Por estes rios acima (16)


Pedro Correia,

1849884[1].jpg

guarda16[1].jpg

 

 

RIO MINHO

 

Nascente: Serra do Meira (Galiza, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, em Caminha

Afluentes: Rios Mouro, Trancoso, Gadanha, Coura

Extensão: cerca de 300 km

 

«Vendo-os assim tão pertinho / A Galiza mais o Minho / São como dois namorados / Que o rio traz separados / Quase desde o nascimento. // Deixá-los, pois, namorar, / Já que os pais para casar / Lhes não dão consentimento.»

João Verde, Ares da Raya

14 comentários em “Por estes rios acima (16)”

  1. Há um rio que para minha pena ficou a faltar nesta série, o Caia.

    Porque tem uma barragem na qual tomei belos banhos, em tempos idos.

    Por razão análoga espero que não venha a faltar o rio Xévora.

      1. Ainda bem. Porém, os rios na série aparecem por ordem alfabética, a série já vai na letra M e o rio Caia era na letra C…

  2. Distraí-me e envio este comentário com algum atraso – talvez já ninguém o leia, mas fica em arquivo. Começo por mostrar uma foto tirada numa das pesqueiras do rio Minho em Melgaço:

    https://s5.postimg.cc/l935dvdev/Nymphoides-peltata.jpg

    A foto mostra uma planta aquática, Nymphoides peltata, que em Portugal só existe no rio Minho. Há meio século existia também no baixo Mondego; e, pelo menos até final do século XIX, também no Tejo. O rio Minho não tem barragens em território português e essa é a mais importante diferença entre ele e todos os outros grandes rios portugueses – só por essa razão é que esta planta (e várias outras) se manteve lá, tendo desaparecido do resto do território.

    Os “espelhos de água” das albufeiras destroem a vida nos rios, não os embelezam. Algumas grandes barragens seriam sempre necessárias para sustentar o nosso estilo de vida, mas em Portugal atingiu-se um grau de destruição demencial. Essa foi a herança mais infame do “sr. engenheiro” que nos desgovernou.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *