Eu sei, eu sei. Este é um momento em que devíamos andar todos de cara fechada e lágrima ao canto do olho. Por isso, sinto que lhe devo, leitor, uma explicação por alguma gargalhada extemporânea que me possa ter ouvido nos últimos tempos. Penitencio-me, leitor. Mas, não prometo que consiga emendar-me. Que diabo! Todos temos as nossas fraquezas de carácter. E o leitor não pode exigir de mim a contenção de um Almeida Santos que é capaz de fazer um discurso destes em público sem se desmanchar. Eu, pela minha parte, há uns dias que não consigo parar de rir. A coisa começou quando José Sócrates e o seu governo ficaram em funções de gestão. Esta de colocar Sócrates e gestão na mesma frase é, como hei-de dizer, de ir ao fundo e voltar. Ou até de ficar por lá!. Melhor mesmo só ter colocado Sócrates e Teixeira dos Santos no mesmo governo. E chamar-lhe governo. E… Eheheh… hmmm…hmmm. Pois, peço desculpa. Pronto. Vamos então falar de coisas trágicas, para ver se me controlo um bocadinho. Por exemplo, esta questão do FMI é mesmo muito preocupante. O Ministro Santos Silva bem avisou que seria um suicídio não aprovar o PEC. Agora que a decisão está tomada, o PS quer continuar a governar, mesmo depois de Sócrates ter dito jamé. Uns patriotas, os socialistas. Já que nos vamos suicidar, querem ajudar-nos a fazê-lo em condições adequadas. E o PS acha que está mais bem preparado para isso que o PSD. É capaz de ser verdade. Estes são temas em que é preciso ter muito cuidado. Um passo em falso e ainda acontece uma desgraça. Vamos que a incompetência do PSD nos leva a morrer antes de nos suicidarmos. Ou… oh pá, esta é mesmo de morte, não é! Ehehehe… hmm.. hmmm. Pois, eu vou ali e volto já, está bem?!!!
Não me façam rir
Rui Rocha,






