Por estes rios acima (12)


Pedro Correia,

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RIO GUADIANA

 

Nascente: Lagoas de Ruidera (província de Ciudad Real, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, em Vila Real de Santo António

Afluentes: Rios Xévora, Caia, Degebe, Cobres, Vascão, Ardila, Chança

Extensão: cerca de 870 km

 

«O Guadiana […] corre esverdeado entre montes abruptos e severos, que à medida que o barco navega vão surgindo sempre uns atrás dos outros – à esquerda a Espanha, à direita Portugal -, os nossos mais pacíficos e às vezes cultivados até ao rio, os dos vizinhos austeros, pedregosos e bravios – grande uniformidade deserta onde aparece, isolada e perdida no cenário, uma ou outra casinha colmada. Diante de nós, a água que anima tudo isto, lisa e unida à proa do vapor, com veios longínquos mais quietos e riscos que estremecem à superfície; e naquela braveza de fragas e vegetação quase negra das encostas, irrompe de quando em quando uma amendoeira, que se entreabre no Inverno em milhares de pequeninas flores, como se toda ela criasse asas..»

Raul Proença, Guia de Portugal

6 comentários em “Por estes rios acima (12)”

    1. Lindíssimo, mas traiçoeiro. Uma conhecida minha afogou-se nele. Foi tomar banho, foi apanhada por um remoinho. O corpo foi descoberto numas rochas dez quilómetros abaixo.

  1. Essa pequeninas flores, criam mesmo asas em nós, sim!…

    Se o Douro é o meu preferido, o mais próximo,
    o Guadiana é para mim, o mais querido.

    Tenho um familiar a viver em Mértola e de lá não quer sair.
    E o Pulo do Lobo, ali tão perto…

    Corre nobre Guadiana
    Espelho de moura formosa
    Vai ficando uma ribeira
    Pela terra sequiosa
    *
    Corre, corre, Guadiana
    Por essa terra raiana
    Que eu faço um apelo aos lagos
    Convoco no céu as fontes
    Teço três meadas de água
    Dos fios perdidos nos montes

    —————–

    Se o Rui Veloso te canta
    Quem sou eu pra discordar
    Tuas margens são meu chão
    Tuas águas; o meu sonhar!

    Mr. Correia,
    mil perdões por vir devanear para o seu espaço.

    Obrigada.

  2. Nascente: Lagoas de Ruidera

    Dizem que o Guadiana já não nasce onde nascia, mas sim muitas dezenas de quilómetros a jusante, decido ao esgotamento dos aquíferos de onde surgia.

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