Alguns álbuns de 2015: “Natalie Prass”, de Natalie Prass


escafandro,

O primeiro álbum de Natalie Prass, gravado em 2012 e deixado a marinar até 2015, encontra-se repleto de canções delicadas assentes em orquestrações ambiciosas. Na Pitchfork escreveram que se destacou dos restantes trabalhos de música de autêntica raiz americana (definida em pinceladas largas como uma mistura de soul, country e sonoridade dos musicais da Broadway) não pela sua genuinidade (disso há aos montes, aparentemente) mas pela sua artificialidade. Talvez tenham razão. Há no trabalho um lado cerebral, polido, meticuloso, que poderia revelar-se excessivo e afastar o ouvinte. Em vez disso, mantém-no envolvido e expectante.

 

(Numa análise rápida, é possível que este vídeo também pareça demasiado artificial e, acima de tudo, demasiado colorido para o Inverno; e, todavia – desculpem-me desde já mas ao sábado permito-me o ocasional excesso -, um raio de Sol por entre a chuva gera quase sempre um arco-íris.) 

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