Tão amigos


jmmcc,

Tão amigos que nós éramos. «Navio-escola “Sagres” impedido de atracar em Macau». Um caso com ecos noticiosos hoje por todo o lado e em que a diplomacia ficou à margem dos laços históricos. Ou vice-versa.

Parece-me que o caso foi lançado há dois dias na blogosfera. Ou me engano muito ou teve início aqui, pelo sempre atento João Severino. Os blogues vão dando cartas. Em matéria de jornalismo informativo também.

13 comentários em “Tão amigos”

  1. Premonição? Sem ter conhecimento do sucedido escrevi em 14/8 este texto:

    Os portugueses são um povo de fundadores. Fundaram uma nação onde nada o fazia prever. Ganharam o gosto e foram fundando as suas réplicas por todos os cantos do mundo. E como a nação mãe fundaram-nas nos sítios mais improváveis. Um desses sítios chama-se Macau, onde os portugueses chegaram precisamente no dia 14 de Agosto de 1553. Ali estiveram quase meio século com o beneplácito dos próprios chineses a quem prestaram relevantes serviços. Em 1887 a China reconheceu a soberania perpétua de Portugal..

    A soberania portuguesa nesta região foi transferida para a nova China de forma pacífica e cordial depois de demoradas negociações. Portugal já não governa Macau mas a sua presença continua bem viva naquele território . A presença portuguesa manifesta-se, por exemplo, no património, onde se destacam as ruínas de S. Paulo, ou na a culinária onde as esposas orientais dos portugueses fundaram a cozinha macaense , fazendo pratos de origem europeia com produtos locais. As freguesias de Macau possuem ainda nomes portugueses.

    Portugal estabeleceu no século XVI a primeira relação estável entre a cultura europeia e a cultura chinesa. E esta aptidão para criar pontes entre povos é uma das grandes valências da nação lusíada. E a capacidade para depois da partida continuar a manter laços afectivos com esses povos é uma característica quase única dos portugueses. Por essa razão, entre outras, Portugal é no contexto europeu e mundial uma nação universal e por isso deve sentir orgulho.

    MG

  2. Quando Portugal entregou Macau à China, o ultimo presente que lá deixou foi um Aeroporto.
    Parabéns ao Melancia. Foi um grande Melão.
    Agora se o “Navio de Guerra Sagres” tivesse levado a reboque um submarino para oferecer, talvez fosse recebido como grande amigo.
    O problema foi não levarem um presente!
    Ah, também adorava andar a passear no Sagres, que grande cruzeiro de férias… e à borla!

  3. Parece mentira um filho de Olhão aos comandos de um navio de paz (embora pertença à marinha), ser impedido de entrar em Macau, depois de este território ser entregue de mão beijada aos chineses que nos tinham oferecido Macau, em troca da ajuda,que os nós portugueses demos, para a manutenção do império chinês.
    Isso no tempo em que Portugal era Portugal.

  4. Basta olhar para o “Sagres” para se ficar intimidado com a evidente capacidade bélica, é mesmo de pôr os olhos em bico……………..!!!!!!

  5. Se fossemos lá com o TRIDENTE a ver se aqueles gajos não nos deixavam atracar.

    Parece incrível, nós oferecemos aos tipos, Macau e eles não nos deixam atar uma cordinha ao cais.
    Que grandes ingratos, logo o navio do capitão igloo.

    Nao há direito.

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