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RIO MINHO
Nascente: Serra do Meira (Galiza, Espanha)
Foz: Oceano Atlântico, em Caminha
Afluentes: Rios Mouro, Trancoso, Gadanha, Coura
Extensão: cerca de 300 km
«Vendo-os assim tão pertinho / A Galiza mais o Minho / São como dois namorados / Que o rio traz separados / Quase desde o nascimento. // Deixá-los, pois, namorar, / Já que os pais para casar / Lhes não dão consentimento.»
João Verde, Ares da Raya

Em cima, Tui vista desde Valença. Em baixo, Caminha vista desde o monte de Santa Trega.
Sem photoshop.
Foz – Caminha
Mais precisamente Esteiró, na orla do pinhal do Camarido.
Uma das mais belas paisagens portuguesas. Sem a menor dúvida.
Bela foz. Rio de um lado, pinhal a meio, mar do outro.
Surgiu-me entretanto uma dúvida: faria sentido mencionar-se as barragens?
Isso dá outra série.
Melhor dizendo, as albufeiras.
Dá mesmo.
Há um rio que para minha pena ficou a faltar nesta série, o Caia.
Porque tem uma barragem na qual tomei belos banhos, em tempos idos.
Por razão análoga espero que não venha a faltar o rio Xévora.
Esta série ainda não terminou. Vai prolongar-se pelo menos até ao fim do mês.
Ainda bem. Porém, os rios na série aparecem por ordem alfabética, a série já vai na letra M e o rio Caia era na letra C…
Distraí-me e envio este comentário com algum atraso – talvez já ninguém o leia, mas fica em arquivo. Começo por mostrar uma foto tirada numa das pesqueiras do rio Minho em Melgaço:
https://s5.postimg.cc/l935dvdev/Nymphoid es-peltata.jpg
A foto mostra uma planta aquática, Nymphoides peltata, que em Portugal só existe no rio Minho. Há meio século existia também no baixo Mondego; e, pelo menos até final do século XIX, também no Tejo. O rio Minho não tem barragens em território português e essa é a mais importante diferença entre ele e todos os outros grandes rios portugueses – só por essa razão é que esta planta (e várias outras) se manteve lá, tendo desaparecido do resto do território.
Os “espelhos de água” das albufeiras destroem a vida nos rios, não os embelezam. Algumas grandes barragens seriam sempre necessárias para sustentar o nosso estilo de vida, mas em Portugal atingiu-se um grau de destruição demencial. Essa foi a herança mais infame do “sr. engenheiro” que nos desgovernou.