Sabia que… (11)


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… o Centro de Conferências RBS Williams F1, construído numa vasta propriedade em Grove, Oxfordshire (Inglaterra), a meio caminho entre Londres e Birmingham, tem uma exposição permanente de Fórmula 1? Pois tem: além das possibilidades que uma estrutura desta natureza sugere, tem vários bólidos de Grande Prémio das mais de três décadas do Team Williams, fundado em 1977 por Sir Frank Williams and Patrick Head.

 

Até tem mais: tem um restaurante-buffet e um anfiteatro que se chamam "Estoril", a lembrar os tempos em que o velho autódromo português ainda não tinha sido desleixado.

No relvado junto à entrada do Centro de Conferências, o corte dos arbustos não podia ser mais sugestivo. Por ali, parece que até o jardineiro é especial de corrida.

Contrastes


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O Chevrolet Bel Air de 1957 que está no topo é um carro normal que tem pouco de normal: enorme, luxuoso e gastador, como todos os carros norte-americanos do tempo do Elvis (e não só).

Já o carro idêntico que se segue não é normal e tem tudo para ser normal: só um europeu é que o acharia anormal. Contrastes do sonho americano que tantas vezes é um pesadelo para o mundo.

É fazer as contas (5)


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Madonna Louise Ciccone nasceu em Bay City, Michigan (EUA), a 16 de Agosto de 1958 (às 7 horas e 5, se querem saber), filha de Silvio Ciccone, descendente de italianos e designer na Chrysler/General Motors, e de Madonna Louise Fortin, descendente de uma família franco-canadiana. Em pequena chamavam-lhe Little Nonni, para não se confundir com a mãe, que perdeu a 1 de Dezembro de 1962, tinha esta 30 anos, e o pai voltou a casar pouco tempo depois.

Antes de 1976 ainda estudava dança e após 1976 passou a integrar o grupo musical pop Breakfast Club, a que se seguiu o grupo Emmy. O primeiro álbum por conta própria, auto-intitulado Madonna, foi em 1983, com 25 anos.

Que idade é que ela tinha aqui? É fazer as contas, o que parece muito fácil. Só que eu embirrei sempre com a Madonna e não digo se a foto foi tirada antes ou depois das 7 horas e 5 de 16 de Agosto.

Duas iniciativas


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Acabo de saber que o social-democrata Morais Sarmento se manifestou hoje muito crítico perante a escolha de Vítor Constâncio para o Banco Central Europeu.

Presumo que Sarmento tenha chegado de uma ausência prolongada, mas que não há-de impedi-lo de tomar duas iniciativas: primeira, ir à Europa explicar isso mesmo; segunda (esta é um favor), arranjar qualquer coisa por lá que sirva para Constâncio partir.

Milhões codificados


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O EIA concluiu que o NAL terá de custar mais uns 130/150 milhões de euros, mas nada que a AAE não possa resolver. A NAER diz mesmo que o facto não é um obstáculo.

 

Descodificação (por ordem de entrada em cena):

→ EIA = Estudo de Impacto Ambiental;

→ NAL = Novo Aeroporto de Lisboa;

→ AAE = Avaliação Ambiental Estratégica;

→ NAER = Não Adivinho e Estou Raivoso (isto é, não sei e tenho raiva a quem souber).

 

O aspecto positivo: saber-se que o projecto está congelado.

O aspecto negativo: não se saber quanto estamos a dar pelo estudo «efectuado por uma equipa constituída por 75 técnicos de várias especialidades» durante não-se-sabe-quanto-tempo.

É fazer as contas (4)


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Elton Hercules John nasceu perto de Londres, em Pinner, na região de Middlesex (Middlesex não é piada) a 25 de Março de 1947 e recebeu o nome de Reginald Kenneth Dwight. Começou cedo a perder o cabelo. Vi-o actuar ao vivo no primeiro Festival de Vilar de Mouros, em Julho de 1971, tinha ele 24 anos.

Nessa altura ainda tinha mais cabelo do que aqui, mas aparecia sempre de calções com peitilho. Já era Elton John e era assim mesmo que se chamava o único álbum que tinha lançado, com enorme e merecido sucesso. Porém, a alteração formalmente registada do nome só se deu em 1972.

Entre 1979 e 1989, o padrinho de Sean Ono Lennon (o filho de Yoko e John Lennon) não apareceu em público, salvo raras excepções por ocasiões especiais. Em que ano ou que idade teria Sir Elton nesta foto que fui buscar ao baú? É fazer as contas. Algum palpite?

Política de galinheiro


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Quando alguém se atreve a criticar o que o chefe diz ou faz, há um costume muito curioso: saltam logo as galinhas a cacarejar "ó-da-guarda", "aqui-d’el-rei". Trata-se daquilo a que muitos chamam "política de galinheiro". Eu prefiro chamar-lhe "política de aviário", que é onde as galinhas acabam por nunca ficar muito tempo.

Em Portugal é que esse costume não anda a atravessar os seus melhores dias. Talvez porque há cada vez mais pintos do que galinhas nos poleiros. É só a gente bater-lhes o pé que eles saltam logo para debaixo das asas do galo.

É fazer as contas (3)


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Nesta foto saída do baú, Liza está indiscutivelmente jovem e Judy tem o aspecto fresco que conservou até à morte prematura, aos 47 anos.

Liza nasceu em Hollywood a 12 de Março de 1946, filha de Judy Garland (1922–1969) e do realizador Vincente Minnelli (1903–1986). Era o segundo dos cinco casamentos dela e o primeiro dos cinco casamentos dele, relação que durou de 1945 a 1951.

Ambas fizeram carreira como cantoras e actrizes. Até hoje, Liza casou-se e divorciou-se quatro vezes. O seu primeiro casamento foi em 1967, aos 21 anos, com o australiano Peter Allen.

Quanto a mim, Liza está aqui com ar de solteira. Ora, Judy morreu em 1969 e o primeiro casamento de Liza durou até 1974, pelo que o momento retratado deve ser anterior a 1967. Além disso, mãe e filha juntaram-se para um espectáculo memorável no Palladium de Londres, que foi filmado pela britânica ITV, em 1964.

Por isso. aposto em 1964. Estavam ambas em Londres, Liza com 18 anos e Judy com 42. É fazer as contas. Concordam?

A tragédia de ontem…


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… vista e divulgada por algumas agências noticiosas internacionais: quatro imagens da Reuters, duas da Associated Press e duas da Environmental Protection Agency (EPA).

Um registo que impressiona e nos toca. Mesmo aqueles que não têm a sorte de conhecer a belíssima ilha.

Liverpool & Beatlemania (12)


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Esta foto de 1957 deve ser pouco mais do que desconhecida e foi tirada em finais do ano, seguramente. Vejamos. John e Paul conheceram-se no Verão desse ano (a 6 de Julho, um sábado), ainda John fazia parte do sexteto The Quarrymen (v. Liverpool & Beatlemania – 6), que Paul começou a acompanhar (na foto a preto-e-branco, os Quarrymen na tarde desse sábado em que os dois foram apresentados, durante a festa ao ar livre do centro social da Igreja de S. Pedro).

George tinha conseguido comprar a sua primeira guitarra em 1954 e acabara de conhecer Paul no Liverpool Institute High School for Boys (uma escola comercial e industrial que veio a incorporar o ensino musical e passou a ser escola de artes, na foto abaixo). Embora um ano mais novo, George ligou-se a Paul pelo manifesto gosto de ambos em tocar guitarra. Curiosamente, também os dois eram católicos, ao contrário da maioria.

Em 1957, depois de conhecer John e de começar a acompanhar os Quarrymen, Paul falou a John em George, contando-lhe que este tocava muito bem. Sugeriu que George podia acompanhá-los e apresentou-os, mas John disse-lhe que o achava muito novo para se juntar a eles. Ainda assim, Paul insistiu, John percebeu que George tinha qualidade e este acabou por tocar com eles, o que levou ao abandono do elemento que fazia o mesmo lugar no grupo e que não tinha sido avisado antes.

Já em 1960, depois de várias alterações no grupo e de terem adoptado outros tantos nomes, assentam como The Beatles, mas ainda um quinteto. As pequenas diferenças de idade que são notórias na adolescência tinham-se esbatido e George já está de-pedra-e-cal com John e Paul, além de Pete Best na bateria e de Stuart Sutcliffe, o viola-baixo que os acompanhou pouco mais de um ano até sair em 1961 para se dedicar à pintura.

Nesse mesmo ano de 1961, Pete teve de ser substituído algumas vezes e a escolha recaiu em Ringo Starr. Finalmente, em 1962, as dificuldades observadas em Pete durante as gravações e a sua pouca disponibilidade para deslocações levaram à substituição definitiva por Ringo. Estava por fim encontrada a formação dos Beatles.

Por isso, em 1957, aquela foto (no topo) ainda estava longe de contemplar Ringo. Mas este apontamento pode ser fechado com outra foto dos Fab Four não mais conhecida do que aquela do trio pré-Ringo. É muito possível que esta seja de 1962.

O jornalismo plural e o abrantino


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A mesma realidade pode ser vista por uns assim  e pode ser dada por outros assim ou assim . Vem depois um que a comenta assim ou assim , enquanto outros decidem opinar assim , assim  e assim . Na televisão é entendida assim  e na rádio é observada assim . Os Abrantes lançam depois a coisa assim para ver se cola e há blogues que a analisam assim  sem querer saber dos Abrantes.

Isto não invalida que uma boa  escuta se faça assim  e não com modernices assim .

Ora bem


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«Há golden shares do Governo em todas as grandes empresas e há golden shares dessas empresas no Governo.»

(Fernando Rosas sobre promiscuidade na política, no "Frente-a-frente" do Jornal das 9, SIC-Notícias)

Crime e nostalgia


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I — Chicago e o gangster

Esta excelente fotografia data de 1 de Setembro de 1900. É uma Chicago com o seu quê de nostálgico (junto ao cruzamento da Avenida Wabash com a Rua Adams, para quem conhece).

Nessa altura, Alphonse Gabriel Capone – Al Capone – ainda andava ao colo: não tinha completado dois anos e morava com os pais na sua Brooklyn natal.

Mais tarde, já em Chicago, Al Capone viria a estabelecer o seu ‘quartel-general’ no Lexington Hotel (aqui fotografado no início dos anos 90), então mais conhecido como o "castelo de Capone". Infelizmente, o edifício foi demolido em 1995.

Al Capone foi alvo de diversos gangs rivais, um dos quais ‘limpou’ a sua tropa de guarda-costas e não acabou com ele por pouco, em 1926. Reforçada a sua segurança pessoal, Al decidiu ter um carro blindado e com vidros e pneus à prova de bala. A escolha recaiu num Cadillac 341A Town Sedan, de 1928, o qual seria penhorado pela Fazenda Pública quando ele foi preso por fuga aos impostos e diversas irregularidades, três ou quatro anos mais tarde.

Esse automóvel ia entrar para a História dos EUA.

 

II — Roosevelt e o Cadillac

Tinham passado cerca de dez anos e Al Capone acabava de ser transferido para Alcatraz.

No dia 7 de Dezembro de 1941, poucas horas depois do ataque a Pearl Harbor, os serviços secretos norte-americanos sentiam-se impotentes perante o sarilho em que acabavam de ser metidos: no dia seguinte, Franklin D. Roosevelt ia fazer ao Congresso o discurso de indignação perante a traiçoeira e mortal investida japonesa («a date which will live in infamy») e, embora o percurso entre a Casa Branca e o Capitólio fosse curto, os agentes não sabiam como transportar o presidente com a segurança máxima que era requerida.

A Casa Branca tinha uma limousine especialmente construída para o presidente, regularmente utilizada, mas não era à prova de bala e estava fora de alcance arranjar um carro blindado de um dia para o outro, menos ainda ao custo contido que o governo impusera para a compra das viaturas oficiais. O discurso estava marcado para o meio-dia e não restavam muitas horas. Foi quando um dos agentes teve a ideia: havia um Cadillac apreendido há uns anos que era blindado e à prova de bala, guardado num parque do Tesouro Nacional.

Pintado de verde e preto para se parecer com os carros da Polícia de Chicago à época, com uma sirene especial e luzes intermitentes escondidas no interior da grelha, levou um rádio-comunicador das forças policiais, foi todo limpo e passou a noite em testes para assegurar que tudo correria bem.

Correu tudo bem. Quando um repórter disse depois ao presidente de onde tinha saído o carro, Roosevelt comentou: «I hope Mr. Capone won’t mind.»

O histórico Cadillac de 1928 do famoso gangster continua de boa saúde e recomenda-se: foi vendido em leilão para integrar uma nova colecção ainda há menos de quatro anos.

Se limpar o nariz não conduza


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Dá cá 60 euros. Foi recentemente, na VCI (Porto), segundo esta notícia relata. É melhor esquecer também aquele velho hábito de levar a mão à frente da boca e nariz quando se espirra. Se circular numa autoestrada e fizer muita questão de usar a mão para tapar a boca e nariz, por o seu carro não ter limpa-vidros do lado de dentro, procure a saída ou o posto de gasolina mais próximo, encoste o carro e espirre então em segurança.

Quando se encosta o carro para abastecer o depósito, aconselha-se que aproveite para limpar o nariz, coçar a orelha, puxar o cabelo para trás, secar a saliva no canto da boca e tirar o insecto que entrou no olho.

O único inconveniente que se tem encontrado é o do car-jacking. Os meliantes andam agora atentos aos condutores constipados ou alérgicos aos fenos, esperam que eles encostem para espirrar e assoar o nariz… e zás!…

 

P.S. (salvo seja!) — O recorte de jornal foi enviado pelo nosso comentador habitual Luís Reis Figueira.

É fazer as contas (2)


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Outra imagem saída do baú. Cherilyn Sarkisian e Salvatore Bono conheceram-se em finais de 1962, tinha ela 16 anos e ele 27. Ficaram amigos e casaram em 1964. O sucesso do duo Sonny & Cher acompanhou o casamento, que durou até 1972 (o divórcio foi concluído três anos depois), e prolongou-se em vários shows posteriores.

Ficaram amigos. Cher continou a carreira de cantora e actriz. Sonny prosseguiu a produção musical e a vida de actor, mas acabou por entrar na política e chegou a ser eleito para o Congresso como representante da Califórnia.

Seriamente ferido quando esquiava e foi de encontro a uma árvore, Bono morreu a 5 de Janeiro de 1998. Cher esteve no funeral e dedicou-lhe a composição Believe, que lançou no ano seguinte.

Quanto a Bob Dylan (Robert Allen Zimmerman de seu nome), nasceu em 1941. Aí pela primeira metade da década de 60, não tinha muito mais de 20 anos. É fazer as contas, porque a foto data forçosamente dessa época.

É fazer as contas (1)


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Esta imagem saiu do baú. É fazer as contas. Clint Eastwood (o de meias brancas…) casou com a modelo Maggie Johnson perto do Natal de 1953. Separaram-se em meados dos anos 70, Maggie requereu a separação em 1978 e o divórcio foi concluído em 1984.

Durante o casamento (ainda nos idos de 60), Clint teve um affair prolongado. Depois do casamento, Clint teve um vê-se-te-avias imparável. Estacionou em 1996 com Dina Ruiz, 35 anos mais nova. Até ver. Entre estações e apeadeiros, tem contribuído fortemente para duas causas: para a qualidade do cinema norte-americano e para os índices mundiais sobre a natalidade.

Carnaval ignorado (2)


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O Mardi Gras é outra festa carnavalesca secular e outro cartaz mundialmente reconhecido. Nasceu em Nova Orleães e corre o Estado de Luisiana: pode ocorrer em qualquer altura do ano, mas é tradicional dar-lhe especial relevo durante o mês que culmina na "terça-feira gorda" (do francês mardi gras). O costume foi introduzido pelos franceses, os primeiros colonizadores da região no século XVII.

Entre o imenso colorido sobressaem o dourado, que significa poder, o verde, que significa fé, e o roxo, que significa justiça. Os inevitáveis cortejos são muitas vezes acompanhados pelas igualmente inevitáveis bandas de sopro características da comunidade negra.

As paradas, com muitas máscaras de gesso e todo o tipo de trajes, incluem símbolos muito específicos, como a flor-de-lis e os colares de contas. Estes, das mais diversas cores e tamanhos, atraem toda a gente, que os oferece e recebe para logo serem colocados ao pescoço.

As continhas de cores podem ter um efeito mágico: muitas vezes, quem as oferece pode ter direito a ver o peito (ou até o rabo) de quem recebe. Aconselha-se, é claro, alguma prática de avaliação prévia, porque a experiência pode ser traumática. Excepto se for pura perversidade: é Mardi Gras, ninguém leva a mal!

Eis mais um vibrante Carnaval famoso, mas ignorado por cá, neste país do Entrudo violado pelo samba tiritado ao ritmo da chuva e onde não faltam estádios prontinhos para virar sambódromos, que para mais nada têm servido…