Aterrou hoje no aeroporto de Beja o segundo avião, com lotação esgotada. Um aviãozinho de 49 lugares com quatro turistas a bordo, que parte umas horas depois com as restantes 45 pessoas de regresso e quatro lugares vazios.
É suposto que o Alentejo venha a ter uma semana agitada. Um aeroplano duas vezes no ar e quatro estranhos sete dias em terra? Não é caso para menos.


O intervalo entre os aviões é tão longo que dá para transformar a pista num batatal e ainda plantar lá uns chaparros.
Plantar uns chaparros e uns ministros. Mas sem regá-los.
E os quatro turistas que ficaram? Foram ‘prá-onde’? Ficaram no meio do deserto? Pelo menos tinham um garrafão de água… ou vinho? Que preocupação!!!
Parece que lhes ofereceram uma palhinha no aeroporto e os mandaram para a margem do Alqueva.
Ena, que excitação! Lembraste-me aquela velha cantiga:
– Dona Micas e Dom Queirós,
onde ides vós a passear?
– Ao campo da aviação,
a ver o hidrovião a subir ao ar!
(se não era assim, era qualquer coisa do género)
Temo pelo fim das sestas no Alentejo, um dos poucos lugares do mundo onde uma soneca não é pecado.
Eles estragam tudo. Só falta que criem marés e ondas de quatro metros no Alqueva.
Nas terras onde nada se passa isto é todo um acontecimento. Rídiculo até dizer basta, mas o suficiente para entreter a populaça.
Acrescento eu: pior que a populaça é a cambada de pacóvios que inventa estas coisas.
Umas dezenas de kms mais a sul e seria caso para que se falasse de um corridinho.
Corridinhos hão-de eles ser, se os deuses não estiverem loucos.
Estou em condições de afirmar que o aeroporto serve para os charters de chineses, indianos e africanos “que vai vir” para a campanha de Sócrates. A coisa não correu bem neste primeiro voo. As quatro pessoas que ficaram seguiram logo para Évora, directos para a Praça do Giraldo . As restantes 45 recusaram-se a desembarcar quando descobriram que o Sócrates, que lhes tinha prometido um jantar no Fialho, tinha enganado os outros com uma sandes, um sumo e uma maçã num saco de plástico.
Tenho a certeza de que a ministra do Ambiente não aprovou o recurso ao saco de plástico. Ou não há ministra do Ambiente?
A RTP deve ter enviado a Sandra Felgueiras ao Alentejo para acompanhar o caso.
A Sandra Felgueiras não deve perceber muito de sacos de plástico. A não ser que sejam sacos azuis, desses já deve ter ouvido falar.
You make me feel blue…
João, estou também em condições de afirmar que há mesmo ministra do Ambiente: deixo aqui uma prova documental do momento em que o descobri: http://quintaemenda.blogs.sapo.pt/3 5509.html
Hum… Não terá levantado voo? Se não, deve estar para breve.