
Pormenor do Lago Constança, no Inverno, fotografado a partir da cidade que lhe deu o nome. Ao fundo, vê-se uma curiosa estátua, situada no pontão que ladeia a entrada no porto dos ferry-boats.

Chama-se Imperia e assenta sobre uma placa giratória, que completa uma volta a cada quatro minutos. Saúda os ferry-boats que entram em Constança desde 1993 e o seu escultor, Peter Lenk, inspirou-se num conto de Balzac, intitulado La belle Impéria, passado durante o Concílio de Constança no século XV (1414-18).

Nesse conto satírico, Impéria, amante de cardeais, príncipes e outros clérigos e nobres, dona dos seus segredos, torna-se na figura mais poderosa do concílio. Nas mãos da estátua, vêem-se duas figuras ridicularizadas. Na mão direita, o imperador do Sacro-Império germânico; na esquerda, o papa, com a sua tiara.

Atravessando o Lago Constança, de ferry, entre Meersburg e Constança. Na mão, só tenho a minha saudosa cadelinha Lucy.

Uma boa recordação dessas paragens!
um Amigo dizia a brincar que o anel dos Nibelungos foi oferecido à Lorelei
A participação portuguesa neste Concílio apenas se verificou a 1 de Julho de 1416, oads/4,1,2014/14franklin.pdf
quando já tinham decorrido quase dois anos de discussões em torno da abdicação dos três
papas e das querelas religiosas representadas particularmente pelos hussitas»
istoria.uff.br/revistaplethos/nova/downl
“A delegação de Portugal chegou hoje à Constança:
dois fidalgos, dois doutores, uma quarentena de
cavaleiros, mas nenhum eclesiástico. Houve festa,
tanto mais que até estes últimos tempos Portugal
tinha pretendido permanecer fiel ao papa João
XXIII. (NASCIMENTO, 1977, LA, 327)”
Obrigada pelas suas notas. Confesso a minha ignorância sobre esse Concílio, só sei que existiu.
Preciosos postais, Cristina. Seu património pessoal e também, agora, património do DELITO. Grato pela partilha.
Eu é que agradeço, Pedro.