Por estes rios acima (11)


Pedro Correia,

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RIO DOURO

 

Nascente: Serra de Urbión (província de Sória, Castela-Leão, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, no Porto

Afluentes: Rios Águeda, Côa, Sabor, Tua, Pinhão, Torto, Corgo, Varosa, Teixeira, Cabrum, Bestança, Paiva, Tâmega, Arda, Sousa

Extensão: cerca de 930 km

 

«O Douro é um rio de vinho / que tem a foz em Liverpool e em Londres / e em Nova-York e no Rio e em Buenos Aires: / quando chega ao mar vai nos navios, / cria seus lodos em garrafeiras velhas, / nos clubes e nos bars.»

Joaquim Namorado, A Poesia Necessária

10 comentários em “Por estes rios acima (11)”

  1. Eis-nos chegados ao meu rio preferido. O Rio Douro.
    Dorminhoco, acordou mais tarde do que os seus irmãos: Tejo e Guadiana, pelo que não escolheu belos caminhos na pressa de os alcançar. Foi galgando fragas e montes sem olhar para o lado. Sem se deter. Correndo por caminhos sinuosos…
    E foi assim, enlameado e turvo, que foi o primeiro a chegar ao mar…
    Gostou?

    E agora, Miguel Torga.

    Corre, caudal sagrado,
    Na dura gratidão dos homens e dos montes!
    Vem de longe e vai longe a tua inquietação…
    Corre, magoado,
    De cachão em cachão,
    A refractar olímpicos socalcos
    De doçura
    Quente.
    E deixa na paisagem calcinada
    A imagem desenhada
    Dum verso de Frescura
    Penitente.

    1. Esse “excesso de natureza”, como tão sucinta e certeiramente Torga escreveu. Nem uma palavra a mais.

      E tudo dito.

      Costa

  2. Conheço o Douro em boa parte do seu percurso português – sobretudo o curso final. Mas por estes dias voltei a ver as arribas do Douro, a zona onde chega a Portugal, em Miranda do Douro, onde não ia desde os 10 ou 11 anos. Aconselho vivamente, de preferência com quem fale mirandês.

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