Baixa foi tão baixa, está bom de ver.