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RIO PAIVA

 

Nascente: Serra da Nave, freguesia da Pera Velha, concelho de Moimenta da Beira

Foz: Rio Douro, em Castelo de Paiva

Afluente: Rios Frades, Paivô, Ardena

Extensão: cerca de 110 km

 

«Também os tempos eram outros. O Paiva não tinha rincolheira que não desse um prato de pescado, vivinho de arregalar o olho, trutas finas e taludas como bacalhaus, bogas e bordalos gordos como lontros.»

Aquilino Ribeiro, O Malhadinhas 

Por estes rios acima (18)


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RIO MONDEGO

 

Nascente: Serra da Estrela

Foz: Oceano Atlântico, na Figueira da Foz

Afluentes: Rios Dão, Alva, Ceira, Ega, Arunca, Pranto

Extensão: cerca de 230 km

 

«Doces e claras águas do Mondego, / Doce repouso de minha lembrança, / Onde a comprida e pérfida esperança / Longo tempo após si me trouxe cego.»

Luís de Camões

Por estes rios acima (17)


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RIO MIRA

 

Nascente: Serra do Caldeirão

Foz: Oceano Atlântico, em Vila Nova de Milfontes

Afluentes: Rios Luzianes, Perna Seca, Macheira, Guilherme, Telhares

Extensão: cerca de 145 km

 

«O rio Mira, senhor da planície / e das escarpas, / majestoso e largo, / chega por fim às portas do oceano. / Sem temer o seu destino de rio, / enfrenta as vagas eternamente em fúria / e diz-lhes simplesmente, tranquilamente: Aqui estou.»

Carlos Domingos

Por estes rios acima (16)


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RIO MINHO

 

Nascente: Serra do Meira (Galiza, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, em Caminha

Afluentes: Rios Mouro, Trancoso, Gadanha, Coura

Extensão: cerca de 300 km

 

«Vendo-os assim tão pertinho / A Galiza mais o Minho / São como dois namorados / Que o rio traz separados / Quase desde o nascimento. // Deixá-los, pois, namorar, / Já que os pais para casar / Lhes não dão consentimento.»

João Verde, Ares da Raya

Por estes rios acima (15)


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RIO LIS

 

Nascente: freguesia de Cortes, concelho de Leiria

Foz: Oceano Atlântico, a norte da praia de Vieira, concelho da Marinha Grande

Afluentes: Rios Fora, Lena, Alcaide

Extensão: cerca de 40 km

 

«Fermoso Rio Lis, que entre arvoredos / Ides detendo as águas vagarosas, / Até que üas sobre outras, de invejosas, / Ficam cobrindo o vão destes penedos; // Verdes lapas, que ao pé de altos rochedos / Sois morada das Ninfas mais fermosas, / Fontes, árvores, ervas, lírios, rosas, / Em quem esconde Amor tantos segredos; // Se vós, livres de humano sentimento, / Em quem não cabe escolha nem vontade, / Também às leis de Amor guardais respeito, // Como se há-de livrar meu pensamento / De render alma, vida e liberdade, / Se conhece a razão de estar sujeito?»

Francisco Rodrigues Lobo

Por estes rios acima (14)


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RIO LIMA

 

Nascente: Monte Talariño (Ourense, Galiza)

Foz: Oceano Atlântico, em Viana do Castelo

Afluentes: Rios Vez, Labruja, Trovela, Estorãos

Extensão: cerca de 108 km

 

“Junto do Lima, claro e fresco rio, / que Lethes se chamou antigamente (…) // O rio que verás tão sossegado / que até parece que se arrepende / de levar água doce ao mar salgado.”

Diogo Bernardes

Por estes rios acima (13)


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RIO HOMEM

 

Nascente: Portela do Homem, Serra do Gerês, concelho de Terras do Bouro

Foz: Rio Cávado, em Soutelo, concelho de Vila Verde

Extensão: 37 km

 

«O rio Homem vai descendo / na saudade / e sem saber bem / para onde e porque vai… / O vento verga os amieiros / para que os ramos / se despeçam de perto / da água limpa e transparente / que beberam / ao arder do sol / quando a tarde se acendeu / no pináculo da montanha / de pedras soberbas.»

João Luís Dias

Por estes rios acima (12)


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RIO GUADIANA

 

Nascente: Lagoas de Ruidera (província de Ciudad Real, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, em Vila Real de Santo António

Afluentes: Rios Xévora, Caia, Degebe, Cobres, Vascão, Ardila, Chança

Extensão: cerca de 870 km

 

«O Guadiana […] corre esverdeado entre montes abruptos e severos, que à medida que o barco navega vão surgindo sempre uns atrás dos outros – à esquerda a Espanha, à direita Portugal -, os nossos mais pacíficos e às vezes cultivados até ao rio, os dos vizinhos austeros, pedregosos e bravios – grande uniformidade deserta onde aparece, isolada e perdida no cenário, uma ou outra casinha colmada. Diante de nós, a água que anima tudo isto, lisa e unida à proa do vapor, com veios longínquos mais quietos e riscos que estremecem à superfície; e naquela braveza de fragas e vegetação quase negra das encostas, irrompe de quando em quando uma amendoeira, que se entreabre no Inverno em milhares de pequeninas flores, como se toda ela criasse asas..»

Raul Proença, Guia de Portugal

Por estes rios acima (11)


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RIO DOURO

 

Nascente: Serra de Urbión (província de Sória, Castela-Leão, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, no Porto

Afluentes: Rios Águeda, Côa, Sabor, Tua, Pinhão, Torto, Corgo, Varosa, Teixeira, Cabrum, Bestança, Paiva, Tâmega, Arda, Sousa

Extensão: cerca de 930 km

 

«O Douro é um rio de vinho / que tem a foz em Liverpool e em Londres / e em Nova-York e no Rio e em Buenos Aires: / quando chega ao mar vai nos navios, / cria seus lodos em garrafeiras velhas, / nos clubes e nos bars.»

Joaquim Namorado, A Poesia Necessária

Por estes rios acima (10)


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RIO DÃO

 

Nascente: No Planalto Beirão, freguesia do Eirado, concelho de Aguiar da Beira

Foz: Rio Mondego, na barragem da Aguieira

Afluentes: Rios Carapito, Sátão, Pavia, Criz

Extensão: cerca de 90 km

 

«A Foz do Dão tinha grande manancial de água. Se outro não houvesse, bastavam os dois rios que banhavam a aldeia. A água para uso doméstico provinha de uma fonte de chafurdo que ficava no meio do areal do rio Mondego. Água boa! No Verão, fresca como que saída de um frigorifico. De Inverno, tépida.
Sempre que havia enchente a fonte ficava submersa mas a mãe natureza não nos deixava sem água de boa qualidade, pois, logo que a fonte submergia, brotava uma bica na barreira do encontro do lado esquerdo da ponte.»

 

Do blogue Foz do Dão

Por estes rios acima (8)


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RIO CORGO

 

Nascente: Serra da Padrela, concelho de Vila Pouca de Aguiar

Foz: Rio Douro, no Peso da Régua

Afluentes: Rios Cabril, Sordo, Tanha

Extensão: cerca de 44 km

 

«Ontem, a CP encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem avisar ninguém. Contava com o silêncio de todos e fê-lo pela calada, desprezando toda a gente. Mas a culpa não é da CP; é, antes, de todos os pacóvios que transformaram o país num tapete de asfalto, bom para a camionagem, para as empresas de obras públicas e para o consumo de gasolina. (…) Há alcatrão, cimento, camionagem e gasóleo. Tudo caro. Os comboios portugueses inventaram um país, povoaram-no, desenharam a nossa geografia. Era um país mais bonito do que este.»

Francisco José Viegas

Por estes rios acima (7)


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RIO CÔA

 

Nascente: entre as Serras da Malcata e da Gata, em Fóios, concelho do Sabugal

Foz: Rio Douro, perto de Vila Nova de Foz Côa

Afluentes: Rios Noéme e Diz

Extensão: cerca de 135 km

 

«Nem versos faço. Para quê? Poema é toda a página aberta diante de mim, caligrafada de esperança e de calma.»

Miguel Torga, Portugal

Por estes rios acima (5)


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RIO AVE

 

Nascente: Serra da Cabreira, concelho de Vieira do Minho

Foz: Oceano Atlântico, em Vila do Conde

Afluentes: Rios Este e Vizela

Extensão: cerca de 93 km

 

«Também gostava de subir àquela espécie de pequeno terraço onde se ergue a Capela de Nossa Senhora do Socorro, com a sua cúpula branca, e de aí gozar a larga vista sobre o Ave, para os campos de Azurara, para os pinhais longínquos de Mindelo.» 

José Régio

Por estes rios acima (4)


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RIO ARDA

 

Nascente: Cruz das Eiras, Arouca

Foz: Rio Douro, em Pedorido, concelho de Castelo de Paiva

Afluentes: Rio Urtigosa

Extensão: cerca de 30 km

 

«Se à nossa esquerda chama a atenção o Parque Eólico que vai até à Serra da Boneca, o deslumbre, pese embora alguma névoa instalada, é do lado direito, na margem esquerda do Douro, bem lá no alto, o saudoso miradouro contíguo à Ermida do Monte de S. Domingos da Serra. Quantas vezes subimos aquela rude escarpa, começando pelos caminhos das Minas do Pejão, próximo da foz do Rio Arda!»

 

Do blogue Passeios da Caramulinha

 

Por estes rios acima (3)


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RIO ARADE

 

Nascente: Serra do Caldeirão

Foz: Oceano Atlântico, em Portimão

Afluentes: Ribeiras do Arade, Boina, Odelouca

Extensão: cerca de 75 km

 

«A minha primeira ideia do Arade era a do rio que desaguava nas pedras, lá para a ponta da areia na Praia da Rocha. Ali em frente de Ferragudo, terra de lamas, de fábricas e de um convento secreto.

Mais tarde comecei a perceber que o rio Arade não nascia ali, ao pé da minha casa. Vinha de longe, provavelmente de muito longe, pois de vez em quando trazia as laranjas de uma terra distante, que eu não conhecia, mas saboreava, depois de as limpar da terra argilosa que deixava esculturas de barro nos dedos.

Comecei a perceber que aquele rio pardacento que refrescava o meu corpo nos verões de Portimão vinha das serranias abruptas do Algarve, mas deveria ser adocicado por culturas tão antigas quanto belas nalguma cidade da moirama.»

Helder Faustino Raimundo, Barlavento

Por estes rios acima (2)


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RIO ALVA

 

Nascente: encosta sudoeste da Serra da Estrela

Foz: Rio Mondego, em Porto da Raiva, concelho de Penacova

Afluentes: Ribeira de Folques, Rio Alvoco

Extensão: cerca de 105 km

 

«Deixem passar o Rio Alva. Deixem-no / deixem-no passar. // Com suas pedras cantadas / de queda em queda.»

 

Mário Castrim, Conto Estrelas em Ti

Por estes rios acima (1)


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RIO ÁGUEDA

 

Nascente: Serra do Caramulo, concelho de Tondela

Foz: Rio Vouga, em Requeixo, concelho de Aveiro

Afluentes: Rios Cértima, Alfusqueiro, Agadão

Extensão: cerca de 60 km

 

«(…) só depois é que me explicaram que aquele não era o Rio Águeda da minha querida terra, ainda fiquei desconfiado, mas lá acabei por perceber que aquele era outro Rio Águeda lá do norte, fosse como fosse, Águeda de Baixo ou Águeda de Cima (…)»

Manuel Alegre, Rafael