Escândalo: Zorrinho não quer bife todos os dias (já um A5 alemão é que vinha mesmo a calhar)


Rui Rocha,

Os portugueses costumam dizer também que “quem come a carne deve roer os ossos”. Ora a Sra. sabe como as dificuldades de Portugal favorecem o seu País. A Alemanha tem hoje uma moeda subavaliada e financia-se a taxas negativas. Nós temos uma moeda sobreavaliada e a nossa economia tem crédito caro e minguado. Não lhe ficava mal partilhar carne com osso. Nós não queremos bife todos os dias, mas temos o legítimo direito a uma “alimentação” saudável para podermos trabalhar e progredir.

Também tu, Roda dos Alimentos?


Rui Rocha,

 

 

A Roda dos Alimentos, essa infernal maquinação concebida com o único objectivo de manipular as massas incautas e de as impedir de comer bife todos os dias. 

 

Alimentação diária com Cereais e derivados, tubérculos – 28%, Hortícolas – 23%; Fruta – 20%; Lacticínios – 18%;  Carnes, pescado e ovos – 5%; Leguminosas – 4%; Gorduras e óleos – 2%? E água? Água? Bah! Isto não pode ficar assim. Bora fazer a petição?

Também tu, Ruca?


Rui Rocha,

O Ruca, essa miserabilista e salazarenta personagem, está a contaminar as mentes tenras das nossas crianças com princípios ecológicos absolutamente indefensáveis. Agora, como é? Isto fica assim, ou segue-se petição?

  

 

A sociedade consumista e desumanizada que nunca fomos


Rui Rocha,

Julgava eu que vivíamos numa sociedade capitalista. E que uma das características das sociedades capitalistas era o consumo desenfreado concretizado na compra indiscriminada induzida pelo marketing, pela propaganda e pela publicidade, formas estas de manipulação de massas indefesas. E que só esse consumismo exacerbado permitiria ao capitalismo retroalimentar-se, sempre numa busca incessante e voraz de novas vítimas do modelo de exploração. A inovação, a vertigem tecnológica, o lançamento de novas séries, o re-styling, os ciclos cada vez mais curtos de obsolescência,  tudo isto teria, supunha eu, uma lógica capitalista subjacente. Com a consequente maximização do lucro das empresas à custa de todos quantos, seduzidos pelo bombardeamento de apelos à compra do desnecessário, do supérfluo, do redundante, acabariam por funcionar como uma enorme e proletarizada população de ratinhos que teria como única missão impulsionar com as respectivas patinhas a giganteca roda da exploração. Mais, estava convencido de que tudo isto teria um nexo de causalidade com o aquecimento global, a escassez de recursos não renováveis, a poluição, a acumulação de lixos oceânicos e todo um vasto conjunto de ameaças e desastres naturais. E que, no final da estrada deste capitalismo sem freio estaria a proletarização e o empobrecimento dos iludidos, subjugados à força pelo consumismo e pelo engodo do crédito fácil concedido por banqueiros ávidos, e o esgotamento dos recursos. Pobre de mim, pensava que consumir acima das possibilidades individuais e colectivas eram a  essência mesma e a sustentação do modo de ser capitalista, ainda que fossem também a semente da sua própria destruição, uma e outra vez anunciada. E que a crítica ao modelo era um património reclamado por uma certa esquerda. Depois, ouvi Isabel Jonet dizer umas tontices sobre consumismo exacerbado e a necessidade de fechar a torneira quando se lava os dentes que, se virmos bem, reproduzem esse diagnóstico dos vícios e desvios do sistema capitalista. E vi gente que se proclama de esquerda a esquartejá-la sem piedade, atirando-se-lhe aos bofes como ela se atirou aos bifes. Concluo, portanto, que Portugal é uma ilha. Que num mundo que consome como se não houvesse amanhã, fomos capazes de nos manter puros e contidos, frugais e amigos do ambiente, apesar da cupidez dos banqueiros e da codícia dos grandes grupos empresariais. E que todos aqueles que passaram anos a criticar uma sociedade consumista e desumanizada estavam afinal enganados. Tudo está bem quando acaba bem.

Petição para permitir a candidatura de grupos de cidadãos independentes à Assembleia da República


Rui Rocha,

(…)

Urge por isso permitir que grupos e movimentos de cidadãos tenham a capacidade e a possibilidade de estarem representados na Assembleia da República, fora do âmbito tradicional dos partidos, já que estes candidatos trarão à função de deputado uma nova dinâmica e responsabilidade políticas, pelo seu envolvimento em causas especificas e não partidárias. Esta mudança manteria a Constituição da República Portuguesa a par da mudança social a que o país assistiu nos últimos 30 anos e, estamos certos, contribuiria para aumentar a participação cívica em Portugal 

Assim, os portugueses abaixo-assinados, ao abrigo do direito de petição, solicitam que os deputados à Assembleia da República, aquando da abertura do próximo processo de revisão constitucional: 

Proponham a alteração do n.º 1 do artigo 151º da Constituição da República Portuguesa de modo a que este passe a permitir a candidatura de grupos de cidadãos independentes à Assembleia da República. 

  

Os interessados em consultar o texto integral e em subscrever podem fazê-lo aqui.