O discurso oficial e oficioso do PS passa pela descredibilização de Passos Coelho e por exigir que este apresente alternativas. É verdade que o PSD e o seu líder devem ganhar em consistência se quiserem aparecer aos olhos dos eleitores como solução para a situação a que o governo do PS nos conduziu. Todavia, esta linha de argumentação parece muito pobre quando analisada pelo seu valor intrínseco. O interessante (diria mesmo, o imperativo democrático) seria que o PS esclarecesse se o que tem para oferecer ao país é mais do mesmo (líder, discurso, prática, PEC) ou se a sua proposta inclui, para além de um indispensável acto de contrição, uma mudança (de política, de programa, de atitude). No fundo, antes de interpelar a oposição, os socialistas deveriam clarificar se pretendem, ou não, apresentar-se como alternativa ao desastre da sua própria governação. Caso contrário, para o eleitor típico do bloco central, a questão fundamental nas próximas eleições consistirá em correr o risco de comprar gato por lebre (Passos Coelho) ou optar pela certeza de receber gato por gato (José Sócrates). Posta a questão nestes termos, escolher não parece, apesar de tudo, muito difícil.
E que tal apresentarem alternativas?
Rui Rocha,

“ou optar pela certeza de receber gato por gato (José Sócrates)”
e daqueles bem assanhados, que o homem ultimamente está capaz de arranhar tudo e todos!…
Rui, pode, por favor, confirmar os números apontados nesta notícia?
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?t emplate=SHOWNEWS_V2&id=476469
Ou o jornalista se enganou ou… nem quero pensar…
Nervosinho, o Primeiro. Quanto aos números, não me parece que exista engano, Fátima.
Caro Rui,
Acho que anda um pouco desfasado da realidade.
O PS já disse o que tem a dar ao País: PEC IV até 2013.
Para os anos seguintes, PEC’s até ao infinito da numeração romana.
É mau!, mas está dito!
O PSD é que não é capaz de manter uma ideia por mais de 24 horas: tão depressa o Iva vai para 25%, como se devem, de novo, reduzir salários, como o chumbo do PEC IV foi por ele afinal ter medidas pouco robustas (leia-se pouco duras)…mas como são ideias impopulares, são desmentidas logo a seguir.
Mas tremos a promessa de que, BREVEMENTE, dentro de algumas semanas, vamos ter Programa.
A atiram-nos com um qualquer Moeda (directamente vindo do estrangeiro com o seu IPAD e um perfeito sotaque de portugay), quando o que o País precisa é de Notas! E muito altas! Notas altas também nos ratings!
Pois, era essa proposta que eu gostava de ouvir confirmada. Ou a alterantiva, se for o caso.
Bom dia Rui.
Quem deve apresentar alternativas são os partidos da Oposição. E só o CDS é que o fez, nomeadamente propondo medidas alternativas ao PEC apresentado pelo Governo. Do PSD apenas contradições, incertezas, ideias que são para avançar num dia mas já não são para aplicar no dia seguinte (IVA, 13º mês, etc). Com que então é o governo e o PS que têm que apresentar uma alternativa a si mesmo? Espantoso. O governo e o PS apresentaram uma ideia, uma proposta. Se não gostamos (e eu não gosto), então temos é que analisar as propostas dos outros.
Já o escrevi num outro post e repito-o. Compreendo que o Rui esteja farto de Sócrates, como eu estou e a larga maioria dos portugueses estão. Também estou desejoso, há muito, de partir para outra, de mudar de caras. Mas as críticas que o Rui faz a Sócrates também se aplicam a Passos Coelho, mas essas não as escreve aqui. Sempre a malhar no Sócrates. Pois eu também malho nele mas percebo, porque tenho olhos, que Passos Coelho será uma continuação deste governo, no sentido negativo. Ainda não foi eleito e já temos um rol quase interminável de contradições, dúvidas, incertezas, meias-palavras, trapalhadas e, tal como Sócrates, um grande vazio de ideias concretas e aplicáveis. Ainda não é Primeiro-Ministro é já começa como termina Sócrates: pessimamente.
Abraço.
É como diz, Ricardo. De momento, apetece-me malhar no Sócrates. O tempo de Passos Coelho chegará, eventualmente mais cedo que mais tarde. De momento, não estou com pressa. É possível que tenha quatro anos para o fazer.