E pronto. Vinte e cinco álbuns depois (não necessariamente os melhores de 2015; ouvi uma ínfima parte dos que mereceriam atenção e deixei de fora não apenas vários que poderia ter incluído como todos aqueles que já salientara ao longo do ano), acabemos isto com uma obra representativa dos aspectos negativos e positivos de tanto já ter sucedido na música pop/rock, não obstante as suas poucas décadas de existência.
O uso intensivo de samplers pode ser visto como um modo de fugir às dificuldades de criar algo verdadeiramente novo mas é também uma forma de admitir, questionar, comentar e reinventar o passado. Digamos que Jamie XX, como a banda de que faz parte (os XX), produz metamúsica. A qual, num mês não particularmente simpático para os fãs da pop, até me permite terminar com uma nota de optimismo:

![Je_Suis_Charlie_Wide[1].jpg Je_Suis_Charlie_Wide[1].jpg](http://6.fotos.web.sapo.io/i/B4208de2c/19157555_WqGw0.jpeg)