Impressões alemãs (5)


Cristina Torrão,

2009-12-27 Ravensburg 16.JPG

Presépio em Ravensburg, pequena cidade alemã, perto do Lago Constança

Fotos © 2009 Horst Neumann

2009-12-27 Ravensburg 13.JPG

FELIZ NATAL!

20 comentários em “Impressões alemãs (5)”

  1. ainda não havia 2 progenitores do mesmo género

    tudo de bom para Si e o melhor Natal possível graças aos fabulosos dirigentes que temos de suportar

      1. “Deus não tem género” Não sabia. Será trans? Já li numa parede “Deus é gay”. E os santos? E anjos? Neste caso acho que é muito complicado pois a discussão já dura há séculos e ainda não se chegou a uma conclusão.

      1. Nenhum seria afro afro — só um, Balthasar, era Mouro ou da Arábia, da região que será hoje o Iémen ou Omã, portanto seria de tez escura com certeza mas não necessariamente “negro” tal como é entendido hoje, dos que jogam basquetebol e fazem rap.

        Hoje em dia, há traços mais afro no Iémen todavia, dada a expansão dos africanos centrais e ocidentais, mas a maior parte da população tem traços árabes. Por isso seria errado também, pôr ali um gajo com ar de mano da Amadora, só para agradar ao BE dos Teutões (não sei qual é o partido correspondente)

        1. Pôr um Rei Mago negro tem grande tradição nos presépios alemães, por isso, surpreende-me um pouco que isso aqui não aconteça (por acaso, ainda não tinha notado esse pormenor, até o V. comentar).

          Quanto ao BE de cá, é difícil fazer um paralelo, porque a mentalidade portuguesa é, digamos, mais conservadora, de uma maneira geral, do que a alemã. Os alemães são tradicionalistas, mas não tão conservadores (há uma diferença). Há aqui um partido, “die Linke” (“a esquerda”), um pouco herdeiro da antiga RDA, que se pode comparar ao BE. Mas eles estão longe de ser os únicos a ter questões relacionadas com o racismo na sua agenda. Todos os partidos, na Alemanha, têm, neste aspecto, uma posição parecida com o BE daí (que tortura lhe seria viver aqui, caro V.). Este é um assunto muito sensível, neste país, é como se a Alemanha sentisse constantemente necessidade de provar qualquer coisa ao resto do mundo.
          Todos? Bem, todos, não. O único partido que reage de maneira diferente é o AfD, conotado com a extrema-direita e com simpatizantes do nazismo entre os seus dirigentes e votantes.

          1. A culpa sobre determinadas brutalidades da 2ª GG é uma coisa que tanto quanto sei os Alemães arrastam há muito tempo. Não foram os únicos a cometer brutalidades, mas a eficiência alemã deu-lhes contornos bastante sinistros. Seja como for, essas coisas foram multiplicada mil vezes pela produção cultural dos vencedores e imagino que —tal como aconteceu com a disseminação dos “assuntos marxistas” para os programas escolares e que transformou as escolas em madrassas de rectidão do pensamento— tudo tenha passado de uma culpa concreta e específica para um discurso social, ou seja, transformou-se em social currency que estabelece sociabilidades, dinâmicas, empregos e, no limite, até riqueza.

            Não me custaria nada viver na Alemanha, porque admiro o culto dos jardins, das árvores, das casas bem feitas e das boas edições de livros, para além da potência artística que germina há muito tempo na Alemanha, apesar da política. Numa situação de conforto “técnico”, a política seria sempre para mim uma coisa residual. O esquerdismo e a amabilidade universal provêm, aliás, desse conforto. Só gente confortável se pode dar ao luxo de ser simpática. O reaccionarismo vem do pólo oposto, do desconforto E os Alemães com certeza não se esqueceram disto, apesar de tudo.

  2. Um Presépio muito mal feito e de gosto duvidoso, que não se enquadra na qualidade artística e cultural Alemã; alguém deve se ter governado.

    Felizmente na Federação da Rússia (FR) – o maior país da Europa – celebra-se o Natal e o nascimento de Jesus, com beleza, arte, e humanidade:

    https://www.youtube.com/watch?v=wvO_jk21VTw

    A Federação da Rússia (FR) será o baluarte que salvará a Civilização Europeia de se extinguir.

  3. Ravensburg recorda-me sempre a extraordinária palestra de Bento XVI, ignorada na sua genialidade mas duramente criticada pelo pormenor da citação anti-islâmica do imperador Manuel de Constantinopla.

    Não consigo perceber se aquilo cortado no presépio à esquerda será uma vaca mas, se não é, faz-me sempre falta no presépio. Fui aluno de jesuítas e, entre outras, contava-se que numa discussão teológica entre um dominicano e um jesuíta este último perguntou quais a primeiras palavras de Jesus. O dominicano respondeu: é fácil. Jesus abriu os olhos, olhou à esquerda e viu uma vaca, olhou à direita e viu um burro, e perguntou: É isto a companhia de Jesus?

    1. A fotografia foi tirada em 2009 e eu já não me lembro bem, mas parece-me que os únicos animais são a ovelha e o cabrito que o pastor tem nos braços. O espaço onde o presépio se encontrava era comprido, mas estreito, não sei se foi por causa disso.

  4. net
    « Se você está no Lago Constança e quer experimentar esta parte da história revivida você deve ir para Zeppelin Hangar em Friedrichshafen. De lá você pode tomar 30 – 45 minutos de vôo a bordo de Zeppelin acima do lago e belos Alpes. A baixa altitude de cruzeiro de cerca de 300 metros permite-lhe desfrutar de vistas incríveis. Há doze rotas em torno do Lago Constança. Há também a possibilidade de se casar em um Zeppelin por uma quantia certa

    1. Caro alain bick, estou muito longe do Lago Constança (cerca de 800 km), mas fizemos lá férias algumas vezes entre 2007 e 2010. Também estivemos em Friedrichshafen. Em Janeiro, está programado aparecer aqui um post alusivo a essa cidade e ao Zeppelin. Mas não voei, não gosto muito de voar. E casar não está nos meus planos. Estou casada há 29 anos, acho que vou ficar por aqui.

      Espero que esteja a passar um bom Natal.
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