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ZORBA, O GREGO (1946)
Autor: Nikos Kazantzaki
Realizador: Michael Cacoyannis (1964)
A obra-prima do escritor grego cedo fascinou um vasto grupo de leitores, que se foi alargando ao ser adaptada ao cinema, naquele que foi o maior papel da carreira de Anthony Quinn. Fascinante, a cena da dança com Alan Bates numa praia de Creta ao som da partitura de Mikis Theodorakis. Cinco estrelas para livro e filme.

numa praia de Creta
Bem, aquilo que se vê na fotografia não é propriamente uma praia, mas sim um conjunto de seixos misturados com alguma areia ao pé do mar.
Para um europeu aquilo classifica-se como praia. Para um português, não.
(Note-se aliás que os dançarinos estão calçados. Quem dança calçado numa verdadeira praia?)
http://www.aprh.pt/rgci/glossario/p raia.html
Para um português não?

E para um português da Madeira?
Os portugueses da Madeira vão à praia de Porto Santo, que é excelente. Na Madeira não há praias.
Na Madeira não há praias? E eu quase jurava que tomei banho numa praia de areia natural na Ponta de S. Lourenço – mas devo estar enganada.

E também estive numa praia de seixos no Garajau, na Madeira, ou será que foi em Marte?
Há praias, sim. Belas praias. Já falei de algumas delas aqui, numa longa série que mantive no DELITO.
O filme é um Filme!
Não consegui ainda distanciar-me o suficiente para ler o livro sem ter Anthony Quinn a bailar-me nos olhos. Aguarda por um dia que chegará talvez mais tarde que cedo.
Completamente de acordo.

Pensei o mesmo durante anos. Mas afinal gostei muito do livro, tal como já tinha gostado do filme.
Acredito, mas primeiro tenho de conseguir arranjar o livro. Em contrapartida fiquei com uma enorme vontade de rever o filme…

Acredito que vá gostar muito do livro.
Mas há filmes que temos que esquecer para podermos apreciar os livros como se fosse a primeira vez.
Ou pode acontecer como com os “Orgulho e Preconceito”, da Jane Austen e da BBC: ler um dá vontade de ver o outro e vice-versa.
Às vezes acontece isso. Eu agora também acho que Claire Foy é a verdadeira Rainha de Inglaterra e que Isabel II é uma impostora.
Dá os cinco pontos ao grego Kazantzaki. Parabéns.
Mas ontem a canção grega merecia passar à final em Lisboa e não a deixaram.
Pois…
Um bom filme. Não li o livro.
Lê-se muito bem. Mas julgo que está há muito esgotado no mercado editorial português.
Só li o livro depois de ver o filme e comprar a banda sonora. Apaixonou-me.
O livro , depois de ver o filme é fantástico.
O Oscar foi para o professor Higgins. Poderia lindamente ter sido ex aequo para Anthony Quinn.
É verdade, Dulce. Foi o papel do vida do Anthony Quinn. Mais importante ainda do que os filmes que lhe valeram o dois Óscares: ‘Viva Zapata’, de Kazan, e ‘A Vida de Van Gogh’, de Minnelli.
Também não ia mal em La Strada.
Nada mal.