O bolo de casamento aqui sugerido é inspirado no arco-íris. Uma proposta que obedece aos limites (ou falta deles) consagrados na legislação em vigor sobre enlaces e afins.
Agosto casamenteiro (3)
jmmcc,
Tão amigos que nós éramos. «Navio-escola “Sagres” impedido de atracar em Macau». Um caso com ecos noticiosos hoje por todo o lado e em que a diplomacia ficou à margem dos laços históricos. Ou vice-versa.
Parece-me que o caso foi lançado há dois dias na blogosfera. Ou me engano muito ou teve início aqui, pelo sempre atento João Severino. Os blogues vão dando cartas. Em matéria de jornalismo informativo também.
Este post da nossa Ana Margarida veio lembrar-me que o mês de Agosto é vulgarmente propício a casamentos. Com a emigração de novo a crescer, crescem também os enlaces que aproveitam a reunião da família e amigos para dar pompa ao acto e circunstância ao copo d’água (a água, no caso, é uma das melhores e mais antigas metáforas portuguesas). Assim — e porque a escolha do bolo dos noivos é sempre um quebra-cabeças — nesta segunda metade de Agosto deixarei aqui algumas ideias sugestivas. Espero que sejam felizes.
Estes dois bolos de casamento traduzem fortemente os votos trocados na igreja: «até que a morte nos separe». Ou nem isso.

Debalde a oposição e os portugueses cada vez mais esqueléticos quiseram que o governo explicasse o aumento da despesa pública no primeiro semestre deste ano face a 2009. Por muitos e bons motivos que houvesse, ficámos com a única explicação dada pelo ministro das Finanças a ecoar nos ouvidos: que ainda não tinham sido aplicadas as medidas de austeridade. Teixeira dos Santos tem razão: ninguém adivinhava que era preciso poupar. Estamos bem entregues, lá isso estamos.
O Sapo pediu a Rita Ferro para escolher cinco blogues a destacar. A escritora escolheu seis. Lá está o DELITO DE OPINIÃO à cabeça. Bem acompanhado, por sinal. Cá em casa ficamos gratos pela preferência.
Estão por cima dos dispositivos de Protecção Civil? Estão com o sistema de Protecção da Floresta a seu cargo? Estão de férias? Estão onde?
Já alguém os viu ser incomodados pelos fogos ou pelas condições das florestas? Quando é que acabam os chamados Governos Civis?
… a sinalização horizontal pode reduzir a estilhaços a vida de um professor? É que pode mesmo. O director da Southern Guilford High School na Carolina do Norte (EUA) confirmou o trabalho da empresa Traffic Markings, encarregada de pintar no novo asfalto o aviso de escola próxima: shcool!
Não é um caso isolado. Já no ano passado, uma equipa de Miami, face a uma situação idêntica, pintou no piso uma variante da mesma informação: scohol.
O ensino em Portugal está a aproximar-se a olhos vistos do que se passa nos EUA. Em breve, os nossos alunos saberão escrever escorreitamente excola.
… esta insólita carrinha Rolls-Royce foi recentemente vendida como peça de museu na região francesa de Champagne-Ardenne? Foi mesmo. Trata-se de um Rolls Royce Silver Shadow II Sedan de 1979, transformado em Silver Shadow Van para poder fazer um serviço comercial muito exclusivo: em 1984, a casa Champagne Krug, em Reims, da Moët Hennessy (divisão de vinhos do grupo Louis Vuitton) fazia as entregas dos seus caríssimos vinhos de topo neste RR.
… ninguém sabe quantas Fundações há em Portugal? Não sabia, não sabe e ninguém desconfia. Nem a Inspecção-Geral de Finanças, nem o Centro Português de Fundações. Ninguém.
No ano passado, a Inspecção-Geral de Finanças (sob alçada do ministro Teixeira dos Santos) ainda identificou 306 Fundações de utilidade pública, que tinham recebido verbas no montante global de 166,5 milhões de euros do Estado durante o biénio de 2007/2008. Mas o levantamento foi logo considerado inútil: o número de Fundações pecou por defeito, as verbas somadas recebidas do Estado eram muito aquém da realidade e os benefícios fiscais de que elas usufruem não foram contabilizados. Em suma: sobre Fundações nacionais, ninguém consegue contá-las e muito menos consegue controlá-las.
Apenas a Presidência do Conselho de Ministros garante que sabe quantas são, mas recusa-se a dizê-lo. Faz caixinha. Inexplicavelmente. Ou está a brincar com coisas sérias, ou também não sabe e está a fingir que sabe mais do que os outros. Lembram-se do nado-morto que foi aquela Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária que Armando Vara quis criar há uns anitos num passe de mágica? Pois é: às tantas foi mesmo criada e ninguém sabe onde ela pára. Para já, que tal substituir o Conselho de Ministros por uma Fundação para a Administração e Gestão Republicana?
Há tempos que a PJ faz formação em investigação das causas criminosas dos incêndios florestais — em especial, de interesse económico e aproveitamento de madeiras ao desbarato — sem detectar um único caso. Todos os anos os governos anunciam sucessivamente o reforço dos meios de combate aos incêndios e até arrepia pensar quanto custa esse reforço e esse combate. Promovem-se campanhas e estipulam-se multas para os proprietários de florestas e terras arborizadas que não cuidem da limpeza. No fim, em cada situação de fogo, aparecem sempre pessoas a apontar a atenção que deram às suas terras e que são vítimas dos dramas por uma única razão: são pessoas cujo azar é possuírem bens (imóveis e móveis) envolvidos por florestas e baldios do Estado que as autoridades públicas simplesmente ignoraram.
Limpar florestas e desmatar silvados? Isso é para os privados. Gastar em formação e investir em dispositivos? A gente paga. Somam-se os prejuízos e ficamos mais pobres? Paciência. O Estado é pessoa de bem? Claro. As autoridades só servem para cobrar? Assim parece.
Não me cheira bem a visita do presidente da Guiné-Bissau ao Irão. Nem me cheira bem que a CPLP se arrisque a cair no descrédito internacional quando for tarde para ver uma estação de balística de longo alcance iraniana nos Bijagós para actuar no Atlântico, ou algo do género.
Devo ser eu a sonhar, claro, e espero estar enganado. Mas lá que não gosto do cheiro, não gosto. Nem sequer gosto da possibilidade de o Irão ajudar “desinteressadamente” a Guiné-Bissau. Não fica tudo muito malcheiroso?
Ainda hoje é domingo e esta mulher (como muitas outras) já está na fila à porta da ERC, para satisfação de Azeredo Lopes.
Amanhã, tudo indica que o presidente da ERC vai sentir-se um homem realizado, depois de seleccionar as candidatas ao quadro da respeitadíssima instituição que ele lidera com assinalável bom-senso.
Finalmente, estarão reunidas as condições que faltavam à ERC.
Os incêndios sazonais deixam sempre o ministro Rui Pereira sem palavras. Este ano, como no passado, bastou ele falar na maior eficácia das medidas anti-fogos que foram adoptadas e logo a floresta desatou a arder, imparável, sem lhe dar oportunidade de voltar a referir o quanto é eficaz o dispositivo montado.
Falta-lhe a inspiração do ministro Mendonça. Se ele tivesse o jeito do ministro Mendonça, tudo seria bem diferente: hoje caía uma árvore, amanhã nasceria uma árvore, depois de amanhã caía uma árvore, no dia seguinte nasceria uma árvore — e assim sucessivamente.
“A ERC é para homens e mulheres de barba rija.“
Azeredo Lopes, presidente da ERC
«Carlos Queiroz tem de contestar nota de culpa até segunda-feira». Talvez seja melhor alguém dizer ao ainda seleccionador nacional que contestar o Conselho de Disciplina da FPF não é exactamente a mesma coisa que insultar o Conselho de Disciplina da FPF. Não vá ele arranjar mais algum processo.