… ninguém sabe quantas Fundações há em Portugal? Não sabia, não sabe e ninguém desconfia. Nem a Inspecção-Geral de Finanças, nem o Centro Português de Fundações. Ninguém.
No ano passado, a Inspecção-Geral de Finanças (sob alçada do ministro Teixeira dos Santos) ainda identificou 306 Fundações de utilidade pública, que tinham recebido verbas no montante global de 166,5 milhões de euros do Estado durante o biénio de 2007/2008. Mas o levantamento foi logo considerado inútil: o número de Fundações pecou por defeito, as verbas somadas recebidas do Estado eram muito aquém da realidade e os benefícios fiscais de que elas usufruem não foram contabilizados. Em suma: sobre Fundações nacionais, ninguém consegue contá-las e muito menos consegue controlá-las.
Apenas a Presidência do Conselho de Ministros garante que sabe quantas são, mas recusa-se a dizê-lo. Faz caixinha. Inexplicavelmente. Ou está a brincar com coisas sérias, ou também não sabe e está a fingir que sabe mais do que os outros. Lembram-se do nado-morto que foi aquela Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária que Armando Vara quis criar há uns anitos num passe de mágica? Pois é: às tantas foi mesmo criada e ninguém sabe onde ela pára. Para já, que tal substituir o Conselho de Ministros por uma Fundação para a Administração e Gestão Republicana?

Por razões pessoalíssimas, eu já andava desconfiada disto há muito tempo… Aliás, certa!
Pobres portugueses, que engolem tudo e pagam… os ordenados dos boys que por lá subsistem!
É para isso que existem.
A maior parte destas fundações.
Sem dúvida, Chloé.
(Já tínhamos saudades de si.)
How nice of you!! É por estas e por outras que não descolamos… mesmo quando a vida anda pouco dada a folgas na blogosfera 🙂
Ainda bem.
:o)
Então se ninguém sabe quantas são, como é que sabem a quem entregar os subsídios e quais os montantes envolvidos?
Schiu… Segredo de Estado…
O tema fundações sempre foi um tema muito complexo.
Em Portugal e em Macau, como bem sabemos…
Sem dúvida.
São as Fundações e o Ministério da Justiça que não sabe quantas contas tem abertas nos diversos bancos.
Quanto às Fundações era só cortar as verbas a TODAS e depois ver quem se queixava… aí era só fazer um rastreio e apoiar as que REALMENTE têm razão de existir.
Isto era possível se os ratos que nelas habitam não fossem de uma espécie protegida.
Excelente ideia, Virgínia.
O subtítulo (“escandaloso”) diz tudo. Num país a sério, alguém seria responsabilizado e demitido, pois uma informação destas (nem que seja pelo facto de ser essencial para as contas do Estado e para a elaboração do Orçamento saber quanto se gasta em fundações, institutos e afins) é imprescindível. Mas como estamos em Portugal, no pasa nada…
Abraço.
Tem toda a razão. É a mais completa irresponsabilidade.