Cavaco, o super-polícia?


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O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) pediu uma audiência «com carácter de urgência» ao Presidente da República, no âmbito do processo Freeport. Alega que há pressões sobre procuradores para que o processo seja arquivado. Percebo o pedido, mas não me parece que seja este o caminho a seguir. Pressionar magistrados, da forma alegada, constitui crime. Ora, se há magistrados do MP que se sentem coagidos, devem, como titulares da acção penal, agir em conformidade, abrindo inquéritos contra os coactores. Parece-me mais adequado do que ir fazer queixinhas a Cavaco, assim transformado em super-polícia.

Pessoas em quem se pode confiar (VII)


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Avelino Ferreira Torres (foto JN), que antes só acreditava na justiça Divina e na de Fafe, começou, esta quinta-feira, a acreditar na Justiça dos tribunais, depois de ter sido absolvido por crimes imputados enquanto autarca de Marco de Canaveses. Ora, se Avelino acredita, não há motivos para temer pela saúde da Justiça portuguesa. Que ele é homem de muita Fé…

A clavícula de Armstrong


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O futebol já cansa. Neste momento, estou muito mais preocupado com a clavícula que Lance Armstrong partiu, ontem, numa queda, na Volta a Castela e Leão. O homem vai ter que parar por umas semanas, o que pode impedi-lo de ir ao Giro de Itália e prejudicar a sua preparação para o Tour. E confesso que estou muito expectante para saber se ele é mesmo um super-homem, caso ganhe pela 8ª  vez o Tour, agora aos 38 anos e depois de três anos de paragem. É que nós estamos mesmo necessitados de grandes exemplos.

Blogue da semana


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Nos Cus de Judas é o diário de um português a trabalhar em Angola. Uma visão colorida de África, que alterna entre o estar bem e as saudades do que ficou por cá. Pena que não seja actualizado mais regularmente. Mas uma escrita de qualidade e uma boa abordagem dos temas, mesmo quando, como é frequente, não estamos de acordo.

Ai, Lucílio, Lucílio…


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Que Lucílio Baptista se justifique, alegando que viu mal o lance em que marcou um pénalti contra o Sporting que não existiu, ainda posso aceitar. Que diga que não viu o sinal de "gamanço" que Paulo Bento lhe fez logo a seguir, ainda vá que não vá. Agora que o homem diga que não se apercebeu da "peitaça" que Pedro Silva lhe deu, aí é que já não acredito. E parece-me tão óbvia a mentira que fico a suspeitar de tudo o resto.

Desperdício de paraíso


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Depois do divertido e delituoso jantar de sexta, passei a tarde de ontem com amigos numa esplanada de São Pedro do Estoril. Calor. Do sol e da boa companhia. Mas tenham paciência, minhas amigas e meus amigos: as esplanadas da Foz, de Matosinhos, de Gaia são mais bonitas e mais tratadas, apesar do vento que às vezes sopra. Como é possível desperdiçar, assim, aquele pedaço de paraíso? Ah. Ontem jantei com a Ju, a Té, o João e o João no Bairro Alto. Para quem não conhece, recomendo o restaurante: "Lisboa à noite". Come-se bem e é propício a noites de má-língua. E nós aproveitámos, claro.

Prenúncio de tragédias maiores


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Um homem, de 35 anos, ia levar o filho, bebé de nove meses, ao berçário, em Aveiro. Foi chamado de emergência para resolver um problema informático na empresa, deixou o filho durante horas dentro do carro e ele morreu. Insolação. A esta hora, o pai desnaturado deve estar a ser crucificado. E deve estar a sentir-se a pior pessoa do mundo. Não deixa de ser estranho que um pai se esqueça do filho, durante horas, dentro do carro, mesmo sabendo-se que levá-lo ao berçário não fazia parte das suas rotinas, já que era a mulher que costumava ter essa tarefa. Mas talvez o homem – que é apontado como pessoa responsável – não seja o principal culpado da tragédia. A tragédia será, porventura, consequência directa do tipo de vida que adoptámos nos tempos que correm, em que as prioridades estão alteradas pela força das circunstâncias, pela necessidade de sobreviver a cada dia e pela ambição do ter. Uma nova estrutura tomou conta das famílias, mesmo das que parecem mais normais. Enquanto isso, há crianças que morrem por descuido e outras que vivem tamanha liberdade por falta dos pais que tudo se torna uma agonia. Começa a ser tempo para parar um bocadinho e pensar. (notícia no JN)

Talvez acabar com os tribunais…


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Ainda não li o diploma, mas o CM adianta que as custas judiciais vão tornar-se mais onerosas para os utentes da justiça:

 

«Numa altura em que o recurso a prestações é facilitado para enfrentar a crise, o Governo acaba de fazer o inverso no acesso à Justiça: o novo regulamento de custas abandona o princípio do pagamento gradual da taxa de Justiça e o valor total, em alguns casos mais alto, passa a ser exigido na totalidade no momento da interposição de uma acção.»

 

Não sei o que se pretende, mas parece-me que a ideia é acabar mesmo com a Justiça. Cada vez mais, é um serviço a que só os miseráveis (que têm apoio judiciário) e os ricos (que têm dinheiro) têm acesso. Deixou de ser coisa de remediados, que somos quase todos.

Aqui está mais uma reforma de que o governo se pode gabar.

 

Não se deixem abater


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Estou preocupado: parece que há colegas do blogue que foram acometidos de indisposição súbita, por causa do 7-1. É preciso não esquecer que a vida continua, futebol é futebol, a bola é redonda, são 11 contra 11, o blogue precisa de ser alimentado e há um jantar à vista.