Impressões alemãs (20)


Cristina Torrão,

O Parque Condal de Bad Driburg

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“Bad” significa “banho”, em alemão. A preceder o nome de uma localidade, tem o significado de “termas”. Em Bad Driburg, encontra-se um lindíssimo Parque Condal, pertencente aos condes de Oeynhausen-Sierstorpff.

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Neste parque, situa-se um Hotel Spa, mas não estivemos lá hospedados e nem sequer o fotografámos. As paisagens são muito mais bonitas. E o passeio foi maravilhoso.

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Mas este parque tem outra maravilha: homenageia uma história de amor, com o Hölderlin-Hain – “o cantinho (de bosque) de Hölderlin”.

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Friedrich Hölderlin (1770 – 1843) foi um poeta alemão do Romantismo. No Verão de 1796, ele passou, em Bad Driburg, as semanas mais felizes da sua vida (nas suas próprias palavras). Nessa altura, era professor particular dos filhos de Jakob Gontard, um banqueiro de Frankfurt. Hölderlin e Susette, a esposa do banqueiro, apaixonaram-se. E, quando Susette foi com os filhos para Bad Driburg e Hölderlin os acompanhou, os dois consumaram a sua paixão e deleitaram-se com os momentos passados em liberdade, neste Parque Condal.

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Este caminho conduz à pedra de homenagem a Friedrich Hölderlin, com o seu nome e, em números romanos, 1796, o ano em que ele viveu os momentos de felicidade com Susette Gontard.

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Escusado será dizer que a história acabou mal. Dois anos mais tarde, descoberta a traição, o banqueiro expulsou o poeta de sua casa. E Susette morreria em 1802, com apenas 33 anos. Como não podia deixar de ser, também ela foi homenageada no Parque Condal de Bad Driburg, com um busto, no meio de um pequeno lago. A sua face está virada para o Hölderlin-Hain.

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Impressões alemãs (19)


Cristina Torrão,

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Rua de Paderborn, com a torre da catedral em fundo

Apesar de não pertencer às maiores cidades alemãs (cerca de 150.000 habitantes), Paderborn é sede diocesana desde o século IX e possui uma imponente catedral gótica.

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Paderborn é igualmente cidade universitária desde 1614, sendo particularmente conhecida, durante vários séculos, pela sua Faculdade de Teologia.

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Elevada a arquidiocese em 1930, Paderborn tornou-se um dos maiores centros católicos alemães, também por lá ter sido criada a Universidade Católica, em 1971.

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Não sendo das mais conhecidas a nível europeu, a catedral de Paderborn vale bem uma visita.

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Impressões alemãs (18)


Cristina Torrão,

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Altenbeken é uma pequena localidade alemã, com pouco mais de 9.000 habitantes, no concelho de Paderborn, cerca de 80 km a sudoeste de Hannover.

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Ninguém diria que esta pacífica e insignificante localidade era um importante nó ferroviário na viragem do século XIX para o XX, no boom que se seguiu ao desenvolvimento dos caminhos-de-ferro. Desses tempos, é testemunha o imponente viaduto. Inaugurado em 1853, com os seus vinte e quatro arcos e 482 metros de comprimento, é, ainda hoje, a maior ponte europeia construída em calcário.

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O viaduto de Altenbeken foi muito danificado durante os bombardeamentos dos Aliados. Reconstruído depois da guerra, continua a ser um importante ponto de passagem ferroviária, no “coração” da Alemanha.

Impressões alemãs (17)


Cristina Torrão,

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Edifício da Câmara de Comércio e Indústria de Luneburgo

Luneburgo (Lüneburg) é uma pequena cidade alemã, cerca de 50 km a sudeste de Hamburgo. Adquiriu grande importância, durante a Idade Média, por pertencer à Hansa, sobretudo, como fornecedora de sal.

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Entrada de uma farmácia, com inscrição em latim, no topo:

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Igreja Luterana de São João:

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Curiosidade: foi em Luneburgo que o chefe das SS, Heinrich Himmler,  se suicidou com uma cápsula de cianeto, enquanto prisioneiro das forças britânicas, a 23 de Maio de 1945.

Impressões alemãs (16)


Cristina Torrão,

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Em Trier (Trèves, em francês e, segundo a Wikipedia, Tréveris, em português), encontramos a Porta Nigra, erguida na cidade romana Augusta Treverorum. Ao contrário do que se possa pensar, o nome Porta Nigra não é o original, que se desconhece. Surgiu apenas na Idade Média e pensa-se que foi inspirado pelo arenito usado na construção e que escurece com o passar do tempo.

Só em 2018 se estabeleceu definitivamente que a construção da Porta Nigra se tenha iniciado no ano 170 DC. Até aí, as datações oscilavam entre os séculos II e IV. Trier, no rio Mosela, junto à fronteira com o Luxemburgo, era das mais importantes cidades romanas no actual território alemão, sendo Colónia – Köln (Colonia Claudia Ara Agrippinensium) a mais conhecida.

Na fotografia em cima, vemos a Porta Nigra a partir do centro pedonal, ou seja, do interior da Augusta Treverorum romana. Para o exterior, recorro a uma fotografia da Wikipedia:

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Do lado esquerdo, vê-se um elemento que não pertencia à construção original. Na verdade, trata-se de uma abside. A Porta Nigra foi, durante a Idade Média, transformada na igreja de São Simeão, tornando-se irreconhecível, como se comprova neste desenho de Caspar Merian (1670):

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Foi Napoleão Bonaparte quem mandou destruir a igreja, em 1804. Os trabalhos foram interrompidos em 1809 e só cerca de oito anos mais tarde, os prussianos os concluíram, de maneira a que a porta romana original ficasse de novo reconhecível.

A Porta Nigra é, desde 1986, parte do património cultural da UNESCO em Trier, cidade rica em monumentos. Um deles é o Palácio Eleitoral, assim chamado, porque, no século XVIII, serviu de residência aos arcebispos de Trier e estes faziam parte dos magnatas que elegiam o imperador do Sacro-Império Germânico.

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Pormenor da entrada do Palácio Eleitoral, estilo rococó:

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Centro pedonal de Trier:

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Impressões alemãs (13)


Cristina Torrão,

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Extensão de vinhas, no vale do rio Mosela

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Reconstrução de um lagar romano, na pequena localidade de Noviand

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Uma tradição com dois mil anos. A reconstrução do lagar foi feita a partir das ruínas datadas do século II, o lagar mais velho conhecido na Alemanha

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Museu do Vinho em Bernkastel-Kues

Impressões alemãs (12)


Cristina Torrão,

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Cidade de Bernkastel-Kues, em ambas as margens do rio Mosela. No lado direito, as vinhas, na encosta virada a sul

O vinho alemão é naturalmente diferente do português, ou dos países do Sul. O vinho tinto não tem um sabor tão intenso e, para nós, mais difícil de apreciar, embora seja bom para acompanhar certos pratos, nomeadamente, de carne de aves. Já os vinhos brancos são excelentes! Há-os de várias qualidades, desde os secos aos adocicados. Devem beber-se bem frescos.

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Vinhas de Bernkastel-Kues

 

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A pequena localidade de Maring, na foz do rio Lieser, afluente do Mosela, e onde também se faz muito vinho

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As vinhas de Maring, com vista para o Mosela

Impressões alemãs (11)


Cristina Torrão,

O vale do rio Mosela

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O rio Mosela (em francês Moselle, em luxemburguês Musel e em alemão Mosel ) é um afluente do Reno. Nasce em França, na região da Lorena. Ao deixar este país, forma a fronteira entre o Luxemburgo e a Alemanha até chegar à cidade de Trier (ou Tréveris) e desagua no Reno, em Coblença (Koblenz).

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O vale do rio Mosela, uma zona onde se produz muito vinho, vai acompanhar-nos nos próximos postais. Sim, são vinhas, o que vêem nas fotografias. A produção de vinho nesta zona da Alemanha é uma tradição que remonta ao tempo do Império Romano.

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Impressões alemãs (9)


Cristina Torrão,

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Pormenor do Lago Constança, no Inverno, fotografado a partir da cidade que lhe deu o nome. Ao fundo, vê-se uma curiosa estátua, situada no pontão que ladeia a entrada no porto dos ferry-boats.

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Chama-se Imperia e assenta sobre uma placa giratória, que completa uma volta a cada quatro minutos. Saúda os ferry-boats que entram em Constança desde 1993 e o seu escultor, Peter Lenk, inspirou-se num conto de Balzac, intitulado La belle Impéria, passado durante o Concílio de Constança no século XV (1414-18).

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Nesse conto satírico, Impéria, amante de cardeais, príncipes e outros clérigos e nobres, dona dos seus segredos, torna-se na figura mais poderosa do concílio. Nas mãos da estátua, vêem-se duas figuras ridicularizadas. Na mão direita, o imperador do Sacro-Império germânico; na esquerda, o papa, com a sua tiara.

 

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Atravessando o Lago Constança, de ferry, entre Meersburg e Constança. Na mão, só tenho a minha saudosa cadelinha Lucy.

Impressões alemãs (8)


Cristina Torrão,

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Estátua de homenagem a Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin (conde de Zepellin), na cidade de Friedrichshafen. Todos sabemos que ele foi o inventor do dirigível, embora seja mais correcto (passe a expressão) dizer que, como fundador da empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, desenvolveu uma aeronave a partir de algumas ideias já existentes (em alemão, dirigível chama-se mesmo Zepellin).

O conde de Zepellin era natural da cidade de Constança e, depois de se aposentar do exército (onde atingiu o posto de brigadeiro-general), sediou-se em Friedrichshafen (também junto ao lago), lá fundando a sua empresa. Embora o dirigível não tivesse grande futuro, pois inflamava com facilidade, representou um grande avanço na aeronáutica. Em Friedrichshafen, esta aeronave é omnipresente. Lá se situa o Museu Zepellin e réplicas do dirigível (algumas com capacidade para voar, outras tipo brinquedo) animam os turistas, no Verão.

 

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Esplanada em Friedrichshafen, no Verão

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Friedrichshafen é também a cidade onde se pode apanhar o ferry-boat para a localidade suíça de Romanshorn, atravessando o Lago Constança

Impressões alemãs (6)


Cristina Torrão,

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Par de namorados em Constança. Pelos vistos, não notaram que foram fotografados, nem parecem ter frio. Foi na semana entre o Natal e o Ano Novo, a temperatura andava pelos zero graus. Espero que não fiquem zangados se derem com a fotografia, aliás, já antiga.

© 2009 Horst Neumann

FELIZ ANO NOVO!

Impressões alemãs (3)


Cristina Torrão,

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Estacionamento de bicicletas, em Constança, a cidade que deu o nome ao lago de fronteira entre a Alemanha, a Suíça e a Áustria (na Alemanha, o lago chama-se Bodensee).

© 2004 Horst Neumann

 

Constança tem cerca de 85.000 habitantes; Berlim tem quase 3.800.000.

É verdade, em Lisboa inteira vê-se menos ciclistas ao longo de um dia inteiro do que num qualquer cruzamento de Kreuzberg em Berlim. Mas a rede de transportes públicos é péssima. E as pessoas, por defeito, não conhecem alternativas a levar os filhos de carro até ao portão das escolas, públicas ou privadas.

Miguel Szymanski (excerto de crónica no PT-Post, jornal português na Alemanha, nº328, Outubro 2021)

Mas também há bons exemplos em Portugal:

“Não são fotos da Holanda, são da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, onde cerca de 50% dos alunos vão de bicicleta para a escola. Um início forte do projeto BikeUp, promoção para o empreendedorismo”. É assim que uma publicação divulgada a 23 de Novembro, no Facebook, dá conta da grande aposta de uma escola portuguesa no que respeita à utilização de bicicleta por parte dos alunos.

Na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré há 600 lugares para bicicletas e, todos os dias, cerca de 350 a 400 lugares ficam preenchidos pelos transportes de alunos, professores e funcionários, tal como comprovam as fotografias remetidas por António Rodrigues.

Os meus Parabéns ao responsável por este projecto, António Rodrigues!

 

Nota: a fotografia publicada não foi tirada numa escola, mas no centro da cidade de Constança.

Impressões alemãs (2)


Cristina Torrão,

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Castelo de Eltz, no vale do riacho Elz, perto da cidade de Koblenz, Estado da Renânia-Palatinado. Eltz é o nome da família, a quem o castelo pertence há vários séculos. Elz é um riacho com cerca de 60 km de comprimento, afluente do rio Mosela.

Calcula-se que a origem do castelo de Eltz se situe no século XII (não com o aspecto de hoje, fruto de várias modificações ao longo dos séculos, aliás como é habitual).

© 2004 Horst Neumann