Já li o livro e vi o filme (235)


Pedro Correia,

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  OTHELLO (1622)

Autor: William Shakespeare

Realizador: Orson Welles (1951)

A “tragédia da insensatez, do ciúme e da perfídia” protagonizada pelo Mouro de Veneza e a pela malograda Desdémona tem sido glosada vezes sem fim na literatura, no cinema e na televisão. Mas nada substitui a riqueza do texto original, que o Rei D. Luís traduziu para português. Mesmo amputado da mais longa versão inicial, o filme que Welles interpretou e realizou é um dos melhores sucedâneos.

Já li o livro e vi o filme (233)


Pedro Correia,

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  ZORBA, O GREGO (1946)

Autor: Nikos Kazantzaki

Realizador: Michael Cacoyannis (1964)

A obra-prima do escritor grego cedo fascinou um vasto grupo de leitores, que se foi alargando ao ser adaptada ao cinema, naquele que foi o maior papel da carreira de Anthony Quinn. Fascinante, a cena da dança com Alan Bates numa praia de Creta ao som da partitura de Mikis Theodorakis. Cinco estrelas para livro e filme.

Já li o livro e vi o filme (231)


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      CHACAL (1971)

Autor: Frederick Forsyth

Realizador: Michael Caton-Jones (1997)

Um dos melhores thrillers políticos das últimas décadas, centrado num atentado real ao Presidente francês Charles de Gaulle em Agosto de 1963, serviu de base ao fraco “filme de acção” protagonizado por Bruce Willis e Richard Gere. Com a França transposta para os EUA. O livro é incomparavelmente superior.

Já li o livro e vi o filme (227)


Pedro Correia,

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      PASSAGEM PARA A ÍNDIA (1924)

Autor: E. M. Forster

Realizador: David Lean (1984)

Raras vezes livro e película se entrelaçam tão bem: o admirável romance de E. M. Forster – que o Guardian inclui entre as cem melhor obras de ficção em língua inglesa – foi transposto de forma exemplar para a tela por David Lean, um dos grandes mestres do cinema, neste seu filme-testamento.

Já li o livro e vi o filme (225)


Pedro Correia,

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       O DOENTE INGLÊS (1992)

Autor: Michael Ondaatje

Realizador: Anthony Minghella (1996)

Por vezes é muito difícil escolher. É o caso. Belíssima longa-metragem (que vi primeiro), galardoada com o Óscar de melhor filme e melhor realização, exibida em Portugal sob o título – mais literal mas mais ambíguo – O Paciente Inglês. Belíssímo romance intemporal sobre o rasto de um amor devastado pela guerra.

Ja li o livro e vi o filme (224)


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     MISERY (1987)

Autor: Stephen King

Realizador: Rob Reiner (1990)

Eis um caso em que livro e filme quase se equivalem. Com ligeira vantagem para o romance, que por ter 470 páginas nos prolonga o prazer do convívio com o acidentado escritor Paul Sheldon e a sua fã número um, por acaso também sua carcereira. O filme valeu um merecidíssimo Óscar à actriz Kathy Bates.

Já li o livro e vi o filme (223)


Pedro Correia,

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      BAMBI – UMA VIDA NOS BOSQUES (1923)

Autor: Felix Salten

Realizador: David Hand (1942)

O filme produzido por Walt Disney – que tem sensibilizado gerações de crianças para a necessidade de protegermos a vida animal – tornou-se muito mais conhecido do que o livro. Mas obra literária não lhe é inferior. Um clássico para todas as idades.

Já li o livro e vi o filme (222)


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     EMMANUELLE (1959)

Autora: Emmanuelle Arsan

Realizador: Just Jaeckin (1974)

Poucos géneros cinematográficos envelheceram tão mal como o soft porno, que na década de 70 seduziu multidões. O filme é uma curiosa relíquia desse tempo em que se mitificava a liberdade sexual como prelúdio ou complemento da revolução social. Superior, ainda assim, ao livro – pedante e pretensioso, nos limites do ridículo.

Já li o livro e vi o filme (221)


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     A HORA MAIS NEGRA (2017)

Autor: Anthony McCarten

Realizador: Joe Wright (2017)

Churchill nunca foi tão bem retratado, no cinema ou na televisão, como nesta longa-metragem que valeu a Gary Oldman uma justa nomeação para Óscar de melhor actor. Um desempenho que vale por todo o filme. Falta ao competente livro-guião este suplemento de energia e autenticidade.

Já li o livro e vi o filme (220)


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     A TOUPEIRA (1974)

Autor: John Le Carré

Realizador: Tomas Alfredson (2011)

Talvez seja a definitiva obra de espionagem. Muito mais romance psicológico do que thriller, com grande parte da acção desenrolada no intelecto do protagonista – o taciturno George Smiley, figura crucial da ficção britânica. O filme esforça-se por ser fiel ao livro, embora incapaz de lhe captar muitas subtilezas.

Já li o livro e vi o filme (219)


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     PUFF E OS SEUS AMIGOS (1926)

Autor: Alan Alexander Milne

Realizadores: John Lounsbery e Wolfgang Reitherman (1977)

Um clássico da literatura infantil muito bem transposto para o grande ecrã pelas produções Walt Disney – inicialmente em filmes de curta-metragem, ainda supervisionados nos anos 60 pelo histórico patrão do estúdio, e reunidos na década seguinte numa película de longa dimensão. Gostei mais de ver do que de ler.

Já li o livro e vi o filme (217)


Pedro Correia,

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     REBECA (1938)

Autora: Daphne du Maurier

Realizador: Alfred Hitchcock (1940)

Obra-prima do romance psicológico, confrontando duas mulheres casadas com o mesmo homem: a falecida, que dá nome ao livro, e a sucessora, que nunca saberemos como se chama. Daqui nasce o primeiro filme americano de Hitchcock, galardoado em 1941 com o Óscar para melhor longa-metragem.