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RIO DOURO
Nascente: Serra de Urbión (província de Sória, Castela-Leão, Espanha)
Foz: Oceano Atlântico, no Porto
Afluentes: Rios Águeda, Côa, Sabor, Tua, Pinhão, Torto, Corgo, Varosa, Teixeira, Cabrum, Bestança, Paiva, Tâmega, Arda, Sousa
Extensão: cerca de 930 km
«O Douro é um rio de vinho / que tem a foz em Liverpool e em Londres / e em Nova-York e no Rio e em Buenos Aires: / quando chega ao mar vai nos navios, / cria seus lodos em garrafeiras velhas, / nos clubes e nos bars.»
Joaquim Namorado, A Poesia Necessária

Está tão bem este excerto…
Gosto muito. Uma poesia que está “fora de moda”, ao que me dizem, mas continuo a apreciá-la.
Sangre Cavallum – Rio Douro
https://youtu.be/Mi4UepOH2GI
Eis-nos chegados ao meu rio preferido. O Rio Douro.
Dorminhoco, acordou mais tarde do que os seus irmãos: Tejo e Guadiana, pelo que não escolheu belos caminhos na pressa de os alcançar. Foi galgando fragas e montes sem olhar para o lado. Sem se deter. Correndo por caminhos sinuosos…
E foi assim, enlameado e turvo, que foi o primeiro a chegar ao mar…
Gostou?
E agora, Miguel Torga.
Corre, caudal sagrado,
Na dura gratidão dos homens e dos montes!
Vem de longe e vai longe a tua inquietação…
Corre, magoado,
De cachão em cachão,
A refractar olímpicos socalcos
De doçura
Quente.
E deixa na paisagem calcinada
A imagem desenhada
Dum verso de Frescura
Penitente.
Esse “excesso de natureza”, como tão sucinta e certeiramente Torga escreveu. Nem uma palavra a mais.
E tudo dito.
Costa
Conheço o Douro em boa parte do seu percurso português – sobretudo o curso final. Mas por estes dias voltei a ver as arribas do Douro, a zona onde chega a Portugal, em Miranda do Douro, onde não ia desde os 10 ou 11 anos. Aconselho vivamente, de preferência com quem fale mirandês.
Há muitos anos que não vou a Miranda e a Barca d’ Alva. Está na minha agenda para breve.
Eu Barca d´Alva nem conheço. Tenho de lá passar um dia destes.
Vale a pena ir lá, sobretudo, no tempo das amendoeiras em flor. Uma beleza.